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Amazon Astro é “terrível” e não está pronto para lançamento, diz desenvolvedor

Supostos documentos vazados apontam problemas de construção e privacidade do Astro, o novo robô assistente da Amazon

Murilo Tunholi Por

O pequeno robô Astro, da Amazon, chamou muita atenção quando foi revelado na última terça-feira (28). Porém, pessoas que trabalharam no desenvolvimento do assistente não ficaram muito felizes com o resultado, segundo uma reportagem da Vice. Em supostos documentos e vídeos de reuniões vazados, os profissionais se referiram ao produto como “terrível” e “um desastre que não estava pronto para ser lançado”.

Astro é um robô assistente da Amazon (Imagem: Divulgação/Amazon)

Os desenvolvedores argumentaram que a ideia de usar o robô como um dispositivo de acessibilidade seria “absurda e sem sentido”, já que o próprio Astro não consegue sequer subir ou descer escadas por contra própria.

As fontes consultadas pela Vice também afirmaram que o pequeno assistente é frágil e que diversas unidades de testes quebraram atoa. Para um produto que vive no chão e custa entre US$ 1 mil (R$ 5,4 mil) e US$ 1,5 mil (R$ 8,1 mil), ser descartável desse jeito não é nada positivo.

Logo após a publicação dessas supostas falas dos desenvolvedores do Astro, a Amazon enviou um comunicado ao The Verge, alegando que os documentos citados no artigo da Vice estariam desatualizados, e que o robô havia sido melhorado desde então para corrigir algumas falhas.

Desenvolvedores criticaram a privacidade do Astro

Outro ponto levantado pela reportagem da Vice foi a questão da privacidade. Os supostos documentos e vídeos de reuniões vazados mostravam que o Astro estaria usando os sistemas de reconhecimento facial e rastreamento para monitorar a atividade das pessoas na casa. Em resposta, a Amazon disse o seguinte:

“Essas caracterizações de desempenho e sistemas de segurança do Astro são simplesmente imprecisas. O Astro passou por testes rigorosos de qualidade e segurança, incluindo dezenas de milhares de horas de testes beta com participantes. Isso inclui testes abrangentes no sistema de segurança avançado do Astro, que é projetado para evitar objetos, detectar escadas e parar o dispositivo onde e quando necessário”.

Amazon, em comunicado.

Vale mencionar que para tentar comprar uma unidade do Astro é preciso participar de uma pesquisa da Amazon e solicitar um convite. Essa enquete conta com perguntas sobre a estrutura da casa do cliente, em especial sobre escadas. É provável que somente pessoas com residências consideradas ideais pela empresa sejam selecionadas para adquirir o robô assistente.

Com informações: The Verge, Vice.

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Mickey (@Mickey)

Os desenvolvedores argumentaram que a ideia de usar o robô como um dispositivo de acessibilidade seria “absurda e sem sentido”, já que o próprio Astro não consegue sequer subir ou descer escadas por contra própria.

Ri demais com esse parágrafo

Imaginei como deve ter sido a reunião: a galera do marketing querendo montar campanhas com o produto atrelado à acessibilidade e os desenvolvedores pirando porque o robô sequer consegue se movimentar pela casa.