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A difícil arte da tolerância

Seja paciente ou assuma de vez o lado Saraiva que existe dentro de você.

Por
6 anos atrás
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Muita gente me escreve perguntando como me tornei consultora em tecnologia móvel. Alguns pedem dicas de como enveredar por essa área. A resposta é um tanto complicada.

Eu nunca busquei isso para minha vida. Aconteceu por acontecer. O blog cresceu muito desde 2002, quando nasceu, e passei a ser procurada espontaneamente para ajudar novatos, ninjas ou desesperados para resolver pepinos digitais, dar dicas ou simplesmente aconselhar (ou não) a compra de um produto ou serviço. Não raro, virei mediadora de conflitos entre operadoras, fabricantes e consumidores.

Isso foi tomando cada vez mais tempo, e, por sugestão da família e de amigos, decidi explorar comercialmente este ramo. Além de ser uma personal trainer digital, dou cursos, palestras e até consultoria para empresas que querem lançar serviços ligados à mobilidade.

Mas sabem o que eu acho? Não é minha expertise de quase uma década que me destaca. Nem o blog famoso. É o fato de eu ser uma pessoa comum como meus próprios clientes, que abre mão do informatiquês e leva a experiência diária na bagagem. E claro: muita paciência.

É exatamente aqui que o pessoal veterano em TI tropeça na hora de ajudar os clientes.

Outro dia eu estava numa missão de configurar o smartphone de um cliente com uma conta Exchange. Para minha surpresa, soube depois que a empresa onde ele trabalha é grande. Daquelas que conta com seu próprio departamento de informática para resolver probleminhas como o dele. Por que não pediu a eles que configuarassem o email?

Ele deu um longo suspiro antes de responder. “Porque eles fazem eu me sentir um completo imbecil… Cada pergunta boba que faço deixa eles com um sorrisinho de deboche.”

Sim, caros leitores ases da informática… Vocês certamente já se identificaram com situações semlhantes, não? Aquelas que fazem despertar o “Seu Saraiva” oculto que existe em cada um…

Seu Saraiva, o senhor por aqui? (imagem: MofoTV/Rede Globo)

— Caramba, essa toupeira fica repetindo agá-te-te-pe-doispontos-barra-barra-www antes de todo site de internet que cita…

— Putz, o cidadão não tem capacidade nem de reiniciar um modem…

— O cara quer botar um cabo VGA numa porta HDMI… fala sério!

— De onde surgiu essa anta que não consegue achar nem a pasta downloads do próprio computador?

— Pffff… Não acredito, ele usa Internet Explorer 6!

Vestiram a carapuça? Pois bem, antes de zombar do medíocre conhecimento de informática do próximo, façamos uma analogia. Você, uma sapiência do mundo digital, vai até meu consultório extrair um dente do siso. Depois da cirurgia, explico que, se você quiser, não precisa voltar para retirar os pontos. Depois de 7 dias, você mesmo pode cortá-los e removê-los. Parece simples, mas você se sente inseguro. Prefere agendar o retorno. Como vocês se sentiriam se eu fizesse uma cara zombeteira e abanasse a cabeça, pensando: “Um baita homão desses, não tem capacidade nem de pegar uma tesoura e cortar um fiozinho…”

Estamos no piloto automático quando se trata de intolerância. Nos irritamos com os sinais vermelhos, com gente que demora na fila do caixa, com falta de vaga de estacionamento do shopping… E com a infeliz criatura que chama Wi-Fi de Hi-Fi.

Praticar a arte da tolerância não se trata de ser bonzinho, gente boa, o cara que todos têm prazer de consultar e recomendar, e, por isso mesmo, é só elogios perante o chefe. Estamos nos auto-arrebentando com pressão alta, derrames, infartos. Nos irritando com bobagens. Perdendo a compostura por coisas pequenas. E nos alimentando da soberba, ainda mais quando desfrutamos algum tipo de conhecimento que boa parte dos mortais comuns não possui.

“Sou o mais esperto, não pego fila pois faço tudo online. Sou o mais culto, não vejo novela nem Big Brother, só séries norte-americanas. Sou mais inteligente que esses panacas que pagam pau para Apple, pois uso Android. Meu gosto é mais refinado que o dessa ralé que enche seu perfil do Orkut com gifs animados. Aliás, nem Orkut eu tenho! E estou pensando até em sair do Facebook e ficar só com o [coloque aqui o nome da rede social descolada da vez].”

Sejamos mais pacientes e humildes. Se você discorda, então saia do armário e assuma seu lado Saraiva logo de uma vez, respondendo a plenos pulmões toda e qualquer pergunta idiota que lhe fizerem:

— Esse botão ON/OFF é para ligar e desligar o computador?
— Não! Quando você aperta esse botão, um russo chamado ONOFF lá do outro lado do mundo despacha um monte de propaganda de Viagra para o seu email! Pergunta idiota, tolerância zero!

  • mozart

    Hi-Fi HUHAHAHAHA meu pai

    • Tweener_

      KKKKKKK, Lá em casa todos aprenderam os nomes certos, eu rachava de rir quando minha mãe ou meu pai falava errado. Para o bem de todos, cada um tem seu PC/Not para não se meter nas tretas do outro.

      • Eles usam nóts? Bem, tem cosia errada ae!

    • kkkkk esse do Hi-Fi eu nunca ouvi, mas eu conheço uma pessoa fala “Uairéles” quando fala wireless.

      • Ei, apesar de escrever wireless a pronuncia fonética não é ‘uaireles’? Se for escrito vá lá, mas o som da fonética está correto

    • Malabares

      Lembrei do meu pai falando Pendrive: “pen dáiri, pen dáivi, aaa, não lembro…” kkkkkkkk
      Mas como já ouvi até quem chamasse pra FORMATAR O MOUSE porque estava muito cheio e deixando o pc de vagar, quem confundia usb com entrada de monitor (isso em um curso técnico da área) então nem me espanto mais.

  • Muito bom o post…fatos da vida tecnológica real do dia a dia…rs

  • Cristian Barreto

    Hhahaha, o final foi impagável bem como o texto, mas um ponto não abordado: e aquele outro usuário, não o dessa descrição, mas aquele que tem preguiça simplesmente de pensar, “porque não entende e nem quer essa porcaria de computador”? Porque uma (expressiva) parte prefere apenas criticar e reclamar toda vez (e eu nem sou dessa área), uma espécie de “usutroll”. Nesse caso separo o joio do trigo, sim, sem a tal arrogância. Sei lá, só outro ponto de vista.

    • Exatamente. O Marcel, do Byte que Eu Gosto, escreveu uns textos bem bacanas sobre isso, onde mostra os dois lados. É compreensível que uma pessoa não saiba como configurar POP3/IMAP no seu client de e-mail, ou não entender que o botão vermelho no Mac OS não fecha realmente os aplicativos. Porém, um usuário que passa o dia encaminhando mensagens com correntes, avisos sobre o vírus que apaga o setor 0 do HD, pedindo que ajudem aquela criança que está doente (mas que no próprio e-mail tem dizendo que o pai dela enviou a mensagem em 2003), ou acreditando que a Ericsson vai dar laptops, entre outros, reclamar que a caixa de e-mails está lotada, ou então, quando o analista do suporte pergunta “qual o seu Windows?” a pessoa responder “É da Oi!” (caso real, conhecida minha que trabalhava com suporte de internet 3G na Oi), esse tipo de usuário precisa de mais do que ajuda do suporte, precisa de ajuda médica.

  • Eu tenho uma camiseta e uma caneca “no I will not fix your computer” ninguém percebe que é serio…..
    é pra não passar por isso hehehe

    • Muito bom!

    • Tá, mas e se a pessoa não souber inglês?

      • Rafael The Mist

        Verdade. Lembrei de uma ideia de camisa que eu quase coloquei em prática, meio intolerante também. Na frente seria: “não, obrigado” e atrás: “não insista”. 🙂

    • Já pensei em comprar uma destas… 🙂

    • Edson

      Eu também tenho uma com essa mensagem… rsrsr mas sou super tranquilo e gosto de ensinar, mas admito que faço isso com os que acham que entendi alguma coisa…. Rsrsr

  • Esse foi um dos melhores textos que já li por aqui, embora discorde de vários tópicos.

    Auxiliar a quem tem dúvidas (mesmo que básicas) é completamente diferente de quem se comporta como um verdadeiro idiota em frente a um monitor.
    Não estamos falando aqui do médico que não sabe configurar seu outlook ou da secretária com dificuldades de salvar em uma pasta que não tem permissão, mas sim de gente que perde 10 minutos do dia procurando o cara do TI para colocar papel na impressora por que o sujeito não sabe ler uma janela que diz claramente (e muitas vezes com desenho) SEM PAPEL.

    Não podemos generalizar. Existe o leigo, o usuário que precisa de ajuda de um analista de suporte e existe a besta. Essas não podem ser toleradas por que nada fazem senão trazerem transtornos e prejuízos para a empresa onde estão inseridos.

    Cabe ainda destacarmos que, dependendendo da função que a pessoa ocupa na empresa, um dos requisitos para exercício da função é conhecimento em informática. Logo, se esforçar para aprender o uso da própria ferramenta de trabalho nada mais é do que obrigação profissional. Ou alguém aqui seria compreesivo e viajaria num ônibus cujo motorista não
    é lá essas coisas.

    • Paulo

      Concordo plenamente!
      Trabalho com suporte e ajudo o pessoal com varias duvidas e tudo mais.
      Mas tem aqueles que me chamam pq o monitor nao liga (só apertar o botao de ligar), que a impressora só esta imprimindo em vermelho (cor da fonte que ele ta usando no word), impressora que nao imprime (pc ao qual a impressora estava conectado estava delisgado) entre outros absurdos.
      Esst tipo de gente, que trabalha com má vontade, sem se interessar em aprender nada, eu nao ajudo e nunca ajudarei.

