Início » Finanças » O que é CDI? Entenda a taxa de rendimento nos bancos e fintechs

O que é CDI? Entenda a taxa de rendimento nos bancos e fintechs

Entender o que é CDI é importante para te ajudar a escolher o melhor tipo de investimento; saiba também se ainda vale a pena guardar dinheiro na poupança

Por

Antes de escolher o tipo de investimento ideal para você, é importante entender o que está por trás de cada termo. Quando se fala em renda fixa, por exemplo, uma das principais dúvidas é sobre o que é CDI. Para entender de vez o que essa sigla significa e se vale a pena arriscar quando ela aparecer, confira abaixo.

CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário. O termo é usado quando uma instituição financeira emite um título para transferir recursos para outra instituição, ou seja, empresta dinheiro para outro banco com uma taxa determinada de juros. (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O que é CDI? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

De acordo com o Banco Central, todo banco deve terminar o dia com o saldo positivo, isso quer dizer que precisa ter entrado mais dinheiro do que saído. Agora, imagina que naquele dia houve mais saques do que depósitos — é aí que entra o CDI. Para não ficar no negativo, a instituição pega um empréstimo que tem data de validade curtíssima, normalmente 1 dia útil, com outro banco.

Até aqui estamos falando de transações entre bancos, mas calma que essa conta já chega até o cliente e você vai entender porque falam de rendimento de acordo com o CDI na hora do investimento em renda fixa.

Como todo empréstimo, existem juros envolvidos nessas transações. A B3, portanto, calcula todas as operações que foram feitas no dia (quanto os bancos ganharam com os empréstimos) e a partir delas é calculada a taxa do CDI — que pode ser mensal ou anual. E é aqui que essa sigla começa a fazer sentido para você.

Os bancos também usam essa taxa para definir a rentabilidade de um investimento oferecido aos seus clientes. Daí, a tal famosa frase “rende 100% do CDI” que a gente tanto vê por aí. Isso quer dizer que, enquanto o seu dinheiro estiver aplicado, ele renderá o mesmo que o CDI. Assim, se a taxa for de 7,65 % ao ano, essa também será a rentabilidade do seu recurso enquanto estiver no banco.

Cofre tombado com moedas do lado de fora. (Imagem: André Taissin/Unsplash)
Cofre tombado com moedas do lado de fora. (Imagem: André Taissin/Unsplash)

Guardar o dinheiro em uma conta com taxa de CDI é melhor que na poupança?

Essa é uma dúvida muito comum entre os brasileiros, principalmente para quem sempre escolheu a poupança na hora de guardar seu dinheiro. No entanto, faz um tempo que ela não é uma boa opção e vamos te explicar o por quê:

O rendimento da poupança depende de duas taxas: a Selic e a Taxa Referencial (TR). Se a Selic estiver abaixo de 8,5%, a poupança rende somente 70% em relação a essa taxa. Isso significa que se a Selic estiver em 7,75%, por exemplo, o rendimento da poupança é de pouco mais de 5%.

Se ela for superior a 8,5% o rendimento será de 0,5% ao mês + TR. Levando em conta que a TR está em 0% desde setembro de 2017, mesmo que a Selic sofra uma elevação, ainda assim não terá um impacto relevante na sua economia.

Há ainda quem prefira optar pela poupança devido à liquidez diária, ou seja, por ser permitido o resgate do dinheiro no mesmo dia. Mas já existem no mercado investimentos em renda fixa que também oferecem essa opção com Nubank, Neon e PicPay.

Dessa forma, pensando que o retorno de um investimento em renda fixa pode variar de 90% chegando até mesmo a ultrapassar 100% do CDI (dependendo do banco ou instituição financeira), vale a pena deixar a poupança de lado e arriscar em algo novo.

Quais são os tipos de investimentos de renda fixa que são afetados pela taxa do CDI?

CDB (Certificados de Depósito Bancário), LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LC (Letra de Câmbio) são os principais tipos de investimentos que levam em conta a taxa do CDI na hora do rendimento. Neste texto falamos um pouco sobre alguns deles e explicamos suas principais diferenças.

O que acontece com meu investimento se o banco falir?

Se você for cliente de alguma instituição financeira associada ao Fundo Garantidor de Créditos (FGV), mesmo que o banco quebre você será ressarcido em até R$ 250 mil. Para conferir todas as instituições que possuem esse seguro, acesse a lista oficial do FGV.

Com informações: Nubank e Serasa (1 e 2)