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Anatel manda que operadoras consertem orelhões com urgência

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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu trabalhar mais um pouco para justificar os altos salários. O órgão enviou ofício para as concessionárias de telefonia fixa — ou seja, a Oi em quase todo o Brasil, a Telefônica em São Paulo, entre outras — exigindo (palavras da agência) que os orelhões espalhados pelo país passem por manutenção emergencial. Parece que a situação está mais feia do que a Anatel imaginava inicialmente.

Orelhão pode morrer

Não é novidade para ninguém que os orelhões caíram em desuso com a ascensão da telefonia celular (em especial na modalidade de pré-pago). Ainda assim, as concessionárias são obrigadas por força de lei a fornecer a chamada Telefonia de Uso Público para a população brasileira. É uma prerrogativa existente desde o vespeiro das privatizações, cujos problemas eu não preciso nem comentar.

Ações emergenciais são necessárias, de acordo com a Anatel. As concessionárias devem entregar até dezembro um plano de revitalização para os orelhões, com todas as informações sobre revisão, conservação e manutenção da planta de telefones públicos.

Nos estados da região Norte a agência detectou irregularidades consideradas graves. Devido a isso, a Oi (antiga Telemar) deve apresentar no início de setembro um plano de ação para substituição e modernização dos equipamentos em fim de vida útil ou que já estejam obsoletos. A Anatel demanda que a Oi diminua a quantidade de interrupções no serviço de telefonia, com ênfase no Norte, onde a coisa está pior.

A Embratel, junto com a Oi, foi convocada para elaborar um programa especial para a região. Até que enfim.