      • Gente que trabalha sem se interessar é um problema enorme mesmo. Problema porque é um funcionário que faz a empresa parar duas vezes!

        Ele reclama que “não entende dessa porcaria de computador” (como disse o amigo ali em cima). Não é que eles não entendem, eles simplesmente não querem entender. E eu falo isso por experiência própria, auxilio esse tipo de gente toda semana.

        Você pode explicar 50 mil vezes como desliga o computador, mas ele nunca vai aprender. Isso é falta de capacidade de aprendizado, ou é falta de prestar atenção e de ter um pouquinho menos de preguiça de aprender coisas novas?

        Como falei, esse tipo de funcionário faz a empresa parar duas vezes. A primeira é por ele mesmo, que não consegue abrir o word sozinho. A segunda é quando um técnico especializado precisa parar de fazer o seu trabalho para ir lá abrir o word pro capiau, que quando recebeu a explicação de como fazer isso devia estar distraído pensando: “que coisa chata. Mas tudo bem, se acontecer de novo eu chamo o técnico.”.

        • É isso que eu digo, não prestam atenção quando a falamos e esclarecemos a situação, fica olhando com a cabeça pensando na lua e depois nos dizem: “Não entendi nada” e querem que eu tenha respeito, pópará.

    • João Ferrer

      David,
      Entendo a sua posição. Acredito sinceramente que você deve ter motivos de sobra para estar tão irritado com os transtornos e prejuízos causados por pessoas que tem dificuldade para lidar com máquinas. Mas acho que o texto fala justamente disso: as pessoas que tem dificuldades precisam de alguém que explique, sem debochar e com paciência, que a pessoa deve, por exemplo, olhar o monitor (ou o display) para procurar mensagens simples, como por exemplo SEM PAPEL. Acredite, muitas pessoas não sabem disso, por que não tiveram experiência com máquinas, ou simplesmente tem dificuldade mesmo para entender a lógica de como a coisa funciona. Por favor, não chame essas pessoas de BESTAS, só porque não gostam de mexer em máquinas. É uma agressão gratuita e na maioria esmagadora das vezes, injusta.
      Abs

    • Perfeito.

  • Lição que aprendi com meu velho e querido pai um ano atrás:

    Depois de muito me estressar re-ensinando como colocar músicas no iPod e conceitos simples de arrastar e soltar, um dia pedi ao meu pai, marinheiro, que me ensinasse um nó específico para que eu consertasse algo.

    Depois de inúmeras tentativas fracassadas ele continuava calmamente a me ensinar o maldito nó. Parecia tão simples quando ele fazia…

    No fim ele me disse “Viu, quando papai pedir ajuda com o computador é só porque eu não sou acostumado com essas coisas, assim como você pra dar esse nó. Seja paciente que eu só quero aprender” e sorriu, carinhoso.

    Nesse dia ele me deu uma incrível lição de humildade. Usando um pedaço de barbante.

    • O Papai disse a coisa mais importante de todas para esse exemplo que vc deu..
      “Eu só quero aprender”

      Não é preciso de mais nada.

    • Breno

      Chorey! :´( de EMOção /emoOFF

    • Caraca!!! Seu pai é um homem sábio viu!

      • Não acho, ou os dois são uma toupeiras para aprender ou ambos são péssimos instrutores. Simples assim.

    • Não conheço mas já gostei do seu pai 🙂

      • João Ferrer

        Eu também.

    • 😥

      Tem gente nesta vida que consegue se sair como bom professor…

      Penso que para se declarar mestre/doutor em algum assunto, o indivíduo deve ter ao menos a capacidade de ensinar algo avançado para um leigo, com toda a paciência do mundo.

      Invejo ambos, tu e teu pai.

      • Ser professor realmente não é fácil, e ainda ganha mal pra isso… Experiência própria…
        Mas é tão bom quando alguém aprende por sua causa…

      • Não é assim que funciona. Nem de longe.

    • Não concordo… e acho que você está contando uma história que alguém contou para alguém, que contou para alguém, que contou em algum lugar. Papo conveniente e acima de tudo comovente. Não me convenceu;

  • Eu sempre fui muito paciente/tolerante. Tem até uma amiga minha que só fala hi-fi. Eu já expliquei milhões de vezes (quase literalmente) que é wi-fi sem faltar com o respeito e, principalmente, mantendo a paciência.

    • Então use de sátira tirando um sarro dela, antes que tu passe o resto da vida repetindo a mesma coisa.

  • Lembrei de uma situação que aconteceu comigo ontem… Tive que descrever passo a passo a instalação do Bit Torrent via MSN, falar como fazer o download do arquivo, sendo que estava bem visível na página: “download.torrent”. Minha paciência durou cerca de 30 min. e não tive outra escolha: “aparecer invisível para esta pessoa”.

  • Tux

    Belo post Bia. No inicio quando comecei a trabalhar com suporte fui meio assim, mas depois de um tempo passei a me colocar no lugar do usuário, aprendi a ser mais compreensivo com essas situações. Até porque o ninguém tem obrigação de saber de tudo e se assim fosse muita gente iria perder o emprego. Tem gente que não lida nem um pouco bem com tecnologia. Interessante notar que esse tipo de pensamento está presente no Design também, produtos da Apple costumam agradar muito por causa disso, unir útil e agradável sem ter que ficar detalhando especificações que minha avô nunca vai entender.

  • Malabares

    Achei muuuuito maneiro, quase um stand-up, inclusive adaptando poderia incluir mais isso no seu currículo…
    Além de palestras, stand up sobre tecnologia em empresas, só falta saber sobre seu humor quanto a isso… rsrsrs
    (pelo menos 50% já aconteceu comigo… :S menos a parte de debochar na cara da pessoa)

  • Breno

    Confesso que sou um pouco impaciente e quando estou no quarto me irrito quando vem irmã querendo saber de algo. Afinal, não dá pra ser help desk 24/7 e eu to beeeem lá no meio do jogo vem minha irmã com pressa querendo algo. Em partidas online não tem o botão pause -.-

    Quando estou disposto a ajudar a coisa muda. Sou paciente e explico quantas vezes forem necessárias. Faço a pessoa pensar (pra apender e não a decorar) e blablabla. E o mais importante, eu deprecio qualquer ato de deboche que o povo faz. Já recebi inúmeros elogios bobos do tipo: “Nossa Breno, adoro conversa com vc sobre informática pq eu faço pergunta boba e vc não vem com piadinha e explica direitnho.” ^^ auto-estima agradece 😀 Também, eu pratico a frase: “todo mundo é noob!” Afinal, eu não sei como refogar o arroz e tampouco temperar uma carne. E espero que quando eu for precisar alguém me explique e não deboche de mim.

    Finalizando, é óbvio que zoar colegas que DEVERIAM saber de determinada coisa é totalmente sadio 😀 Aqui mesmo, tenho um colega que trabalha com TI, ele me pediu pra baixar o app da receita de uns 20mb. Falei q baixo lá em casa e traria pra ele amanhã. Só pedi pra ele trazer o pen drive. Aí ele veio, hm…. acho que não vai caber, o meu pen drive só tem 2gb. Não teve jeito, riAlto da cara dele 😀 Claro, se fosse alguém que eu soubesse que fosse amador em computação eu não falaria nada e explicaria como funciona as unidades na informática 😀

    • E as principais unidades na informática são o quilobyte (kB), o megabyte (MB) e o gigabyte (GB). 😉

  • Debochar eu nunca fiz, mas já cheguei ao absurdo de dizer pra pessoa que era completamente despreparada para exercer a função dela.

  • O post tava muito bom, muito legal… até a Bia me fazer imaginar eu mesmo cortando pontos cirurgicos na minha gengiva… que mulher sádica. #medo

    • Breno

      Doeu, né?!

    • Particularmente a analogia criada por ela foi infeliz como exemplo.

  • Olá Bia,
    Eu que dou suporte com clientes em sistemas vejo que é triste o que fazem com os usuários. Mas temos que ver um ponto, como alguns levantaram aqui, que é o usuário que não sabe contra o usuário que não quer saber. Tenho muitos clientes que não entendem nada e fazem perguntas simples, como por exemplo o de aparecer a mensagem e só tem a mensagem e o botão OK e ele pergunta se deve clicar, até as 100 primeiras vezes você responde “sim clique no OK”, mas depois disso é um tanto quanto obvio que você deve clicar ali não?
    Paciência em explicar 100 vezes a mesma coisa de maneiras diferentes para a pessoa entender, tudo bem é o meu trabalho… Mas chega uma hora que você cansa por ver que a pessoa não se dispõem a entender o que está fazendo.

    • Isso é basicamente o que ocorre comigo: por algum azar, a maioria do pessoal leigo com quem eu lido não parece ter segurança alguma no que faz, mesmo quando já efetuou um mesmo procedimento várias vezes. 🙁

      Isso é muito frustrante para quem está (ou estava) disposto a ensinar alguma coisa relacionada. 😕

  • Post absurdamente bom. Ri demais… Mas é exatamente isso, eu acabo sendo bastante intolerante em diversas situações, mas não havia me colocado do outro lado como no texto… =/

  • tolerancia eh uma coisa que se aprende quando a gente se torna pai…

  • Caramba, me vi falando essa frase entre parenteses. Cara tenho que começar a ser mais tolerante e humilde.

  • Post lindo *-*

  • Pessoal, concordo com quem diga que há os burrinhos os preguiçosos… Mas eles não estão apenas no mundo da tecnologia. Perguntem a um professor qualquer… É difícil lidar com aqueles que só querem passar de ano ou pegar um diploma na moleza.

    Nesses caso, basta ser político… indique tutoriais, explique que “ninguém nasce sabendo”… eu uso meu próprio exemplo: “olha só, sou dentista, e antes do primeiro Palm, nem email tinha… não sabia nem o que fazer com aquela canetinha que vinha junto…”

    E leve na esportiva. Afinal, há Saraivas entre os clientes também…

    • Nao me referia a burrinhos Bia. Me referia a parasitas acéfalos cujo unica função é tomar o tempo e dinheiro das empresas que os empregam.

