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Sony tenta contratar hacker, que prontamente diz não

Solidariedade a outro hacker fez Koushik Dutta recusar cargo.

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8 anos atrás

Cada empresa de tecnologia tem seu próprio modus operandi, mas uma coisa é de praxe entre todas elas: se algum indivíduo pisa no seu calo, o departamento jurídico é acionado imediatamente. Nesse cenário, é claro que os hackers não são exatamente as pessoas mais bem vistas nessas companhias. Curiosamente, de vez em quando um episódio inédito acontece.

Dessa vez foi a Sony americana, por meio da sua divisão de jogos, que pagou um verdadeiro mico. Uma recrutadora da divisão PlayStation mandou um e-mail para ninguém menos que Koushik Dutta, um hacker até bastante conhecido, que conta com seus 15 mil seguidores no Twitter. A moça em questão fez um singelo convite: que ele entrasse para o time da Sony. Ao menos é isso o que o hacker afirma.

Diz a mensagem:

“Nós descobrimos o seu blog e pensamos em procura-lo para ver se você estaria interessado em explorar oportunidades conosco aqui na Sony/PlayStation. Eu estou em processo de abrir uma vaga para engenheiro de software junto à nossa equipe de P&D e talvez você seja apropriado [para o cargo]”, escreve Sarah McRae com o tradicional linguajar que somente o pessoal de RH domina tão bem.

Hacker, ajude-nos a protegê-lo!

Se você não entendeu, eu faço a tradução simultânea: “Descobrimos que você é hacker. Que tal vir para o lado negro da Força?”. Eu chamo de lado negro porque normalmente essas empresas brigam para manter seus ecossistemas fechados, fora do alcance dos usuários, enquanto os hackers como Dutta fazem o contrário: expõem problemas, vulnerabilidade, e muitas vezes quebram a lei ao publicar informações sigilosas.

Pois bem, o hacker em questão diz ter respondido a mensagem. Sendo solidário ao Geohot, que você certamente conhece — ele conseguiu desbloquear o iPhone antes de todo mundo —, Dutta respondeu o seguinte:

“Eu agradeço que você tenha me procurado. A oportunidade parece mesmo ser bastante interessante! Porém, devido ao recente tratamento da Sony de um companheiro hacker, George Hotz (@geohot) [o arroba correto é @geohotus], eu não poderia em boa consciência trabalhar na Sony”.

E foi isso mesmo. Com essas singelas palavras, ele aparentemente se recusou a trabalhar numa das maiores empresas de games do mundo. A mesma que processa o hacker GeoHot por descobrir e publicar as chaves do PS3.

Com informações: In-Game.

Atualização em 16.03.2011 à 1h10 | Um trecho do texto referiu-se ao hacker erroneamente como “ela”. Foi corrigido.

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