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Emagrecendo com os videogames

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9 anos atrás

Como vocês sabem, eu moro no Canadá. Neste mês de dezembro, meu novo (ou já não tão novo assim) lar e a terra-mãe Brasil encontram-se em períodos climáticos diametralmente opostos – enquanto vocês se deliciam (ou amargam, dependendo da pessoa) do verão tropical, aqui em cima a paisagem lembra o planeta congelado de Hoth, em “O Império Contra-Ataca”.

Infelizmente com menos AT-ATs

Infelizmente com menos AT-ATs

Apesar da diferença extrema de condições climáticas, uma preocupação é a mesma nesse fim de ano: perder a barriguinha. Aqui, o inverno é o tiro de largada para que a população com bagagem adiposa entre em dietas e em rotinas espartanas de exercícios, visando chegar no verão exibindo corpos mais esbeltos. Enquanto isso, no Brasil, fazemos jus à nossa fama de não deixar para amanhã o que podemos fazer depois de amanhã e deixamos para última hora a tarefa de perder peso.

Existiram algumas tentativas de usar os games para facilitar e tornar um pouco mais atraente a tarefa infeliz de perder peso. E o fenômeno não é tão recente quanto você deve estar imaginando. Quem lembra da Power Pad?

Parece um tapete de dança, não muito diferente dos acessórios para jogos como Pump It Up e Dance Dance Revolution. Entretanto, a aplicação do Power Pad era mais voltada para simulação de exercícios físicos. O nome original do aparelho deixa isso bastante aparente: o Power Pad era inicialmente chamado de Family Fun Fitness. Em 1988 a Nintendo relançou o aparelho, dessa vez com o nome pelo qual ele é mais conhecido atualmente.

Só foram lançados 11 jogos que utilizavam o Power Pad, e boa parte deles era de jogos esportivos. Athletic World, Stadium Events, Dance Aerobics, Jogging Race eram alguns deles.

Um fato relativamente obscuro sobre jogos de fitness é que eles existiram até mesmo para portáteis. Você já ouviu falar do My Weight Loss Coach?

Quando o Nintendo DS se consagrou como uma plataforma casual, habitando os bolsos de pessoas que não eram exatamente fissuradas em games, uma grande variedade de “não-jogos” começou a sair para o console. Os títulos variavam de dicionários, livros de receitas e programas de auto-ajuda contra tabagismo. E eventualmente criaram um “jogo” de fitness para ele também.

O My Weight Loss Coach é da série “My Coach”, da Ubisoft, de jogos que não são realmente jogos – são na verdade apps para o DS. O jogo acompanha um contador de passos e objetivos diários que você “destrava” prendendo o tal marcador na roupa e indo dar uma voltinha pelo bairro. Assim como muitos outros equipamentos de fitness ao redor do planeta, usei o My Weight Loss Coach por aproximadamente uma semana, e depois disso ele foi abandonado numa caixa no porão da casa.

O Wii Fit nasceu com propósito similar. Existe uma miríade de “jogos” de fitness para o acessório; e tanto o Kinect quanto o Playstation Move já têm seu próprio catálogo de aplicações similares.

Por minha própria experiência e relatos de amigos que também tentaram esse tipo de coisa, a ideia de unir a diversão dos games eletrônicos com a necessidade de se exercitar, embora soe elegante e praticamente  infalível no papel, tem uma performance medíocre no mundo real. Se você coloca uma pequena pitada de algo detestável em algo que você adora (digamos, uma colher de sal numa tigela de sorvete), o intragável sempre sobrepujará o agradável. E ninguém realmente gosta de se exercitar.

Usem os comentários para relatar suas experiências em perder peso usando videogames, seja se equilibrando em cima do Wii Fit ou se envergonhando na frente duma máquina de Pump It Up. Quero acreditar que games podem ser capazes de promover bons resultados de perda de peso, mas por enquanto eu continuo crendo que a única forma em que um Nintendo DS participará de sua rotina de exercícios é se você leva-lo na mochila para jogar Super Scribblenauts no ônibus voltando da academia.

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