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Geohot responde à Sony: não há como guardar as chaves de volta

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9 anos atrás

Além de saber mais do que muita gente na área de computação e programação de dispositivos fechados, o jovem hacker George Horitz demonstrou ontem que também sabe um pouco da área de direito. Talvez pelas ameaças que ele já sofreu das companhias no passado, ou talvez ele só tenha sido assessorado por um bom advogado. De qualquer modo, o hacker mandou sua resposta para o processo aberto pela Sony ontem. E foi uma resposta completa.

Primeiro, o americano diz que não tem conexão com o fail0verflow, o outro grupo que também encontrou e publicou as chaves. Segundo o processo aberto pela Sony, eles seriam de alguma forma afiliados ou cúmplices. George também garante que não está se beneficiando financeiramente com a publicação das chaves na internet, apesar da fabricante do PS3 Sony citar a existência de uma suposta conta no PayPal aceitando doações para o hacker.

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A defesa continua, mostrando que a Sony (ou ao menos a firma de advocacia contratada pela empresa) não entende patavinas de como a internet funciona: “os códigos necessários para o jailbreak do PS3 foram publicados na internet […] e vão sempre estar a uma busca do Google de serem encontrados” diz a resposta do seu advogado. “Não há como de-publicar as chaves”, ele completa.

Já sobre a apreensão dos equipamentos requerida no processo, o seu advogado diz que Geohot trabalha consertando computadores e que seu trabalho depende necessariamente do equipamento que ele dispõe. Por isso, se eles forem apreendidos como a Sony quer, na teoria o hacker não conseguiria pagar suas contas porque não teria como trabalhar, o que é um argumento válido na minha opinião.

Apesar da briga parecer acirrada, não acho que a Sony vai conseguir mostrar evidências o bastante em corte para a condenação de todos os envolvidos. Mas isso não impede eles de tentar, claro.

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