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Ministro das Comunicações quer tablet por preço mais em conta

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9 anos atrás

Tablets e banda larga popular. Esses foram alguns dos tópicos respondidos pelo ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, durante entrevista concedida a jornalistas. Tendo em vista uma Campus Party abarrotada de geeks querendo comprar novos gadgets, o ministro disse que gostaria de aplicar a mesma política fiscal dos notebooks aos tablets. Ou seja, os impostos podem cair.

Não é novidade para ninguém que o Governo Federal fez ajustes fiscais para que os computadores de mesa e notebooks barateassem. O resultado disso foi um aquecimento da indústria nacional de tecnologia. Os tempos são outros, e Paulo Bernardo mostrou posicionamento similar ao da presidente Dilma Rousseff. De acordo com ele, uma redução nos impostos para esse tipo de produto estaria em estudo.

Os produtores nacionais de tablets estão preparados para rapidamente iniciar a montagem de aparelhos que custem mais em conta. Para tanto, seria necessário abrir mão de diversos impostos que atualmente o governo recolhe das peças importadas que compõem os tablets – como processadores e memórias RAM.

Ministro das Comunicações quer banda larga por R$ 30 mensais | Clique para ampliar

Sobre a banda larga popular, Paulo Bernardo afirma que há um esforço muito grande para que o PNBL vá para frente. O Ministério das Comunicações, em parceria com a Anatel, está disposto a diminuir o ICMS recolhido pelas empresas de telecomunicações. De acordo com o ministro, até mesmo zerar o imposto é uma opção, desde que as operadoras repassem essa diminuição de custo para os consumidores finais (será que isso acontece?).

O desejo de Paulo Bernardo é, no longo prazo, que os brasileiros possam pagar R$ 30 mensais por uma conexão de 512 kbps. Ele admite que essa velocidade não é a ideal para quem quer baixar um filme em três dimensões (palavras do ministro, acredite se quiser), mas que é suficiente para uma pessoa que nunca teve acesso à internet, mas que comprou um computador recentemente (fazendo proveito dos programas de inclusão digital do governo) e quer acessar a internet de forma modesta.

Quando o assunto é a suposta tentativa da Anatel de obter acesso a dados sigilosos de assinantes de telefonia, o ministro não toma uma posição oficial. Ele só pede cuidado na hora de repercutir a opinião de advogados (o que a Folha de São Paulo fez) porque normalmente esses advogados são os mesmos que atendem as empresas de telefonia (que certamente não querem uma fiscalização ainda maior de suas atividades).