      • Exato, ter dificuldades com certo tópico é diferente de ter preguiça.

        Cansei de ter que ensinar a mesma coisa para mesma pessoa 20x, na vigésima eu explicando para o cara e ele ali olhando mensagens no celular e me deixando fazer tudo por ele.

        Me desculpem, tem muita gente que quer aprender, mas pelo que vejo no dia a dia, são poucos.

        A maioria é parasita preguiçosos mesmo.

  • Excelente!

  • Salve sra. Bia!

    Que bom que você volta a nos prestigiar com sua coluna no Tecnoblog.

    Mas concordo com todas as suas afirmativas sobre tolerância. Precisamos, pelo nosso bem, diminuir os aborrecimentos por questões sem importância. Já basta os grandes problemas.

    Além do mais, ajudar não mata ninguém. Não quer ajudar, não ajude. Mas se for fazê-lo, o faça de bom grado, por favor!

  • Marcoscs

    Numa coisa vc tá certa, Bia. Praticar a tolerância é uma arte, e como toda arte, tem os mais talentosos, os menos talentosos e os sem talento algum.
    Eu por exemplo não tenho talento algum pra essa arte. 🙂

  • Excelente! Eu até me lembrei de umas coisas que fiz de mal com meus amigos noobs ano passado e refleti bem sobre ‘-‘…

  • Eu tenho meus limites. No geral, tenho paciência e explico tudo. Mas ainda assim, ter várias coisas para fazer e, no meio do trabalho, ter que parar para explicar pela 30ª vez algo para uma pessoa que trabalha com tecnologia as vezes é estressante.

    Não cobro de leigos que saibam fazer tudo. Com eles tenho paciência. Mas quando a pessoa trabalha usando a tecnologia, aí a coisa fica mais complicada e já passei pelo papel de Saraiva, sim. Na verdade, sou até um grande fã dele! 😉

  • Edu T

    Seu post me fez parar pra refletir, no trabalho não me importo de ajudar a configurar alguma coisa como um gadget ou uma impressora, mas em casa a resposta é sempre “procura no google, se não conseguir eu te ajudo”.

    Curioso né? Vou prestar mais atenção a minha Família.

    🙂

    • Na verdade vc tá certo. Minha chefe pergunta varias coisas que não são relacionadas ao trabalho do tipo “alguem sabe taltaltal coisa?” E eu as vezes respondo “o google sabe”.

      É sempre melhor ensinar como achar a resposta do que dar a resposta pronta. A questão é que no serviço você é pago pra dar as respostas, e por isso não pode mandar as pessoas irem pro google.

      Você está tornando sua familia mais independente =)

      • No serviço você é pago para dar respostas, não para ser abusado, tempo é dinheiro e mão de obra mal aproveitada é prejuízo.
        Seria a mesma coisa que exigir que o motorista do seu ônibus parasse o veículo na porta da sua casa por que vc mora a apenas 100m do seu ponto.

        • Gabriel

          Gostei da analogia!

  • Fernando

    Usuário fazendo este tipo de perguntas tudo bem. Pior é você ver gente que se intitula “analista de suporte” como eu sou e faz estas coisas…

  • glaubersilva

    Eu trabalho com suporte numa empresa de TI, e as vezes me tira do sério aqueles
    usuários que falam a maior besteira se achando o Steve Jobs. Com esses eu acabo tendo meus momentos Saraiva rsrs…

  • Ramon Melo

    Ih, eu rio e debocho mesmo! Ainda mais porque faço faculdade de tecnologia, e, sinceramente, quase todos ali irão trabalhar de frente para o computador e em ambiente de pressão, é bom que aprendam a pensar e a procurar soluções por si mesmos.

    É claro que, quando se trabalha com SUPORTE, a postura deve ser diferente. Mas, quando não é o caso, é bom ser ríspido e debochado mesmo, porque evita que os matadores da produtividade alheia lotem seu espaço de trabalho.

    E não é só em informática não! Antes, quando ainda trabalhava como técnico químico (em laboratório), tentava ser legal com todo mundo, no mesmo espírito que a Bia Kunze apregoa. Resultado: era interrompido de dez em dez minutos, com perguntas do tipo “como eu preparo uma solução de 10% de _________?”, “o Internet Explorer não funciona, como faço para entrar na internet?”, ou pior, “indução é com ‘ç’ ou ‘ss’?”

  • Vinicius

    Ótimo Post. Pura verdade. Parabéns

  • Isso tudo eu chamo de “elitismo tecnológico”. Tecnologia apesar de estar em todo lugar não é simples não para a maioria, e isso faz com que uns aproveitem-se de sua própria facilidade com o assunto para tornar-se um “lord” do setor, uma pessoa que está acima das outras.

    As vezes não é nem de propósito. Quantas vezes eu não me peguei rindo de comentaristas (um, da Band, especificamente é muito engraçado) falando as maiores besteiras das leis brasleiras, chamando até o Estatuto da Criança e Adolescente de fomentador da violência (acho q quem fala isso não entende de políticas sociais e muito menos leu o Estatuto pra ver o q realmente diz).

    Acho q o melhor exemplo do “elitismo tecnológico” é a “maldita inclusão digital”… onde já se viu isso. Agora todos querem ter acesso à tecnologia? /ironia
    Alguns se comportam assim. quanto menos outros saberem e mais eu me passar por sábio, melhor.

    • Vou te deixar 30min a frente de um CallCenter ou 1 dia no suporte ao usuário e vamos ver se vc ainda vai acreditar que elitismo tecnológico é o culpado por criar amebas.

      • Caetano

        David, com esta paciência toda, você deveria repensar tua profissão. Você não tem o menor talento para lidar com pessoas, assim como outros não tem para lidar com computadores. Já é teu terceiro post e ficou bem claro tua incapacidade.
        Sério, seja feliz! 🙂

        • Não tenho paciencia mesmo com gente que não quer fazer o trabalho para o qual é paga pra fazer. Isso pra mim tem um nome: corrupcão e desonestidade.
          Quanto ao meu talento em lidar com pessoas, descordo. Lido muito bem, ajudo a todos e, ao contrário do que está pensando, não sou grosso com ninguém.

          Mesmo pras amebas, com toda a educação e sinceridade do mundo, deixo claro que a postura que eles tomam não é a certa. Não sou pago pra alisar pessoas. Sou pago para otimizar a empresa, reforçar a segurança e garantir que os processos internos funcionem corretamente. Vem dando certo até agora.

          A verdade é que eu não preciso ser grosso com quem tem preguiça de pensar. A própria evolução já provou que esses serão engolidos por outros mais competentes naturalmente. Pode ver as estatísticas. A quantidade de funcionários digitalmente analfabetos diminui a cada ano. Só a extinção os aguarda.

      • “criar amebas”? Pensando assim, desconsiderando características humanas, sociais, é impossível ser empreendedor no país.

        • Pergunto pra vc. Se fosse sua empresa, o que você faria com um funcionário que joga o seu dinheiro fora e usa mau os recursos (suporte, no caso) de sua organização??

          • Melhor vc lidar com robôs, pq com humanos vc definitivamente não sabe e nem quer saber.

      • Seu Saraiva!!!!! O senhor por aqui?????

  • “Caramba, essa toupeira fica repetindo agá-te-te-pe-doispontos-barra-barra-www antes de todo site de internet que cita…”

    Lembrei de um certo podcast, gravação perto do natal (ou algum feriado, não tenho certeza) uma moça lendo e o marido prontamente a cortando e dando um esculacho enorme 🙂

    • Hmmmm… se for quem eu tô pensando, esse é o Saraiva reencarnado! 😀

  • Ah Bia, meu início ao mundo dos smartphones foi menos traumático, porque você foi a minha salvação. Sempre respondeu minhas dúvidas com uma paciência sem limites.

    Lembra-se do meu MotoQ com EVDO? Nem os atendentes da Vivo sabiam explicar ou configurar o smartmail, mas com sua ajuda, tornei-me fã desses brinquedinhos, mas as dúvidas nunca acabam

    =)

  • nossa, matéria perfeita -sss
    mas eu nunca fui de debochar u-u eu mesmo me acho super leigo -rs
    MAS A DO ONOFF, ME FEZ RIR O PULMÃO TODO -rs (:

  • Fiquei com a consciência bem pesada ao ler este excelente post: detesto ensinar o básico do básico para gente que não quer nem ler o que está escrito na tela, por exemplo. 👿

    Por isso que quando alguém pede a minha ajuda, penso duas vezes.

    😕

    • David dias

      Concordo. É difícil

    • “Pressione Avançar para continuar”… e agora moço, onde eu clico?

  • Certas partes deste texto me fizeram chorar de rir, por pior que seja verdade. E isto já aconteceu bastante comigo.

    Deveras, é interessante como o pessoal ultimamente está menos tolerante….

  • Eu aprendi a ter muita paciência com pessoas que são meio, digamos, desprovidas de conhecimento tecnológico. As vezes até acho graça quando meu pai vai pegar o caderninho pra anotar o que ele deve fazer quando proucurar no google, tipo passo-a-passo: Ligar o computador, esperar carregar a internet, abrir o navegador, digitar na barra de endereço e etc… Minha madrasta também faz isso. Como o pai do “Igor, o último carioca nerd” (não és o último, caríssimo ;D), meu pai me deu uma lição parecida, quando eu fui furar a parede pra botar o suporte da TV. Meu pai é tipo um McGyver. hehehe Eu não tolero gente da minha idade que não tem a capacidade de proucurar uma vídeo aula no youtube e pergunta pra mim. Aí sim eu falo aquela frase clássica “Joga no Google!”.

