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Downloads ilegais de música batem recorde em 2010

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7 anos e meio atrás
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De acordo com um estudo super-imparcial feito pelo mais-imparcial-ainda BPI – órgão que representa a indústria fonográfica na Grã Bretanha -, 77% dos downloads de músicas feitos nas terras de Sua Majestade em 2010 foram ilegais

Segundo os números da associação, os britânicos baixaram 1,2 bilhão de músicas de sites de compartilhamentos ilegais, enquanto os 67 serviços legalizados de venda de músicas pela web disponíveis por lá comercializaram apenas 160 milhões de singles e 27 milhões de discos – ainda assim, aumento considerável frente aos resultados de 2009, que ficaram repectivamente em 149 milhões de singles e 16 milhões de álbuns.

Na visão da BPI, o “crescimento alarmante” da pirataria recai sobre os mecanismos de busca, “que não filtram os resultados que levam a downloads ilícitos”. “Em uma mesma semana de novembro, a BPI realizou buscas de teste no Google com o nome dos 20 discos mais vendidos na Grã Bretanha seguidos de ‘.mp3’ e 17 dos 20 primeiros resultados levavam a páginas de downloads ilegais”, diz o relatório.

Google é o grande culpado: até sugere o mp3

“A indústria da música continuará a pressionar os mecanismos de busca para que ajudem os consumidores a ficarem do lado da lei e que ofereçam resultados que priorizem serviços de músicas legalizados em suas buscas”, encerra o órgão. Há duas semanas o Google anunciou que iria começar a combater a pirataria com um novo sistema de requerimento de retiradas de conteúdo que podem ser atendidos em até 24h, além de eliminar resultados que levam a páginas piratas de seu sistema de auto completar.

De qualquer maneira, bom lembrar que algoritmo do Google e de outros sistemas de buscas costumam organizar os resultados das buscas de acordo com sua popularidade e relevância, não tendo papel ativo no rank das páginas piratas. “A questão é saber, em todo caso, se as medidas sugeridas pela BPI vão resolver os problemas da pirataria ou apenas esconde-los”, afirmou o site TorrentFreak, conhecido por defender a “bandeira pirata” na rede.

Com informações Ars Technica e TorrentFreak