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Maior fusão de telecom dos Estados Unidos está na mira do governo

Departamento de Justiça entra com representação contra fusão de AT&T e T-Mobile

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O Departamento de Justiça dos EUA azedou a negociata para que a AT&T, maior operadora daquelas bandas, compre a T-Mobile, uma empresa menor mas ainda assim entre as principais do país. Possivelmente a maior fusão de empresas de telecomunicações de todos os tempos está na corda bamba a partir de agora.

AT&T: louca para abocanhar a T-Mobile

No início do ano a AT&T anunciou uma oferta de nada menos que US$ 39 bilhões (troco de pinga para eles) para incorporar a T-Mobile às suas operações. A companhia seria perfeita para ampliar a rede da AT&T, visto que ambas são adeptas da tecnologia GSM (enquanto a Verizon Wireless opta por CDMA, mesmo com o mundo inteiro preferindo o concorrente). E a Deustche Telekom, empresa alemã proprietária da T-Mobile, já havia dado seu “OK” para que o negócio fosse concretiza.

Agora entra em cena o DoJ (Department of Justice). Analistas do órgão, que equivaleria a um ministério, verificaram toda a documentação sobre a fusão das duas companhias. No fim das contas, concluíram que o negócio prejudicaria o consumidor.

“A eliminação da T-Mobile como uma concorrente de baixo custo poderia acabar com uma importante força competitiva no mercado”, escreve o Departamento de Justiça em uma ação que tenta proibir a fusão.

Usando todo o juridiquês possível, um dos porta-vozes da AT&T disse que a companhia está se preparando para contestar nos tribunais a ação do departamento — a ideia é provar que os consumidores levarão vantagem com a fusão. “Nós estamos surpresos e desapontados com a ação de hoje”, diz o conselheiro-geral Wayne Watts.

Quem comemora com a ação? A Verizon Wireless, principal rival da AT&T naquele mercado.

Não posso deixar de traçar um paralelo entre a situação da fusão AT&T/T-Mobile com a da Oi/Brasil Telecom em meados dos anos 2000. Por aqui, o governo federal do então presidente Lula deu total apoio para o negócio, e o CADE (Comitê Administrativo de Defesa Econômica) em momento algum se manifestou contra. Lá nos EUA parece que as coisas funcionam um pouco melhor no sentido de proteger o mercado do monopólio.

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Guilherme Mac
Não existe monopólio bom.
Kadu
Aqui no Brasil as coisas também funcionam bem neste sentido, apesar do caso Oi/BrTelecom. Um caso recente: Carrefour e Pão de Açucar.
higgorleimig
Velox feelings no nordeste?
Gabriel
Realmente, também lembrei do caso Telefónica (controladora da Vivo) que assumiu ações dos negócios da Telecom Italia, mas foi impedida de unir a Vivo e a TIM no Brasil (elas são obrigadas a atuar como concorrentes).
@felipeautran
Comparação realmente infeliz. A Oi tá longe de ter um monopólio, mesmo depois da fusão.
Leandro
Sobre a comparação com a fusão da Oi/Brasil Telecom, temos que lembrar que as duas não eram concorrentes, elas tinham uma área de operação pré-determinada e não podiam operar fora dela(Oi com o "Leste" e "Norte" do Brasil e BrT com o resto, menos SP). Já no caso da AT&T/T-Mobile elas são concorrentes diretas, então a competição diminuiria. Diferente do caso da Oi/BrT onde nada mudou na competição.
Alexandre
La nos USA as coisas sao levadas a serio...
Tio Z
Não se esqueça que o que leva uma compania a melhorar seus produtos e serviços É a concorrência. Não é pelo amor que ela tem no coração por você, é por lucro, pra tirar você da outra empresa e vir gastar com ela. Se você tem monopólio, criasse estagnação de desenvolvimento e melhoria na mesma. Ela começa a fazer o que quer e como quer e se você não gostar....vai mudar pra onde agora?
Tio Z
"Não posso deixar de traçar um paralelo entre a situação da fusão AT&T/T-Mobile com a da Oi/Brasil Telecom em meados dos anos 2000. Por aqui, o governo federal do então presidente Lula" Esqueceu que o filhote dele (chamado na época de Ronaldo dos negócios pelo próprio Lula por essas e outras que o papi ajudou a concretizar) tava no meio?
@luisdpaula
Eu também achei meio estranho essa comparação.No Brasil temos muitas "teles",não foi uma grande perda.Arrisco a dizer que o serviço(aqui,no Goiás)melhorou um pouco.
Ramon Melo
Comparar a AT&T, líder de mercado, com a Oi, que mesmo depois da fusão não tem nem 20% de participação, é uma verdadeira demonstração de desconhecimento tanto dos trâmites legais, quanto de economia.
Gabriel
Mas daí permitir o monopólio para só depois ver se o serviço ficará bom é outra história. E se não ficar, como vai ficar o serviço prestado ao consumidor?
Theus
Depende. Monopólio é muito relativo. Se o serviço for bom para o consumidor, eu aprovo a união. É tipo o Google dominando o mundo. Acho que a fusão deveria acontecer mas ficar sob avaliação por um tempo, pra enfim, ser aprovada ou não.
Blek Zarioky
AT&T fundindo com a T-Mobile? Fizeram é bem de impedir isso, e pelo motivo certo ainda. Monopólio não é legal, nos dois sentidos.
Gabriel
Sou a favor de fusões, desde que se imponha certos critérios... Como propostas gradativas de benefícios aos usuários/consumidores.
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