  • Sou saraivinha mesmo por isso eu não ajudo mano ! já me estressei muito, se for algo básico eu ajudo agora ficar me pedindo para fazer no seu lugar o que acontece muito ! é pior que tudo ! mas é isso pelo menos eu assumo sou saraiva mesmo ! ajudo mas não torra mano ! eu prefiro explicar como faz mil vezes do que ir lá e fazer para pessoa porque se eu ficar explicando uma hora ela vai entender que eu não quero ficar indo lá fazer as coisas pra ela ! agora se toda vez que ela me chamar e disser, faz ai e eu fizer o lance vai todo para o lixo, infelizmente porque toda vezes que precisar vai me chamar para fazer !

  • De fato o texto é excelente e, como muitos já apresentaram acima, existem sim certas ressalvas.

    Eu amo tecnologia e principalmente amo ensinar, e, portanto, não é coincidência o fato de já ter feito Pedagogia e Tecnologia Multimídia. Mas tenho o sério problema de só gostar de ensinar àquele que quer aprender. Já tive experiência como professor em duas escolas e, apesar do ótimo conceito diante dos alunos, me sentia muitas vezes frustrado pela falta de interesse de muitos para os quais tentava ensinar. A minha reação com estes é contrária a de qualquer educador de fato: simplesmente o deixava pra lá, me importava apenas com quem queria aprender.

    Em empresas então, dispensa comentários, há tempos vivo atolado de serviço e muitas vezes pensei em contratar pessoas para me ajudar, mas o grande problema é que SÃO MUITOS OS QUE QUEREM GANHAR DINHEIRO, mas poucos os que querem ter trabalho. Aí, com estes, me desculpe Bia, mas o Saraiva (saudoso Milani) aflora com todas as suas forças e criatividade. : – )

  • Ismael

    Eu até sou seu Saraiva, mas me seguro, não estouro.

    Mas jamais por soberba. Ao contrário, eu tenho prazer de explicar, desmistificar algumas coisas que os exibidos como descrito no texto adoram se vangloirar.

    Até acabo indo pro outro extremo, no intuito de fazer a pessoa *entender*, não decorar, eu falo muito, explico desde as origens. Até que me dou conta que a pessoa está de olhos arregalados, quase com nariz escorrendo sangue do esforço, haha. Daí vendo isso percebi que me falta jeito para explicar.

    Mas tem sim muita gente preguiçosa. Um ponto a adicionar talvez é o tipo de gente que, por ter um setor de TI a disposição, se atira nas cordas. Não faz nada, ou é como se desligasse o cérebro pra tudo que não for estritamente o seu trabalho.

    É o tipo de babaca que trabalha num escritório e derrama café na mesa. E embora esteja claro que ele foi o responsável, diz que não vai limpar porque é coisa para a faxineira.

    Pior ainda quando esse babaca é do mais acentuado, e vem com a “justificativa” de que se limpar, vai tornar desnecessária a faxineira, então está até preservando o emprego dela, com o nobre ato de não limpar a própria sujeira.

  • Primeira vez aqui. Gostei muito. Volto de vez em quando.

  • Pedro

    Ainda assim, nesse “público alvo” que vc chama de parasitas e acéfalos, estão inseridos os idosos.
    As vezes, nem tão idosos, mas medrosos.

    Estagiei, como analista de sistemas, num órgão público e tive ao meu lado uma senhora, que todos os dias me vinha com um problema novo.

    Pra voce ter noção, eu ensinei a ela a copiar/recortar e colar pastas e arquivos, num dia.
    No dia seguinte, ela já não lembrava mais como fazia.

    Parei minhas atividades (que nunca eram demais) e ensinei a ela novamente. Só que desta vez, mais detalhado.
    Tão detalhado que ela escreveu num papel, passo a passo.

    Além disso, tenho colega na faculdade que não deveria fazer o meu curso (Sistemas de Informação), por falta de capacidade mesmo.
    Ele não entende algoritmo. Só passou para o segundo semestre (estou me formando) porque no primeiro era início de Pascal.
    Enfim, eu sento com ele, ouço e o levo a sério.
    Sou a única pessoa que ele escuta. E pede ajuda e conselhos.

    Já fui de julgar as pessoas pelas primeiras ações.
    Hoje, conheço a mesma pessoa, cada dia.
    É sempre o primeiro dia.
    Tento viver assim. E me sinto muito bem, graças a Deus.

    Ob.: se já saiu o post, por favor, apague. =D

    • Pedro, se você leu todos os meus comentários deve ter percebido (espero) que não criei um público alvo chamado de parasitas acéfalos. Eu disse que existem parasitas acéfalos e que é preciso separar gente que não sabe com gente que não quer saber.
      Fico feliz que você se sinta bem ensinando idosos e leigos com toda a paciência a entrar no mundo da informática, mas esse não é o foco do meu comentário.
      Como empresário da área de TI, eu sei quanto custa para a empresa uma pessoa que espera 20min pela presença do analista de suporte para ligar um monitor.

  • Bem, até pouco tempo atrás eu era um daqueles caras que todo mundo xinga quando cai a internet, eu era um teleoperador de suporte técnico do Speedy que é(foi) conhecido como o pior serviço de internet de São Paulo.
    Eu quase sempre tive paciência com os clientes, sabia que muitos ligavam pois junto com o Speedy ligavam seus computadores pela primeira vez e ocorria algo que chamava de “Pombo-correio”(onde o responsável da linha repassava, muitas vezes errada, a informação para o filho, filha, vizinho ou cara da lan house), nesse vai e vem muitas vezes me irrtava com algumas perguntas bestas e me enchia de paciência quando tinha que configurar um modem wi-fi (vi-fi ou hi-fi) e a configuração manual via browser estava em INGLÊS, mas isso são outros 500.
    Entendo que a pessoa liga para obter suporte, mas sendo bem sincero… O MUTE ME SALVA, não aguentava clientes que ligavam por causa que o MSN não entrava e clientes que “apagaram sem querer” o usuário e senha e não lembram mais.

    Sem mais

  • Pra mim é assim: Se você vê 8 buracos e outro com 16, com engate único, não precisa que alguém ligue os pontinhos para que você descubra onde vai engatado o cabo de 8 pinos. Não precisa ser gênio, basta não ser estupido.

    Não é informatiques, é linguagem técnica, se houver uma pergunta deve ser respondida adequadamente aos moldes, e posteriormente uma analogia, não adianta te perguntarem, você responder e retrucarem não entendi nada (nem nos termos, tampouco da analogia). Ninguém reclama dos termos utilizado em direito, medicina ou a mecânica do carro, então não venha se fazer de besta pro meu lado com alegação da “tecnologia que eu não entendo”, profissão é profissão, cada qual com suas peculiaridades.

    Não sabe onde salvou um documento, não sabe mexer, tem cursos básicos de instrução de operação em todo canto, inclusive gratuito, se quiser dou uma aula do tipo “consulta rápida”, mas cobro o olho da cara.

    O profissional atua em determinada função, não um escravo de clientes leigos, uns instruem, outros fornecem assistência, outros desenvolvem, etc… quer um serviço extra de outro encargo, pague a diferença, sem compensação de valor embutido.

    Não sou melhor por fazer muita coisa pela internet on line, apenas tenho conhecimento que me possibilita ter uma confiança maior em executar determinadas atividades pela web, que na maioria todos podem ter se tiver vontade.

    O problema da paciência não está no uso de palavras, termos e entendimento erroneos dos clientes, isso pode ser corrigido, e deve ser feito na lata… O problema é ele acharem, por não enchergar o que é feito, acharem seu serviço caro e começar a sugar tudo o que puder a todo instante, por motivos insignificantes, que bastasse pensar um pouquinho com força de vontade. Isso leva a 3 coisas:

    1º Abuso de solicitação de serviço, por outro que foi feito e pago.
    2º Prostituição da função a custos irrisórios.
    3º Um serviço mal feito devido ao item 2º.

    Enquanto vejo pessoas cobrarem 30 – 50 R$ para formatar um computador, que muitas vezes é absolutamente desnecessária, eu não faço por menos de 100 R$ para PC e 150 R$ para notebooks, isso quando julgo necessário. (valores de minha localidade)

    A coluna é assim, mas também não é tão bem assim as coisas, existem controvérsias.

    • É exatamente isso que eu estou me referindo o tempo todo. Não é questão de paciência e intolerância. É questão da pessoa se fazer de idiota, se esconder por tras do termo (irritante) informatiques para dar motivo pra alguém fazer o trabalho que deveria ser obrigação dela.

      Perfeito!

      Concordo também com a parte que você falou do informatiques. Não existe termo mais nojento e isso só existe na informática. Ninguem fala “mecaniques”, “advocates”, “medicineques”. No entanto, todo advogado conversa com seus clientes sobre direito, todo médido conversa com seus clientes sobre medicina e todo mecanico mentem para as mulheres sobre mecânica e ninguem reclama de não compreender a mensagem.

      • Pedro

        Opa!
        É… entendi perfeitamente agora.
        =D

  • Excelente post! A mais pura realidade! Parabéns! Espero que todos aprendam um pouco mais a arte da humildade…

  • Por essas e outras dispensei um cliente que me renderia, no minimo, uns 500 reais por mês com um trabalho relativamente simples e rapido. Ele insistia em dizer, a cada 30 segundos, que era um completo “Analfabyte”, achando isso a coisa mais engraçada do mundo. Como o cliente era de outra cidade e o serviço era um jornal (impresso) a unica forma de fazer era que ele me enviasse todo o material via internet e eu enviasse as provas via e-mail pra ele(em jpeg, pdf ou qualquer coisa).

    Desisti do serviço quando ele me perguntou como eu enviaria provas impressas via e-mail. Quando expliquei como seria, ele disse “é que eu não sei nada de computador, e nem quero aprender, não preciso disso.”

    Ai percebi que não seria tão simples quanto eu imaginei (e como de fato é com vários outros clientes), e quando disse pra ele que todo o trabalho extra teria um custo adicional, na primeira reclamaão que ele fez, mandei-o procurar outro.

