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Porto Seguro sofre ataque cibernético e tem instabilidade no atendimento

Porto Seguro diz que ação causou instabilidade de atendimento e sistemas internos, mas nega vazamento; Renner, CVC e Fleury foram atacados recentemente

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Um ataque cibernético realizado nessa quarta-feira (14) afetou a seguradora Porto Seguro. A companhia diz que a ação causou instabilidade parcial em canais de atendimento e em alguns de seus sistemas, mas reitera que não houve vazamento de dados. Clientes ainda não conseguem entrar em contato com a empresa.

Polícia americana recupera milhões em bitcoin pagos em ataque de ransomware contra empresa de oleodutos (Imagem: Alex Chumak/Unsplash)
Porto Seguro é a mais nova empresa a entrar na lista dos alvos de ataques cibernéticos (Imagem: Alex Chumak/Unsplash)

A informação foi compartilhada pela própria Porto Seguro em comunicado ao mercado, atendendo resoluções da CVM (órgão que regulamenta o mercado financeiro no Brasil), por ser uma companhia com ações listadas na bolsa. Segundo a empresa, todos os protocolos de segurança foram ativados e o ambiente operacional começou a ser normalizado às 15h de quarta (14).

A empresa não detalha qual foi o tipo de ataque cibernético sofrido, mas diz que não foi identificado nenhum vazamento de dados da companhia, suas controladoras, seus clientes ou parceiros. A Porto Seguro diz também que manterá o mercado e as autoridades atualizados quanto ao caso.

Clientes não conseguem atendimento

No Twitter, há relatos de pessoas que não conseguiram entrar em atendimento com a empresa por diversos canais, como WhatsApp e aplicativo da companhia. Mesmo chamados feitos no meio da estrada não estavam sendo atendidos.

Até produtos não ligados aos seguros, como o cartão de crédito, passam por instabilidade — clientes contam que os serviços continuam com problemas nesta sexta-feira (15).

Ataques cibernéticos se tornaram frequentes

Recentemente, empresas como a CVC, as Lojas Renner e o Grupo Fleury tiveram problemas com ações parecidas, que atrapalharam seus sistemas de atendimento e sites.

A CVC Corp, que é dona das marcas CVC e Submarino Viagens, ficou com o site e os canais de atendimento fora do ar no começo de outubro. A companhia diz que reservas e embarques não foram afetados.

Em agosto, as Lojas Renner foram alvo de um ataque de ransomware. A ação deixou seu site, seu aplicativo de e-commerce e os sistemas das lojas físicas ficaram indisponíveis. A empresa diz que os dados não foram comprometidos.

Antes, foi a vez do Grupo Fleury também sofrer com problemas em seus sistemas após os dados serem criptografados com ransomware. Houve tentativa de extorsão, e supostos dados de clientes dos laboratórios médicos da empresa foram vazados.

No exterior, os casos da JBS e da Colonial Pipeline chamaram a atenção pela magnitude — a processadora de carne bovina teve que suspender atividades em três países, e os problemas nos sistemas de oleodutos afetaram o fornecimento de combustível para a Costa Leste dos EUA.

A situação dos ataques de ransomware é tão grave que virou questão de Estado: o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, quer reunir 30 países para discutir o tema e formas de combater esse tipo de ação.