Não é só nos smartphones que o Android vai muito bem, obrigado. A empresa de pesquisas de mercado Strategy Analytics publicou um relatório com os números referentes ao mercado de tablets no fim do ano passado. A conclusão é que o crescimento do Android é impressionante. Apple, é bom você se cuidar!

Com a invasão dos tablets rodando o sistema do Google, já era de se esperar que o Android começasse a ganhar participação de mercado. Mas os 22% nas vendas dos últimos três meses de 2010 estão acima de qualquer suspeita dos analistas. No mesmo período, o iPad foi líder absoluto, com 75% dos aparelhos desse tipo vendidos no último trimestre.

O mais importante é perceber o salto que o Android deu. No terceiro trimestre de 2010 ele respondia por apenas 2,3% dos tablets. Com a chegada de aparelhos da Motorola e da Samsung rodando Android, veio o último trimestre com a já citada participação de mercado de 22%.

Império do iPad com os dias contados?

Infelizmente nós, brasileiros, ainda não podemos comprovar a invasão dos Androids em tablets. O Galaxy Tab foi lançado em dezembro do ano passado... E só. Desde então, nenhum grande fabricante anunciou novos produtos do tipo com o sistema do Google. Talvez eles estejam esperando o Android 3.0 (Honeycomb) chegar definitivamente, uma vez que essa versão da plataforma terá os tablets em mente.

Na sua opinião, a Apple tem mais quantos meses de dominância do mercado de tablets? Eu apostaria que o império de Jobs nessa área deve acabar até o fim do ano.

Com informações: BusinessWeek.