  • pcdsjr

    É claro que podemos rir, mas somente depois de realizar o atendimento e em um local reservado. A salinha da manutenção serve!

  • Já fui muito intolerante com minha mãe, por exemplo. Ela sempre fazia besteira e pedia minha ajuda pra consertar. Até que um dia ela resolveu fazer um curso de informática grátis.
    Depois que ela tomou essa iniciativa dela, percebi que fui muito insensível com ela. Que poderia ter mais paciência.

    Minha mãe ainda tem muitos problemas, e ela nem é tão “velha” assim. Com isso, percebi que o problema não é na falta de vontade dela de aprender, pois aprender ela queria, mas era a dificuldade de assimilar as informações novas e ainda continuar cumprindo as responsabilidades dela (pagar conta, cuidar da saúde, arrumar a casa etc)

    As pessoas que sabem, e principalmente as que trabalham nessa área, precisam entender que muita das vezes a pessoa não consegue guardar as informações por causa de tantas outras coisas que ela se preocupa.

    Trabalhei num escritório de engenharia, onde eu era secretária. Os projetistas viviam me pedindo ajuda sobre Excel, formatar textos, e muito pra mudar a página de retrato para paisagem. Sempre fui muito paciente com eles, pois sabia que eles tinham N coisas na cabeça para guardar essas informações pequenas.
    Um dia, eu fiz 1 mini-tutorial e colei na mesa de cada um deles.

    Quando eles chegaram, me agradeceram e nunca mais me pediram ajuda nisso, pois eles tinham como guia aquele tutorial que fiz.
    O mesmo fiz para a impressora, para ajudá-los com os problemas comuns de sempre e até hoje, se eu os encontro na rua, eles falam que faço falta lá.

    Paciência faz bem para todo mundo. Se uma pessoa não consegue (ou não quer) aprender, faça algo que as ajude. Abandonar ou tratar mal só faz mal a você. Já pensou se um dia seu chefe fica sabendo disso e te demite por tratar mal um funcionário?
    Vc é pago para dar suporte. Respeito ao próximo é primordial. Junte os dois e tenha paz consigo.

    • Curso engenharia elétrica e confirmo o quanto também sou impaciente com esses detalhes chatos dos Office mais novos: apanho toda vida do 2010.

      🙁

    • Ramon Melo

      Admiro sua paciência, mas engenheiro precisa saber utilizar as ferramentas computacionais mais comuns. É uma obrigação da profissão, ninguém mandou escolher uma carreira tecnológica!

      Eu faço Engenharia da Computação e uso Linux, mas preciso saber usar a suíte Office e me virar em ambiente Windows. Mais: preciso compreender projeções de desenho técnico, saber usar ferramentas de desenho auxiliado por computador (CAD) e uma pá de outras coisas que não estão diretamente ligadas ao meu campo profissional, porque faz parte da instrução de um profissional da área tecnológica.

      Não saber configurar uma rede “hi-fi” é perfeitamente aceitável, apanhei um pouco quando precisei configurar uma pela primeira vez, como qualquer um, aliás. Mas mudar a orientação de uma página, desculpe-me, é uma dúvida tão banal que o primeiro resultado da busca no Google resolveria o problema. Aliás, nem precisa de conexão com a internet: a ajuda embutida do MS Word tem a solução para essa dúvida, mas, pelo visto, atrapalhar o trabalho da secretária é mais fácil do que apertar F1.

      • A maioria deles, que tbm eram projetistas, “estudaram” na época que nem existia toda essa tecnologia…

        E… não ensinam Office nos cursos e faculdade.

        A faixa etária deles era de 45 ~ 70 anos

  • Levo isso tudo para minha vida também. Sempre fui muito intolerante com tantas coisas.. Percebi que isso só fazia mal a mim. Ainda sou intolerante em algumas coisas, mas sempre busco ter calma.

    Se alguém precisa de informação, a resposta tá na cara, eu aponto a resposta.
    Se alguém precisa de ajuda, eu ajudo mesmo que isso possa me atrasar…

    Penso o seguinte: Se eu fosse a outra pessoa, como eu gostaria de ser tratado?

    • “Se alguém precisa de informação, a resposta tá na cara, eu aponto a resposta.”
      Acredite, você não está ajudando em nada essa pessoa. Só está se ajudando a se sentir com a consciência menos pesada

      “Se alguém precisa de ajuda, eu ajudo mesmo que isso possa me atrasar…”
      Isso, seja um funcionário produtivo pra sua empresa, perca o seu tempo e o de seu colega, com duas pessoas fazendo pelo dobro do tempo o trabalho de uma.

      “Penso o seguinte: Se eu fosse a outra pessoa, como eu gostaria de ser tratado?”
      Se você agisse como idiota, como tal. Não temos motivo para tratar as pessoas como aquilo que elas não são.

      • Você tem a sua opinião e visão sobre as coisas e eu tenho a minha. Respeite. Simples.

        Provavelmente você nem merece trabalhar numa área que é feita para ajudar, dar suporte.

        Já fui nervosinha assim como você, ainda sou um pouco, mas aprendi com a minha pequena experiência de vida, que isso não leva ninguém a lugar nenhum. Se quer trabalhar do seu jeito, abra uma empresa e faça o que você quiser, porém se vc trabalha para outra pessoa, vc tem que propiciar um ambiente bom para seus colegas.
        Se alguém erra 10 vezes, ensine 11. Se está cansado de ensinar, coloque tudo num papel e deixe na mesa da pessoa. Seja sincero em dizer que não aguenta mais ensiná-la e ela não aprender, do que ficar tratando mal as pessoas.

        Isso pode ser classificado por: educação, bom senso e respeito.

        • Eu respeito, em que momento eu lhe desreispeitei?
          O que estou dizendo é que você não entendeu certos fatores básicos.
          Se alguém tem o computador como ferramenta de trabalho, é obrigação dela saber usar. Não precisa ter o mesmo conhecimento de um Engenheiro ou de um analista, mas precisa saber usar a ferramenta com eficiencia. Poxa.. é o trabalho dela.. o ganha pão. O que o acéfalo espera? Ser atropelado por outro mais inteligente no mercado de trabalho ou falir a empresa onde ele está inserido?
          Repito: Você andaria num taxi cujo o taxista não soubesse dirigir? O taxista não precisa ter o conhecimento de um piloto de provas ou de um engenheiro mecanico, mas tem obrigação de saber o básico da sua profissão (dirigir com eficiência) se quiser se manter no mercado.
          E seguindo seus conselhos: Sim, tenho uma empresa de consultoria e não admito, nem da minha parte, nem da parte de minha equipe perder tempo ensinando acéfalos. Temos mais o que fazer do que ficar no prejuízo.

          • Li

            David e como vc identifica os acéfalos? Só pq eles não conhecem ou ainda não tiveram oportunidade de aprender sobre aquilo são acéfalos?

            Eu leio bastante, exceto em blogs e comentários não costumo errar para escrever e peguei alguns erros seus ou construções mal feitas de algumas frases, posso julgá-lo um acéfa-lo?

            Finanças, administração, química, direito e outras coisas são minha áreas de maior interesse e óbvio onde me aplico mais, quer dizer que posso me considerar acéfa-la por não saber construir uma rima alexandrina?

          • @Li
            Não vamos confundir gente que tem dificuldade com gente que só quer parasitar – esse é o foco da discussão aqui.

            É fácil identificar acéfalos. Veja só, se eu me propor a trabalhar com liguística e me recusar a aprender o emprego da língua corretamente sou um acéfalo. Já pensou, você corrige todos os meus erros ortográficos (aliás, gostaria que o fizesse. Gosto de aprender), eu ignoro toda a sua orientação e cometo (ou me recuso a acertar, como queira) os mesmos erros. Que tipo de profissional de línguas serei?

            Se para o fluxo do seu trabalho for necessário fazer uma rima alexandrina e vc “se recusar” deixando todo o trabalho para o analista de suporte em rimas alexandrinas, então pode se considerar acéfala.

          • Ramon Melo

            Colocação perfeita, assim como a analogia.

            E, sinceramente, David, seu português está muito bom, dentro do contexto (comentário num blog). Como sei que tem iniciativa própria para aprender, tenho certeza de que, se houvesse a necessidade, você saberia usar um editor de texto com correção ortográfica embutida.

            Essa é a diferença entre ignorantes e acéfalos: estes últimos insistem em não aprender.

  • Eu sou seu Saraiva. Acredito que quando alguém quer usar qq tipo de equipamento, deve gastar tempo pra aprender o que está fazendo, ou então, admitir humildemente que não sabe ou não se interessa por tecnologia e pagar alguém pra trabalhar nessa parte para ele.

  • Eu já passei muitas e muitas vezes por isso aí, mas desde o início tive paciência e continuo tendo. Depois que eu desligo o telefone ou o cliente vai embora dá uma vontade de gritar alto! hahaha
    Mas é isso aí, quem não teve contato com a informática desde o início dela não tem mais aquele pique para aprender coisas novas (neuroplasticidade) com facilidade, muito menos algo que segue a lógica booleana.

  • Faltou dizer que quando uma pessoa precisa ir ao dentista, por mais idiota que seja o serviço, o profissional é muito bem pago pra isso.
    Em TI, as pessoas acham que você não tem profissão e que tem obrigação de ajudar em/saber tudo. E se você fala em cobrar por isso te chamam de mercenário.

  • AHEUHAUE – Eu já disse: “Não acredito que ele usa o Internet Explorer 6”. Mas prometo: farei o possível pra tolerar os menos providos de conhecimento. Eu realmente os entendo.

  • Eu ia comentar o texto seriamente… mas esse final “Um russo chamado ONOFF vai sair…” acabou com tudo iuhaiuhauihuia

  • Excelente post, realmente falta muita paciência!

