Até mesmo em situações de guerra e de conflito, existem regras que as partes envolvidas têm de respeitar, fruto de muita negociação e décadas de diplomacia internacional. Em cerca de um mês, os Estados Unidos vão anunciar as regras que pretendem seguir para caso aconteçam ataques às suas redes de computadores que sejam similares aos de uma guerra tradicional.

O Pentágono vem trabalhando em documentos sobre as regras para um ataque cibernético faz tempo. A discussão é antiga e cheia de muitas dúvidas, tanto que o documento secreto com essas diretrizes tem 30 páginas (a versão não-secreta tem apenas 12, de acordo com o WSJ.com).

John McClane: pronto para salvar os EUA. De novo.

Talvez o principal entendimento dos americano seja o da equivalência. Grandes ataques às redes americanas, em especial as das forças armadas, só poderiam ser realizados com recursos de governos oficialmente estruturados. Com isso, o “inimigo” seria a nação que dá origem ao ataque.

Pela “equivalência”, um ataque de desestabilize o sistema de fornecimento de energia americano poderia muito bem ser respondido com forças militares, mísseis e demais aparato que uma guerra tradicional prevê. Isso porque uma situação como essa colocaria a vida de milhares de cidadãos em risco, como você pode imaginar.

O documento, no entanto, não traz conclusões para pontos polêmicos. As formas de definir com absoluta precisão a origem de um ciberataque continua em aberto. O mesmo vale para o momento em que um ataque eletrônico pode ser classificado como um ato de guerra, a ponto de merecer retaliação.

Polêmicas à parte, é natural que os EUA comecem a pensar nessas situações. Nesse mundo digital em que vivemos, um ataque eletrônico a alvos em potencial, especialmente aqueles que dizem respeito à infraestrutura de um país, não é algo impossível. Aliás, já vem acontecendo faz tempo. A gente que não sabe.

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Turdin
Não são invisiveis! Você só não pode ver porque não é tão inteligente quanto um americano, é falta de MC Donalds [trollface]
Caio Furtado
Ninguém percebeu que isso é desculpa para outros assunto? Se já foi fácil "convencer" de que o Iraque foi invandido por conta do 11 de Setembro, e armamento nuclear e tal, quando na verdade era só petróleo, imaginem o que podem justificar com um simples "Ataque Hacker Governamental" ?
Jo Garr
Como dito no texto, espero que não usem a desculpa de ATAQUE CIBERNÉTICO como pretexto para invadir países e derrubar governos que não lhe convém, assim como foi com a suspeita de armas químicas no Iraque.
Gabriel Bemfica
Anons, vocês se ferraram.
@brunogdb
Engraçado como ninguém gritou "Olha a Skynet"...
RodrigoKrZ
Na real a maioria dos ataques é bem mascarado, dizem que o brasil é um dos lideres de micros escravo (ou laranjas) utilizados para ataques. Pra causar uma guerra assim injusta, creio que não seja muito difícil...
Gabriel
Já posso revidar os spams que recebo de servidores dos EUA? Cada uma...
? Inglid Loris ?
"Then conquer we must, when our cause it is just." Francis Scott Key Ah sim! Entendo! As causas dos EUA sempre foram e sempre serão justissímas!
Rodrigo
Falou tudo, Felipe. É claro que os hackers vão ser sempre de países "suspeitos", como a Coréia do Norte, China, região do Oriente Médio...
Felipe Autran
Realmente, se alguém hackear um computador de outro governo, tem mais é que invadir o país do cara, matar as crianças e estuprar as mulheres. Se tiver sido um governo, então, melhor jogar logo uma bomba atômica e acabar com tudo de uma vez, né? Mas claro que os americanos vão poder fazer o que quiser com o sistema de computadores dos outros, né? Senão não teria graça.
Flávio Ricardo
McClane para presidência!
Guilherme Silva
triste, eu já pensei no jogo de tabuleiro.
Guilherme Mac
É muito fácil definir de onde veio o ataque mesmo. Pelo visto isso me cheia mais uma caçada às armas de destruição em massa invisíveis.
gargwlas
havendo alguem habilidos o bastante para mascarar um ataque.. pode começar uma guerra injusta...
Rafael Paes
Então perae, se vier um gringo mal intecionado pra cá e fazer alguma merda eles explodem o país?
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