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O que é cyberbullying?

Configurações de privacidade das redes sociais permitem definir o nível de interação com os seus contatos; Entenda o cyberbullying

Gabrielle Lancellotti Por

De acordo com o Unicef, órgão que pertence à Organização das Nações Unidas (ONU), o cyberbullying acontece quando o bullying ocorre por meio das plataformas digitais, como redes sociais ou mensageiros. Na prática, são atitudes realizadas repetidamente por um indivíduo, com o objetivo de humilhar ou intimidar outra pessoa.

Alguns exemplos, são: propagar mentiras ou compartilhar fotos embaraçosas de alguém nas redes sociais; ameaçar ou mandar mensagens ofensivas por meio de aplicativos de mensagens; e assumir a identidade de uma pessoa para enviar mensagens maldosas a outros em seu nome.

O que é cyberbullying? Entenda a definição (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que é cyberbullying? Entenda a definição (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Cyberbullying: humilhação sem obstáculos?

Apelidos vexatórios, comentários maldosos sobre a aparência e até mesmo agressões físicas são circunstâncias vividas por muitas pessoas, principalmente na fase escolar. Casos de bullying são comuns em colégios, uma realidade que requer a constante atenção de professores, pedagogos e profissionais da educação em geral.

Entretanto, quando o cyberbullying entra em cena, o contexto se torna ainda mais alarmante, tendo em vista que na internet um conteúdo pode ser visualizado por um número muito (muito!) maior de pessoas. Ou seja, um evento constrangedor pode ganhar uma proporção enorme.

Bullying no ambiente virtual: quais os efeitos?

É preciso ter em mente que ser vítima de bullying em um ambiente restrito já é uma situação bem difícil de administrar. Então, quando o contexto de humilhação perde as barreiras físicas e é compartilhado no universo virtual, as consequências podem ser ainda mais graves.

Segundo a Unicef, quando o bullying ocorre de forma virtual, a vítima pode se sentir “atacada de todos os lados” e sem escapatória. Sendo assim, os efeitos desses episódios podem afetar a pessoa de muitas maneiras:

  • Mental e emocionalmente: sensação de impotência, incapacidade, constrangimento, raiva, tristeza profunda e perda de interesse por atividades que gostava de fazer;
  • Fisicamente: sensação constante de cansaço, perda de sono e, até mesmo, sintomas físicos como dores no corpo.

Em casos extremos, o cyberbullying pode resultar em suicídio. Sendo assim, jamais deve ser interpretado como “brincadeira”. Além disso, seus efeitos na pessoa não devem ser apontados como “frescura”. É importante amparar as vítimas e ajudá-las a tomar as medidas necessárias para restringir os ataques e responsabilizar os agressores.

Cyberbullying pode ganhar proporções muito grandes nas plataformas digitais (Imagem: Elf-Moondance/Pixabay)
Cyberbullying deixa marcas emocionais profundas na vítima (Imagem: Elf-Moondance/Pixabay)

Barreiras virtuais: recursos de privacidade e denúncia

Alguns casos de cyberbullying podem ser restringidos e denunciados no ambiente virtual. Nesse contexto, vale destacar que as redes sociais — como Instagram, YouTube, Facebook e Twitter — contam com ferramentas para gerenciar quem pode visualizar e interagir com as suas publicações.

As configurações de privacidade seguem recebendo atualizações nessas plataformas, com o intuito de aumentar a segurança e oferecer meios e níveis avançados de vetar ou permitir a interação com você. É possível desfazer amizade, bloquear completamente alguém ou fazer com que os comentários de pessoas específicas apareçam apenas para elas, como é o caso da ferramenta “restringir” do Instagram.

Além disso, também há recursos para denunciar conteúdos e pedir a remoção de mídias e posts das plataformas. Entretanto, antes de solicitar a retirada do conteúdo do ar ou bloquear os agressores, é importante reunir evidências, como capturas de tela, para comprovar os ataques virtuais em um possível boletim de ocorrência.

Abaixo, alguns tutoriais de ferramentas de privacidade ou de denúncia que podem ser úteis nesse contexto.

Instagram

Facebook

Twitter

YouTube

Com informações de: Unicef e Direitos

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