    Eu até chego a brincar, mas nunca fico rindo na frente do cliente, só conversando com os amigos depois… Como no próprio exemplo do post, acho que muitos médicos comentam as gafes depois também =P

    Vamos ter mais paciência pessoal!!!

  • Verdade Bia, todo profissional de TI tem que aprender a controlar seu lado Saraiva, eu mesmo passo por isso muitas vezes.

    E imaginando situações assim eu lembro mais uma vez do “Operador Bastardo do Inferno”: http://migre.me/46hE9

  • vinicius

    kkkk … nao sou bom em explicar coisas(se nao eu ia dar gargalhada das pessoas) … por isso mando logo ja perguntar pra outro ,invento uma desculpa pra nao ensinar .

  • Li

    Adorei o texto e li todos os comentários e esse conjunto me fez pensar. O que irrita é a pessoa não ter vontade de aprender, não estar presente quando vc tenta ensinar. Dizer que a pessoa tem obrigação de saber usar um computador pq ela tem um ou pq trabalha com um é ter uma visão limitada. Trabalhei numa indústria cerâmica do interior de SP. Pessoal simples. A secretária, meio faz tudo, de repente se viu obrigada a usar o computador para realizar o pagamento dos funcionários pq o banco não aceitaria mais a forma como ela fazia antes. Puxa, ela só usava o word para digitar alguns memorandos e coisas mais simples e agora? Ligou para o atendimento do banco e pediu auxílio para instalar e usar o novo programa. Minha sala ficava em outro plano da fábrica e depois de mais de hora tentando falar com ela ao telefone resolvi descer até a sala para verificar se ela estava bem ou se o telefone não estava fora do gancho. Minha surpresa: ela aos prantos brigando com o atendente que passava informações monossilábicas. Peguei o telefone da mão dela, pedi um tempo ao atendente, repirei e pedi para me transferir para outro atendente. O 1º deve ter dado pulinhos de alegria. Ao ser atendida expliquei a situação: ou ele falava comigo que entendia um pouquinho de instalação e criação de pastas, porém não entendia nada do programa ou para que ele serviria ou falava com ela que não entendia de instalação. Por fim ele me explicou como instalar e depois explicou a ela como utilizar o novo programa. Finalizada a ligação ela me explicou que o atendente me mandava criar pastas, mas eu não sei fazer isso! E ao perguntar como fazer ele não dizia o passo a passo. Com certeza esse atendente era um “Saraiva”.
    Essa história aconteceu nos idos de 2001 ou 2002, a internet ainda era discada, cara e o Google ainda não era tão conhecido.

    • Ismael

      “Dizer que a pessoa tem obrigação de saber usar um computador pq ela tem um ou pq trabalha com um é ter uma visão limitada.”

      Pode ser, mas nesse caso, a empresa falhou em dar o treinamento para uma nova tarefa.

      Simples.

      • Li

        Talvez vc não tenha entendido o contexto: além da empresa ser simples, num lugar simples, sem que os donos soubessem o que significava a palavra treinamento, a funcionária se viu obrigada a usar uma nova tecnologia da noite para o dia.

        Vejo que a falha foi do banco em não treinar seus atendentes de TI de que eles poderiam se deparar com pessoas que sabiam muito e outras que não sabiam nada.

        Outro detalhe: há 10 anos atrás, qdo esse fato aconteceu, a realidade nas empresas de cerâmica vermelha (tijolos e telhas, como era esta) era outra e se vc encontrasse alguém que havia estudado mais que o 2º grau – atual ensino médio – poderia comemorar mais do que se tivesse acertado sozinho na Mega Sena.

  • ahuahuahuahuhauhuauha
    Hi-Fi é refrigerante de laranja e vodka
    mas ainda nunca vi ngm falando isso ^^

  • Nossa parabéns Bia, vc como sempre consegue tocar num assunto delicado, com tanta sutileza e perspicácia sem ser grosseira ou soberba! Eu brinco, quando crescer quero ser que nem vc! hehehe

    EU mesmo já me peguei em muitas situações assim, e não deveríamos, principalmente que estamos na época do compartilhamento, onde o conhecimento não é mais meu ou seu e sim de todos.

    • O conhecimento é de quem se interessa em ir atrás dele, não dos sangue sugas que querem que você faça o trabalho deles.

  • Bia, seu texto foi um tapa de luva pra mim. Geralmente sou paciente e compreensivo com terceiros, mas com minha própria família e pessoas mais próximas costumo até pentear as sobrancelhas como o Saraiva quando insistem em não entender o que digo, seja porque estou sendo técnico demais, ou muitas vezes até por limitações da própria pessoa.

    Serei mais atento a isso. Não é porque sou burro velho em algum assunto que o resto do mundo também tem que ser, ao contrário do que pensa o guru @marcaum aqui em cima…

  • Obrigado, finalmente conheci o Seu Saraiva.

  • Sinceramente, eu sou um desses que não entendem bulhufas de tecnologia. Eu mal sei configurar algumas coisas do meu computador e demoro um tempo para perceber o que eu quero do meu celular. Não sei me adaptar direito com novidades e acho que do jeito que tava tava bom. Dia desses foi complicadíssimo eu conseguir configurar meu roteador, que deu problema. Tentei, óbvio, o suporte técnico da empresa, que não me ajudou. Mas consegui resolver o caso sozinho, apenas seguindo as instruções do manual e tentando adivinhar o que estava de errado na configuração do aparelho.

    Acho que tão ruim quanto Saraivas, são aqueles que mexem com tecnologia e o fucking assunto deles é o tempo todo SOMENTE sobre tecnologia e sobre as realizações pessoais que conseguiram atrás de uma tela do computador. Entendo a importância do trabalho de cada um e sei que, como jornalista, às vezes sou insuportável nos meus assuntos de trabalho também. Mas não o tempo todo.

    Comecei a frequentar o tecnoblog por causa da linguagem fácil e da vontade de vocês em incluir o máximo de pessoas possível nos assuntos que vocês abordam. Lógico que não entendo tudo, mas já é um grande avanço entender a maior parte desse assunto. Parabéns à todos vocês que fazem alguns de nós, leigos, entender um pouco mais desse universo complicado e cheio de Saraivas.

  • Eu vou contar uma breve passagem que ocorreu comigo:

    Uma vez o usuário me ligou informando que sua estação de trabalho não estava ligando. Fui até ao setor verificar e então descobri que ao invés de apertar o botão power do micro, ele esta apertando o botão reset.

    A primeira atitude que tomei, foi de explicar que aquele era o botão para resetar o micro, e em seguida indiquei qual era o botão para o ligar o micro.

    Era uma situação para se irritar, mas não foi o que aconteceu. Enfim, o que eu acredito é que quando você ensina e o usuário aprende, ganham ambos!

    E para concluir, Parabéns Bia! Excelente post!

  • Muitas pessoas acreditam qur o profissional de tecnologia tem que fazer tudo para elas, inclusive apertar o botão de ligar o computador, ou fazer um desenho de onde fica…

    Efetuar uma configuração de um aplicativo em um dispositivo é uma coisa, ensinar a operar o aplicativo é outra, não tenho obrigação de dar treinamento de manuseio a não ser que seja pago por ele, além da configuração.

  • Sempre me lembro de “Respostas cretinas para perguntas imbecis” da revista MAD.

  • Flah

    Eu acompanho os seus posts e gosto do seu estilo.
    Já trabalhei em help desk , ensinando windows XP para peões que fabricavam pneus e mal sabiam ler.

    Só que neste post exatamente, você exagerou Bia.
    Não é necessário nem ou outro extremo.
    O ser humano só realmente feliz quando ele aprende o equilibrio de todas as coisas.

    Fora o exemplo infeliz. Você não pode comprara um Ipad a Uma gengiva recém operada. A gengiva pode inflamar e gangrenar se o cidadão enfiar um material contaminado lá, o Ipad não.

    Ninguém é obrigado a respirar fundo e sufocar estress porque a pessoa que te pediu um favor tecnologico não está nem um pouco interessado em aprender, ele só quer que vc faça. E ainda solta expressões do tipo: Isso ai pra mim e grego básico! não tenho tempo pra perder com isso!

    Isso quer dizer o que?
    Se vc não sabe, pede pra ensinar, mas não, o cara além de não saber, ainda te humilha.

    Eu atendia melhor os peões da fábrica, do que os engravatados, simplesmente porque eles se acham e te tratam como inferior.

    Aidna bem que já não estou nessa area, e quando alguém precisa da minha ajuda, tenho todo prazer e paciencia de fazê-lo.

  • Semana passada eu passei por uma dessas, bem perto de surtar com uma criatura pelo msn.

    Ela descobriu que estou fazendo um curso de japonês online e resolveu se matricular também.

    Eu é fácil você vai nesse site e se cadastra igual a quando cria uma conta de e-mail, você põem seu nome, e-mail, cria um login e senha, escolhe o idioma que quer aprender, e aperta ok.

    A guria começou a choromingar que não estava conseguindo fazer isso. Na home do bendito site tinham as caixinhas de texto lá bonitinhas explicando e ela não conseguia fazer, resultado.

    Fiz outro cadastro tirei print de tudo, pus uns comentários no print de “aqui você escreve seu e-mail…” com setinhas apontando os lugares pra moça conseguir entender.

    Feito isso quando eu achava que tinha conseguido sossego, ela lança: “E agora como faço pra assistir a aula?”

    E lá se vão mais prints apontado e comentado, você clica na aba Aprenda e Pratique e aperta o botão iniciar curso.

    Ainda bem que eu estava num dia zen, pq se tivesse de TPM lascou, depois da 5ª vez que ela perguntasse onde era pra escrever algo que estava na cara dela ia tomar um block legal.

  • Rodrigo Cardoso

    Eu nao tenho muita paciencia para ajudar as pessoas, mas de forma alguma eu demonstro isso… Eu fujo delas =P

    Mas quando me proponho a ajudar sou muito calmo e explicativo, as pessoas gostam e ate pedem ajuda depois de novo, é aí q eu fujo =P

    Eu so não fujo qdo eh pra tirar o Internet Explorer 6 da maquina de alguem, isso ae eu faço mesmo q não peçam! 🙂

  • Só por causa deste post vou comentar aqui.