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Hernani
Eu não deixo de concordar que o que a Apple produz possui qualidade, mas acho que seus gadgets são muito superestimados, muito supervalorizados, existem hardwares muito semelhantes, com custo/beneficio muito melhor
Hernani
Isso é verdade, no entanto não consigo entender o porque de tantas peculiaridades com cada hardware
Hernani
Pior que isso, fala bem da Apple, mal do Android, mas esta usando Chrome e WIndows Vista. Pérolas onde só a internet fornece para você
Rafael
Apreciei ler seu último comentário Ramon.
Ramon Melo
Não vejo como um problema, Thássius. Ninguém é obrigado a escolher uma das plataformas. Aliás, ninguém é obrigado a escolher nenhuma delas, é só não comprar nenhum tablet. Essa é uma característica do modelo da Apple: ela fabrica apenas um produto para baratear sua produção, ao mesmo tempo em que o transforma num item de status para aumentar seu preço final. A Google e as fabricantes de modelos com Android optaram pelo modelo contrário: oferecem mais produtos e diminuem o lucro em cima de cada unidade, para massificar o sistema e agradar a mais gostos. Existe a falsa ideia de que, por ter apenas poucos produtos, a Apple estaria em "desvantagem" no mercado, mas isso é mentira. Essa é uma estratégia que a companhia adotou para maximizar os lucros, aliás uma estratégia bastante competitiva. Se ela quisesse, poderia fazer como Samsung e Motorola no mercado de smartphones, lançando diversos aparelhos, mas ela preferiu não fazê-lo, porque, certamente, entende que sua estratégia de marketing está sendo bem-sucedida. O consumidor, quando compra um bem de consumo, não o faz pelas funcionalidades ou pela necessidade. Ele busca o valor imaterial que o produto traz (mesmo que haja necessidade no mesmo). Esse é o princípio básico por traz da propaganda e do marketing: gerar o desejo do consumo através da excitação do consumidor pelo produto. Exemplificando: há quem necessite de um automóvel. Se o objetivo é a locomoção, um Gol e uma Ferrari teriam praticamente o mesmo valor material (promover a locomoção). Aliás, o Gol sairia muito na frente, por custar muito menos e ser mais econômico e socioambientalmente correto. Porém, quem tem como arcar com os custos irá preferir quase sempre uma Ferrari, não porque seja um carro mais veloz, tenha um motor mais potente ou seja mais confiável, mas porque a Ferrari oferece uma experiência mais intensa e um status mais elevado que um Gol. Os carros não estão sendo julgados pela sua necessidade, mas pelos sentimentos que despertam no mercado consumidor. É por isso que um Gol vale 25 mil reais e uma Ferrari, 250 mil dólares. O grande mérito da Apple no século XXI foi ter trazido isso para o mundo da tecnologia, sendo o iPad o grande símbolo desta mentalidade. Quase ninguém realmente precisa de um tablet, tanto é que suas vendas eram quase insignificantes antes do iPad. Aliás, quando foi lançado, era um produto mais caro que os similares já existentes e possuía diversas falhas que muitos consideraram inaceitáveis, como a incapacidade de realizar múltiplas tarefas ao mesmo tempo. No entanto, ao oferecer uma experiência multimídia bastante rica e portátil, aliando ao "i" mágico do Steve Jobs, um mercado imenso de consumidores passou a desejar o produto, mesmo sem necessitar dele. Os Android tablets estão falhando justamente neste ponto, o de provocar o desejo do consumidor, que associou o nome "tablet" ao iPad. Existe uma sensação de "cópia", como se todos os tablets não fabricados pela Apple fossem "piratas" do original. Não basta somente produzir tablets mais poderosos ou até mais baratos, as fabricantes precisam mostrar produtos mais inovadores, que despertem um desejo ainda não pronunciado de comprar. Eventualmente, a estratégia da Apple vai perder força, porque os consumidores vão acabar preferindo um tablet mais adequado ao seu gosto. Já está acontecendo, de forma tímida, sendo o melhor exemplo as pessoas que compram o Galaxy Tab por causa do receptor de TV Digital embutida. Mas o reinado da Apple nesse mercado não acabará antes dela faturar bilhões de dólares com seu negócio. Quando a concorrência apertar, ela fará a mesma coisa que vem fazendo até agora. Identificará um nicho não explorado do mercado e investirá pesadamente nele. Conclusão deste comentário IMENSO: A Apple não oferece mais produtos porque não quer, porque sua estratégia de vendas funciona melhor com um produto único do que com uma linha mais diversa. Se ela oferecesse diversos tablets com configurações diferentes, era mais provável que estivesse vendendo menos.
Iuri Amaral
Infelizmente, ninguém fala sobre o software ou o hardware dos produtos, somente a experiência de ter um. Lamentável ter de ler alguns comentários sobre esse artigo. Aproveitando outro artigo aqui do Tecnoblog da Bia Kunze: "Mercado de luxo existe em todos os lugares do mundo, desde o tempo dos fenícios. Contudo, no Brasil de hoje, graças à brutal desigualdade social, o alto preço de um produto muitas vezes é a única razão para se adquiri-lo! Isso explica o fato do iPhone aqui não ser uma ferramenta de comunicação e produtividade, e sim, “celular de rico”. Há quem compre um iPhone só para fazer ligações. Por que não comprar um celular mais apropriado só para falar? Porque, para o dito cujo, é preciso mostrar que ele pode ter um iPhone..."
Rafael
Paradigmas? Como assim o que a Apple INVENTOU?
Thássius Veloso
A Apple possui um público cativo, que vai continuar comprando seus produtos ainda que sejam mais caros que as opções rodando Android. Quanto a isso, Tim Cook não tem com que se preocupar.
Thássius Veloso
A Apple não se acha invencível. Mas Jobs e seus discípulos têm a certeza de que produzem o melhor tablet de todos os tempos. E milhões de consumidores concordam com eles...
Thássius Veloso
As atualizações do Google Android continuarão sendo um problema, a menos que a empresa faça como a Microsoft: updates do Windows Phone estão garantidos a partir da fabricante de software, mas algumas implementações deverão ser distribuídas pelas fabricantes de hardware. O detalhe é que muitas pessoas acreditam que os iPhones são "atualizáveis" para sempre. Não é bem assim... Pegue um iPhone de primeira geração e tente realizar coisas em multitarefa nele. Simplesmente não funciona! Com o Android também é assim, porém dependendo da boa vontade dos fabricantes (e muitas vezes os interesses mercadológicos falam mais alto, para desespero dos consumidores).
Thássius Veloso
Acho que a utilidade de um produto depende do tipo de uso que se dá a ele. Para um gamer, um desktop é muito mais útil do que um notebook, enquanto esse último é a preferência de qualquer executivo que está sempre em trânsito.
Thássius Veloso
A Apple também não criou um produto do zero. Já existiam tablets antes do iPad surgir (assim como tinha smartphone antes do iPhone aparecer, lá em 2007). O ponto é que a empresa criou novos paradigmas, que ainda precisam ser superados.
Thássius Veloso
O problema é que o sistema da Apple é a plataforma de um só produto, enquanto o do Google está em vários deles.
Thássius Veloso
Eu poderia escrever iPad OS, mas daria na mesma...
Thássius Veloso
Esse é um ponto crucial. A Apple não é uma empresa para as massas - muito menos no Brasil. Enquanto puder vender milhões de unidades a um preço mais elevado, Tim Cook vai fazê-lo.
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