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Infinity Blade, um jogo impressionante para iPhone

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8 anos atrás

Em setembro, a ChAIR Entertainment (que você talvez conheça por causa de seus outros excelentes títulos “Underflow” e “Shadow Complex” no Xbox Live Arcade) mostrou no evento especial sobre música da Apple uma prévia de seu futuro jogo para aparelhos iOS, até então chamado de “Project Sword“. Tudo o que sabíamos na época é que o jogo seria movido pela Unreal Engine, ou seja, que seria graficamente intenso.

Algum tempo mais tarde, a demonstração técnica “Epic Citadel” ficou disponível na App Store, permitindo a nós um pequeno vislumbre no mundo do futuro “Project Sword”.

O jogo tinha efeitos visuais inacreditáveis (alguns chegaram a comparar com o poderio gráfico exibido em consoles da geração atual), mas era mesmo apenas uma demonstração da tecnologia Unreal. Não havia muito a se fazer nele a não ser explorar o ambiente e se maravilhar com os gráficos.

“Project Sword” eventualmente mudou para “Infinity Blade”, seu nome definitivo, e foi lançado na semana passada. Apesar de ser um forte candidato ao título de jogo do ano na plataforma iOS, há algumas ressalvas.

“Infinity Blade” é um jogo de ação com alguns elementos de RPG. O jogo começa com você invadindo o castelo do God King por motivos não completamente claros. O monarca mata o indivíduo facilmente, e 20 anos mais tarde, o filho daquele sujeito se encontra novamente diante do misterioso castelo, disposto a enfrentar o God King (e sua legião de asseclas) novamente. Caso você falhe, o jogo te leva novamente a duas décadas no futuro, na qual o filho deste personagem (ou seja, neto daquele primeiro herói) se prepara para a mesma aventura que dizimou seus antepassados.

Graficamente, o jogo é absurdo. Sem qualquer dúvida é o jogo mais bonito já colocado numa plataforma móvel, seja lá qual for. “Infinity Blade” é um testamento não apenas da versatilidade da Unreal Engine, mas também dos músculos gráficos exibidos por aparelhos iOS. As texturas, os efeitos de iluminação, os modelos de personagens, a fluidez de movimento, todos os elementos gráficos em “Infinity Blade” enchem os olhos. Se essa é uma amostra do futuro dos jogos da App Store, o futuro é promissor.

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O gameplay também não fica atrás, mas é aí que entram as ressalvas que eu mencionei no começo do texto. O problema do “Epic Citadel” é que ele levou as expectativas dos gamers ao teto. Esperava-se algo como um RPG épico nos moldes de “Oblivion” ou “Fallout 3”. Esse não é o caso.

“Infinity Blade” é mais parecido com “Punch Out” (aquele jogo clássico de boxe do Nintendinho) do que com um RPG. À medida que você penetra o castelo do God King, guerreiros reais surgem para te enfrentar, um por um. Há experiência para ser ganha, dinheiro a ser coletado, equipamentos que podem ser comprados – cada nova peça adquirida provoca alterações visíveis no bonequinho do jogo, o que é bem bacana -, mas é isso aí.

Quando chega a hora da pancadaria, a jogabilidade é bastante simples – passar o dedo na tela do seu iPhone , iPod Touch ou iPad faz com que o personagem ataque com a espada em ângulo correspondente. Ou seja: passe o dedo de cima para baixo na tela, e o herói dá um golpe com a espada de cima para baixo. Trace uma linha da esquerda para a direita, e a espada do protagonista vai nessa direção.

Você pode contra-atacar um golpe do oponente, executando um golpe no momento certo em direção oposta à do inimigo, ou usar o escudo, ou desviar da lâmina adversária. Essas manobras exigem timing afiado, mas te garantem vantagem na batalha e são visualmente muito satisfatórias. Quando você desvia da espada inimiga, o jogo entra em câmera lenta por alguns segundos, permitindo a você assistir à bela animação de esquiva.

Como mencionei, há dinheiro a ser coletado entre um oponente e outro e armas para comprar, mas a base do jogo é realmente o combate de espadas. O que não é ruim de forma alguma, muito pelo contrário: a porradaria é bastante divertida, e há aquele fator “droga, morri aqui, mas meu sucessor se dará melhor dessa vez!” que te deixa obcecado por chegar um pouco mais longe da próxima vez. O problema é que muitos esperavam algo mais de “Infinity Blade”, uma expectativa irreal causada por causa de um tech demo muito ambicioso.

Houve quem comparasse “Infinity Blade” com “Shadow of the Colossus“. Eu concordo em alguns aspectos: temos uma história misteriosa (por que exatamente o protagonista e seus sucessores querem matar o God King, e quem é ele?), cenários de tirar o fôlego e gameplay que se limita a batalhas de chefões. Como “Shadow of the Colossus” é um dos meus jogos favoritos de todos os tempos, a comparação não é exatamente algo ruim.

Eis o trailer do jogo:


(YouTube)