    Um dos melhores textos que já li sobre atender a quem não entende de tecnologia. E ainda assim noto as pessoas com sua vã intolerância.

    Se a pessoa não quer trabalhar para leigos, que não trabalhe. Simples. Trabalhe para quem é igual, quem entende o mesmo que “você”.

    O que mais noto é a grande intolerância das pessoas em relação aos leigos. O famoso “Maldita inclusão digital”. Esquecem que sem ela, não teríamos o aumento no consumo de produtos tecnológicos, e como conseqüência um novo mercado para atender e produtos mais baratos.

    Sim, infelizmente existem pessoas que não aprendem ou não querem aprender. Mas por que não então se aproveitar disto? Já que ela não quer aprender e depende de “você”, ou saia de perto, ou faça disso sua “fonte”. Feche parcerias, feche um bom contrato. Se a pessoa não for bom de negócio, saia em definitivo. Existem milhões neste mundo que você pode atender.

    E muitos reclamam daqueles que “‘formatam máquinas’ (reinstalam o windows :p) por 30, 50 contos”. É um mercado. Se você não tem condições de atender aquela clientela pelo preço que eles querem… E usar o termo prostituição para isso é tão idiota… É o preconceito dominando…

    Penso assim: quem é intolerável “À lá Saraiva”, deveria pegar uma metralhadora e matar todos aqueles que não gosta (imagino que isso é que se passa na cabeça de muitos). Ou apoiar uma ditadura. Estamos em um mundo livre. Aprenda a tolerar (exceto os bandidos, claro). Aprendar a colocar seu ponto de vista com educação, não com agressão. Ou então, bem vindo a ditadura novamente.

  • RIchard

    Se as pessoas agissem com TI da mesma maneira que agem com seus automóveis. Especialmente os homens: A maioria sabe o que é um protetor de carter, uma vela, distribuidor. A hora de trocar o óleo, completar a água do radiador, verificar o nível do fluído de freio…

    Agora quando se trata de computador: Nós somos os culpados, especialmente os mais antigos que consertávamos de graça o computador do vizinho por puro hobby ou altruísmo mesmo. Eu nunca vi um mecânico arrumar algo sem cobrar. Guardadas as devidas diferenças entre as profissões, o fato é que nenhum dentista faz uma obturação grátis, nenhum advogado dá uma consulta grátis e assim por diante.

    Então nós temos: usuários que não se importam em aprender pois é mais fácil perguntar já que sempre vai ter um nerd por perto que vai dar um jeito. Como não podem faze-lo com seus carros, dentes e problemas legais acabam aprendendo o suficiente para ao menos economizar um pouco.

    Ainda bem que essa situação está mudando. (“E não, eu não vou arrumar o seu computador”).

    • Existe sim pessoas que fazem serviços “de graça” ou a custo do Estado, ou por autruísmo, ou por outros motivos. Tem pessoas que sim, repassam seu conhecimento em qualquer área sem qualquer custo. Basta pesquisar. Basta procurar

      Se for para ultravalorizar a palavra, o conhecimento, então que cada caracter em um comentário de um site tenha um valor definido e repassado a quem o digitou, já que daqui a pouco vão exigir o “direito de uso da palavra”.

      E se for para pensar assim, por que não começar a então valorizar quem corta a cana, quem trabalha como pedreiro, quem faz a limpeza das ruas? Para mim, quem deveria ganhar mais de mil reais por mês são estes caras, que além de fazer um trabalho sacrificante, que não exige conhecimento, mas sim técnicas e esforço físico, sofrem humilhação diária.

      Posso estar errado (pois não sei como é a história da Bia), mas creio que quando ela começou a blogar e repassar seu conhecimento, ela não ganhava nada. Ela foi ganhando reconhecimento, e isso resultou no que ela faz hoje.

      • Richard

        Discordo de voce, mas respeito sua opinião.
        Porém a minha é a de que conhecimento é a propriedade de maior valor nos dias de hoje e ele – quando aplicado – merece remuneração correspondente.
        Não quero salvar o mundo ou apoiar uma revolução operária apenas critico as pessoas que realizam serviços (as vezes péssimos) por valores ínfimos ou gratuitamente e desvalorizam toda uma população de colegas realmente bons e que se negam a trabalhar por “trocados”.

        Por esse motivo que desde “novo” (hoje 40) deixei de atender usuários “domésticos” ou por indicação: Não existe valorização do conhecimento. Olhe o jornal, existem anúncios que dizem resolver “qualquer problema, não importa quanto tempo leve” por R$ 30,00. Vergonhoso.

        • Não, não é vergonhoso receber 30 reais por um serviço de TI. Como disseram nos comentários acima, vergonhoso é receber a mais por um péssimo ou nenhum serviço, ao qual é conhecido como corrupção. Eu sou um desses que ganham 30 reais (no mínimo) por serviço. E procuro fazer um serviço bom. Quanto a isso digo, existe um mercado. Não é a toa que criaram a tal TecTotal e os serviços de suporte remoto.

          Tanto que odeio a velha fábula do cara que cobra mil reais só para apertar um parafuso, só porque ele sabe.

          Sim, e reclamo também de certos tipos de clientes, mas respeito aqueles que me respeitam e me valorizo. O cliente que não me valoriza ou não quer realmente entender, tem minha ignorância. E que outro profissional (ou não) faça o serviço para ela. Não importa se o cara cobre 10 ou 100. Simples.

          A questão é que se queremos ser realmente excelentes profissionais, temos que ser o mais pacientes possível. Entender o outro lado, entender o cliente. Existem diversos tipos, níveis e qualificações de profissionais, e existem mercado para todos.

          • 30R$ é prostituir a profissão.

          • @ThiagoCapuano onde? Sabe o que é se prostituir realmente?

            http://pt.wikipedia.org/wiki/Prostitui%C3%A7%C3%A3o

            http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=prostitui%E7%E3o

            Fazer um trabalho de 30 minutos por 30 reais não é prostituição. Você cobrar 200 reais só porque configurou um roteador (coisa simples de se fazer ultimamente), ao meu ver, é o próximo a corrupção.

          • @vagligeiro tu és bobo ou só está se passando por desentendido? “Prostituir a profissão” é uma figura de linguagem.

            R$ 25,00 eu cobro para tirar a bunda da cadeira e ir até a casa do cliente, se for muito básico o problema fica por isso, caso contrário cobro o devido valor.

            Pega esse teu cliente, que tu cobraste R$ 30,00 para configurar o roteador, pede para ele fazer um logotipo para você, daqueles bem básicos e veja se ele vai te poupar o bolso.

            Detalhe, configurar um roteador residencial é R$ 50,00 que eu cobro, mas dou direito a garantia do meu serviços. Não fico cobrando R$ 30,00 a cada visita por gatilho criado.

            Cobro caro mesmo, mas raramente me chamam para resolver o mesmo problema a cada 3 meses, eu resolvo ou não resolvo.

        • Seu comentário anterior foi excelente.

          Quanto ao dar valor pela sua “mão de obra”, cada um oferece o preço que bem entende. Têm mecânicos baratinhos e as concessionárias? Em quem vc confia mais? Em quem vc vai se seu dinheiro esta apertado? Isso é a segmentação do mercado (ABCDEF). Paga mais quem pode e quer. Tem espaço para todos, é assim que funciona um mercado liberado, cada um que procure (e se adeque a) seu nicho. Não tem como evitar serviço ruim, como o cliente vai saber comparar os serviços? (em todas os negócios, quem determina o sucesso é o mercado, pelo menos de que visa o lucro)

          Por essas e outras que não atendo mais familiares, não compensa financeiramente, mas quando EU quero, EU faço de graça e da melhor forma possível. Antigamente EU quem escolhia o cliente.

          Já fui suporte e hoje sou analista (graças a Deus, e a oportunidade? foi eu quem criei).
          😉

    • Exatamente!!!! Eu sempre costumo comparar o TI com a mecânica. A analogia é perfeita, assim como o timming! Parabéns pelo comentário.

      Apenas complementando, existem seus saraivas no transito também (motoristas estressados, motoboys [trolls], etc.. ). São péssimos (como os saraivas do TI), mas nenhum motorista culpa os saraivas do trânsito pela sua incapacidade de dirigir, como andam fazendo por aqui..

  • Fabio

    Gostei do texto muito divertido e espontane..rsrsr HI-FI matou…

    x: configuarassem
    *configurassem

  • Otima matéria, lendo-a percebi que tenho que ser mais tolerante com alguns assuntos, ao qual tenho experiencia e nos quais não tenho irei atras das respostas.

    Abraço.

  • Interessante. Acho difícil entender e separar as opiniões. Acho que alguns estão chamando de acéfalo as pessoas com “preguiça mental”.

    Vejam bem, sou curioso, gosto de ler para aprender, já li manual de ventilador (huahauhaur), todo o manual dum carro, manual de câmera fotográfica e de celular, ajuda de softwares (BrOffice, além de outros). Deu pra entender que eu não tenho a “preguiça mental”. Mesmo assim, movido pela curiosidade, faço perguntas básicas para pessoas mestres nas suas áreas, ai que entra a diferença, o entrevistado percebe meu interesse legítimo de aprender (e não de sugar).

    Além disso, pouquíssimas pessoas praticam a arte de observar para aprender. Isso mesmo. Eu observo bastante, aprendi muita coisa prática em eletricidade, encanamento e outros, por simples arte de observar, praticar, avaliar (entender os resultados ou erros) e aplicar (além de ler manuais para aperfeiçoamento). Lembro que eu sempre via pessoas trocarem pneus, observava todos os detalhes Na minha primeira necessidade (na madruga, sozinho, rua deserta, cansado) o que eu fiz? Liguei pro suporte! haiahiah, brincadeirinha! Fui e troquei o infeliz pneu, e voltei para meu curso. Percebia, no outro dia, que 3 dos 4 parafusos ficaram folgados! Olha o perigo! MAS, nunca mais fiz essa cagada, aprendi.

