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Steve Jobs, o pai dos iDevices

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8 anos atrás

Um visionário. Barack Obama, o presidente dos Estados Unidos, atribuiu esse adjetivo a Steve Jobs (por sinal, adjetivo que se repete em todos os veículos de comunicação que cobrem a morte do visionário). Entre os diversos produtos com os quais Jobs se associou ao longo de sua vida, três deles merecem atenção especial justamente pela visão de futuro que Jobs tinha deles.

Mac, direto do túnel do tempo

O primeiro deles é o Mac. Apresentado em janeiro de 1984, o primeiro Mac foi um desafio para a equipe de Jobs. O visor, por exemplo, chegada à incrível resolução de 512x342 pixels em preto e branco. Aposto que o seu smartphone atual tem um display melhor que o deu um computador no início dos anos 80.

Com 128 kB de RAM, o Macintosh pela primeira levou os computadores para dentro de casa. Enquanto a IBM insistia nos equipamentos gigantescos, com centenas de metros de fios e dimensões constrangedoras, a Apple de Steve Jobs colocava uma máquina com interface gráfica amigável na casa das pessoas.

Quanto custava ter um Mac naquela época? Cerca de US$ 2.500 depois que o preço do computador foi reajustado. O equivalente a US$ 5.200 nos dias de hoje. Não é exatamente barato, mas foi aí que começou a revolução do computador pessoal (o “PC” que eles tanto se esforçam para atribuir ao Windows). Esse tipo de dispositivo deixou de ser um privilégio das empresas para se tornar algo da nossa realidade cotidiana. E não há dúvidas de que Jobs teve importante participação nesse processo.

Em outubro de 2001, depois de seu retorno à Apple, Steve Jobs apresentou mais um produto revolucionário. Num momento de crise da indústria musical, com a pirataria tomando de assalto a venda de músicas, a Apple nos aparece com o iPod para mudar tudo de novo.

Primeiro iPod com Click Wheel

Todas as suas mil músicas salvas em um único dispositivo. Tendo uma conexão com a internet, era só baixar as suas músicas e depois sincroniza-las com o iPod para escutar em qualquer canto. Com o acervo em expansão do iTunes, praticamente qualquer canção gravada em formato digital estaria disponível para comprar e baixar em seguida.

“O iPod mudou o modo como ouvimos música e a própria indústria musical.” Palavras de Steve Jobs. Tornou-se uma febre, um sucesso absoluto de público e crítica. Os fones de ouvido brancos viraram motivo de orgulho nas ruas e, em seguida, alvo de cópia nas fábricas chinesas. Enfim, a Apple de Jobs trazia algo de novo, dessa vez para o mundo do entretenimento.

A terceira grande revelação de Steve Jobs veio em 2007. Havia rumores — como sempre houve — de que a Apple estava desenvolvendo um celular inteligente. Em seu tradicional keynote, com a camisa de gola alta e calça jeans, sem falar nos tênis da marca New Balance, Steve Jobs passou mais de uma hora contando a história da Apple e até aquele momento e, depois de revelado o produto, o que ele tinha de tão especial.

Durante aquela apresentação ficou claro que Jobs enxergava a tecnologia não como um fim, mas como um meio. O keynote serviu para Jobs fazer chacota dos smartphones com teclado físico, como os BlackBerry vendidos até hoje. E se você precisar inserir um novo recurso no aparelho? Não tem como transplantar um novo botão para o teclado, o iCEO afirmou na época.

Steve Jobs apresentando o iPhone pela primeira vez em 2007

O iPhone mudou tudo mais uma vez. “Hoje a Apple reinventa o telefone celular”, ele disse logo depois de anunciar o produto de nome mais óbvio que você poderia imaginar. Juntando e melhorando tecnologias que já existiam, Steve Jobs subiu no palco para mostrar o celular que redefiniu toda uma categoria de produtos. Muito do que vemos hoje no Android e no Windows Phone estava lá, faz cinco anos.

Touchscreen, interface amigável, foco na experiência do usuário. Diga se essa não é a fórmula que praticamente toda empresa de tecnologia persegue atualmente. Curiosamente, essa é a mesma fórmula de sucesso instituída pela Apple no começo de 2007 com o iPhone. O iPad, considerado um smartphone gigante, segue esses preceitos e é sucesso de vendas e de críticas.

Steve Jobs certamente esteve presente na criação de todos esses produtos. Ele costumava dizer que o dever da empresa que fundou era descobrir o que o usuário queria antes mesmo que o usuário soubesse disso. Apostando nessa visão de futuro, Jobs construiu um império amado por muitos, e possivelmente respeitado por todos. “Um visionário”, como bem disse Barack Obama.

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