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Eleições 2022: TSE vai avisar quando e-Título ficar fora do ar ou instável

Página vai avisar quando o e-Título, usado para justificar ausência nas eleições e descobrir local do voto, cair ou passar por instabilidade

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que vai criar uma página para avisar a usuários sobre a instabilidade em todos os serviços digitais do órgão, incluindo o título de eleitor eletrônico, ou e-Título. A medida, segundo o tribunal, visa fortalecer iniciativas de cibersegurança sobre possíveis quedas em apps relacionados às eleições. No ano passado, durante o pleito municipal, o e-Título oscilou no dia da votação para o primeiro turno.

Aplicativo e-Título (Foto: Victor Hugo Silva/Tecnoblog)
Aplicativo do e-Título, criado pelo TSE, está disponível na Google Play Store e na App Store (Imagem: Tecnoblog)

Página sobre oscilação do e-Título vai ao ar em 2022

A nova página que avisa sobre instabilidade do e-Título e outros serviços digitais do TSE usados por eleitores e candidatos foi anunciada por Aline Osório, secretária-geral da Presidência do Tribunal Eleitoral, em coletiva de imprensa na última sexta-feira (15). Ao Tecnoblog, o TSE confirmou a informação e disse que o lançamento do serviço deve ocorrer no primeiro semestre de 2022.

De acordo com o órgão, o objetivo da iniciativa é “oferecer mais informações sobre a situação dos serviços digitais, e assim evitar exatamente um vácuo de informação que gera desinformação, como por exemplo nas aplicações de visualização de resultados”.

O TSE também afirma que a página que detecta oscilações dos apps eleitorais combate tem a finalidade de combater mentiras sobre “invasões hacker” associadas ao blecaute:

“A Justiça Eleitoral também é alvo de ataques de desinformação que utilizam narrativas de cibersegurança que visam desacreditar o processo eleitoral, como por exemplo associando de maneira enganosa aos cidadãos brasileiros que o Tribunal foi ‘invadido’ com base na indisponibilidade programada de serviços digitais.”

No ano passado, as eleições municipais foram marcadas pela instabilidade no e-Título e demora na divulgação de resultados por capitais de todo o país.

No dia da votação do 1º turno da disputa, eleitores de relataram que não conseguiam acessar o e-Título, usado para justificar ausência no dia da votação. A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral culpou o grande volume de acessos de última hora pela falha no serviço.

Quanto à demora na divulgação de quem havia ganhado ou passado para o segundo turno, o TSE aponta que houve uma lentidão no processo de totalização de votos. O presidente do órgão, o ministro Luís Roberto Barroso, afirmou que “um dos núcleos de processadores do computador que processa a totalização falhou e foi preciso repará-lo. Essa é a a razão técnica pela qual houve o atraso”.

Página de instabilidade inclui app de resultado das eleições

Vale lembrar que, além do e-Título, o TSE possui outros três aplicativos usados para as eleições e acessíveis a todos os cidadãos:

  • Resultados: conta sobre a porcentagem de votos obtidos por cada um dos candidatos;
  • Pardal: por onde o tribunal recebe e verifica denúncias de eleitores;
  • Boletim na Mão: pelo qual o leitor pode obter uma cópia digital do boletim da urna usada para votar.

O tribunal tem ainda um app para orientar os mesários antes e durante as eleições, oferecendo treinamentos.

Durante a coletiva, Osório justificou que a página serve como um reforço do pilar de cibersegurança do TSE, e aumenta a transparência sobre como funcionam as plataformas do órgão no dia da eleição, o que por sua vez faz crescer a confiança do eleitor no processo eleitoral.

Aline Osório, secretária-geral da Presidência do TSE (Imagem: TSE/ Divulgação)

A secretária-geral da Presidência do TSE, que também coordena o comitê do Programa de Enfrentamento à Desinformação da Corte, disse:

“Nossa perspectiva é que 2022 vai ser um desafio. Nenhum Tribunal ou instituição pode querer sozinho combater a desinformação. O jornalismo de qualidade, informativo, é essencial nesse processo.”

Também durante a entrevista, o Google anunciou, em parceria com o TSE, quais serão as regras para campanhas políticas que usarem as ferramentas de publicidade da empresa nas eleições de 2022.

Dentre as principais medidas, está a apresentação de CPF ou CNPJ do proprietário da conta que irá impulsionar anúncios políticos, e um mapa de transparência que deve informar sobre gastos das propagandas que citam candidatos ou partidos.

Com informações: TSE