    Essa é a diferença. Vontade de aprender é diferente da preguiça por saber que alguém pode fazer por vc (suporte). Uma coisa é ensinar o interessado, outra é resolver o problema do preguiçoso/desinteressado (alguém fez a sua prova de matemática por vc?). Ainda tem aquele que vc sempre explica a mesma coisa e o infeliz não quer aprender (síndrome do cérebro preguiçoso). Diferente de resolver um problema diferente para a mesma pessoa todo os dias. Diferente, ainda, das pessoas com necessidades especiais.

    Gente, informática veio pra fica, invadir, dominar, não tem que lutar contra, tem que seguir o fluxo, quem não aprende é amassado pelo rolo compressor do mercado. E a culpa é sua, somente sua, nada mais que sua (NÃO COLOQUE A CULPA NA SOCIEDADE). Afinal, de quem é o seu cérebro? Quem esqueceu de usar o próprio cérebro (e o deixou preguiçoso)? Hun?! Hein?! Responda!!! huahuaha.

    • Ok, quer dizer que o seu cliente é um preguiçoso mental?

      A cada dia mais me decepciono com os profissionais em informática. Esquecem que existem pessoas e pessoas. Querem que todas sejam iguais a ela, e se sentem superiores com seu conhecimento.

      Depois reclamam da sociedade, do mercado… falam que a culpa é dos outros…

      Se todos os profissionais de informática prestarem bastante atenção, as “estrelas” dá área, aqueles que realmetente ganharam dinheiro, foram pessoas que serviram o cliente final, o para muitos o “preguiçoso mental”.

      Veja: Bill Gates popularizou a informática, criando dois sistemas fáceis de usar: MS-DOS e Windows. Steve Jobs criou um telefone inteligente e fácil de usar para muitos, e em seguida um dispositivo também simples e bom de usar, respectivamente o iPhone e o iPad, sem contar também a popularização da música com o iPod. O Ubuntu, criado pelo pessoal da Canonical, é uma forma de popularização de distribuição Linux para pessoas simples.

      A questão não é preguiça mental, é atender bem as pessoas. Por mais que ela não queira aprender, alguém vai fazer o que ela pedir. Não importa se é um médico, um lixeiro ou um presidente da república.

      Quanto mais preconceito vejo na informática, mas desprezo.

      • Renato PC

        Ate certo ponto vc tem razão.

        Não estou falando de um produto e sim de serviço. Os produtos mais fáceis se tornam mais populares. Estou falando do mercado de trabalho (que olhando bem, fugiu ao tema), quem não tem conhecimento de info básica, o mercado vai deixar de fora aos poucos, não sou eu ou vc, são trabalhadores que precisam aprender algo novo pois o mercado é cruel (realmente fugiu do tópico principal).

        No quesito de atender bem (agora dentro do tópico), o mercado vai escolher aquela que atende bem. Vc re-contrata algum encanador que te tratou mal? Não. Nem eu. E com informática é assim? Sim, com certeza.

        Tratar bem as pessoas é primordial para manter a relação (qualquer que seja, patrão-empregado, marido-mulher, colegas…). Sim, devemos tratar todos bem. Independente da natureza da relação. Até os mais preguiçosos.
        T+

        • Eis o ponto (e não, não fugiu do tema). Bons profissionais sempre vão ser valorizados, não importa o mercado ou onde ele atua. E bons profissionais são aqueles que atendem bem e cobram o justo.

      • Não viaja.

        Para vc ver, Bill Gates não criou o MS-DOS nem o Windows, a posição que ele tomou no mundo da informação é advinda de outras questões.

        • Respondendo seus dois comentários.

          Lá de cima: 200 reais para configurar um roteador simples de um cliente é um abuso, coisa que muitos fazem em 5 minutos. Pense nisso. E insisto: usar o termo prostituição é errado.

          Aqui: Eu sei um pouco da história. Disse Bill Gates = Microsoft. Assim como Steve Jobs = Apple. Mas não tou viajando, estou só falando simplesmente que pessoas que veem todos os lados dos clientes, sempre lucram mais. Pessoa que pensam nos “preguiçosos mentais” sempre vão ter respeito.

          • Mr. Excelência de atendimento.

            Usar o termo prostituir a profissão é certo. Não sei tudo o que sei no susto, iniciei a atuação no ramo em 96, eu me instrui, fiz cursos, paguei para me atualizar, tive gastos de investimento em mim das mais variadas maneiras, me formei em técnico em eletrônica em um curso de 2 anos, ainda estudo e tento me manter atualizado…

            …vem um filho do vizinho que entende, entusiasta que aprendeu a escrever format c: /s no prompt do ms-dos, acha que manja tudo faz um serviço de 75% mais barato que o seu e ainda diz que não “prostitui a profissão”.

            Detalhe: Hoje manutenção de computadores eu forneço quase que por exclusividade, não é bem assim ligar para mim e achar que eu vou sair correndo.

            Detalhe 2: Cedo ou tarde, o que não é incomum, a mesma pessoa que pagou os R$ 30,00 para formatar com o filho do vizinho acaba caindo na minha mão… quando isso acontece, eu normalmente dobro o preço do meu serviço.

            Deu pra entender ou quer que eu desenhe?

          • @ThiagoCapuano Acho melhor eu desenhar para você.

            Existem clientes e clientes. Existem pessoas e pessoas. Um cara que comprou o pc em magazine qualquer e em longas prestações não é o mesmo que comprou um pc para trabalhar com artes gráficas. Esse é o primeiro ponto.

            Se você tem seu valor, bele. É seu valor. É seu mercado. Você tá atendendo uma clientela que vai pagar o que você pede. Mas nem todos tem essa condição. Por isso vão lá e procuram o tal “entusiasta”, o “sobrinho”, ou etc…

            E alguns destes tais entusiastas podem virar excelentes profissionais, se devidamente valorizados (não falo em dinheiro). Basta só dar o devido espaço.

            O valor que você cobra para uns pode ser justo, mas para outros nem tanto. O ponto é esse. Não é qualquer lugar que dá para cobrar um valor X ou Y.

            E insisto novamente: coitada das prostitutas, que se vendem por 10 reais para literalmente “se matarem” por causa de dinheiro. E elas correm um risco bem maior do que um cara que vai lá e aperta delete.

            Se é para tabelar valor, botar apenas na mão de “técnico devidamente regulamentado e com carterinha da ASINFO” e “criminalizar os entusiastas”, ok, que se aprove a lei que regulamenta a profissão de técnico. Mas pode ter certeza: isso vai causar um problema maior do que se imagina. Afinal, no Brasil o que se impera é a informalidade, isso devido a enorme burrocracia e preconceito de muitos profissionais de ponta.

          • @vagligeiro
            Tá, agora senta lá.

        • Em tempos: não vi que a resposta lá de cima tinha funcionado. Pensei que falhou o envio. Falha minha.

  • Renato PC

    Que nada! Eu queria que TI fosse na base do tapa! Assim:

    – “O Q!? NÃO SABE ISSO!?” E engataria PÁÁÁf! (tapa na nuca do infeliz).

    HAUHAUHUAH! Já me peguei rindo dessa possibilidade!

  • Marco Silva

    Excelente! Parabéns!

  • Concordo que devamos ser tolerantes, mas quando um ortodontista fala pra o cara colocar o aparelho nem precisa falar que é na boca, não é?!

    Nunca vi uma pessoa com dificuldade de usar MSN ou Orkut. Alguns são até geniais na hora de conseguir meios para burlar bloqueios da rede. Mas são “incapazes” de usar uma impressora com coerência.

    Tudo na vida é uma questão de interesse.

    Não precisa ser gênio para entender algumas coisas. Prestar atenção em uma explicação já seria ótimo.

    “Enquanto existir suporte, jumento não anda a pé.”

    • Richard

      Exatamente! Nos meus tempos de analista de suporte sempre tinha usuários que descobriam mil maneiras de burlar o proxy para acessar o orkut ou seja lá o que for. Mas na hora de configurar o layout do teclado ou algo do tipo eram umas mulas.

      O interesse é a mãe do auto-aprendizado.

  • Parabéns Bia Kunze.

  • Pingback: IOF e o tiro no pé do crescimento industrial brasileiro | Brasil()

  • Eu uso desses metódos em off, sempre respeito os conheciementos do usuário, quando faço um atendimento procuro identificar o conheciemnto dele em TI, para saber qual nível de linguagem utilizar, não utilizar muito técnico para um novato, e não usar linguagem padrão para um que conhece.
    Mas as pérolas sempre ocorrem, e é impossivel não comentar com os colegas. Isso não é exclusividade do mundo de TI, qualquer setor que lida com clientes é assim

  • Jerrilandy

    Eu concordo totalmente com a tolerância com quem não é do meio. Mas um profissional da área falando “Hi-Fi” é de matar. Conheço pelo menos um assim. Saraiva neles!

  • Muito bom post. Vou me policiar mais no dia-a-dia.
    Creio que a maior parte da população deixa aflorar seu lado Saraiva. Realmente se nos colocarmos no lugar da pessoa leiga antes de responder uma pergunta “simples”, certamente responderemos de maneira “diferente”.

  • Não é a toa que o pessoal de informática está tudo morrendo de stress, calma e uma dose de suco de maracujá todos os dias.. rsrs

  • “Ele deu um longo suspiro antes de responder. “Porque eles fazem eu me sentir um completo imbecil… Cada pergunta boba que faço deixa eles com um sorrisinho de deboche.””

    Não pude deixar de rir só de ler isso kkkk

    e o botão onoff que avisa o russo pra despachar os spams …. fantástico!!!