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Google revê algoritmo para adicionar ingrediente "frescor"

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Em meio a tantas notícias na semana passada, quase que essa passa despercebida. Mas vamos lá: o Google informou que está modificando seu algoritmo de busca para apresentar resultados de pesquisa de uma maneira um tanto quanto diferente. Chegou a hora de adicionar mais frescor às centenas de atributos que fazem uma página aparecer mais em cima ou mais embaixo numa página de resultados.

O Google disse o óbvio ao afirmar que a informação nos dias de hoje se movimenta numa velocidade muito rápida. Seguindo aquela ideia de indexar toda a informação disponível no mundo e torna-lá universalmente acessível, o buscador agora conta com melhorias no mecanismo que levam em conta a data de um assunto. Se uma notícia bombástica acontece hoje, por exemplo, ao buscá-la os usuários terão mais informações recentes do que uma página da Wikipedia ainda em construção.

"O algoritmo precisa ser capaz de descobrir se um resultado [de busca] de uma semana atrás sobre um programa de TV é recente, ou se o resultado [de busca] de uma semana atrás de uma notícia importante é muito antigo"

A partir de agora, podemos esperar do buscador do Google mais informações recentes para uma série de assuntos. Para início de conversa, as notícias mais importantes, que decididamente merecem resultados de busca com artigos atualizados. De nada adianta procurar por um assunto noticioso e descobrir páginas publicadas ontem ou anteontem quando na verdade a efervescência da notícia acontece hoje.

Da mesma forma, assuntos recorrentes ganham atenção especial do algoritmo do Google. A empresa cita as eleições como bom exemplo de situação recorrente que também demanda páginas mais atualizadas. No ano que vem, durante as eleições municipais. tenho certeza que muito pouca gente vai buscar por "eleições" tendo em vista o pleito de quatro anos antes. O Google tende a observar essa característica de buscas por assuntos recorrentes.

E não menos importantes — especialmente para quem se interessa por tecnologia — são as buscas por assuntos que costumam ser renovados com certa rapidez. O Google cita a busca por "melhor câmera fotográfica" como exemplo. Os artigos escritos sobre o assunto há dois meses possivelmente não refletem a realidade do mercado atualmente. E o algoritmo também deve ser capaz de perceber essa sutil diferença.

Por outro lado, há assuntos que não requerem todo esse imediatismo. Na busca pelo melhor molho de tomate (exemplo dado pela empresa) tanto faz se o artigo foi escrito em 2006 ou na semana passada. Desde que a receita pareça funcionar e esteja bem rankeada dentro do sistema do Google, o artigo mais antigo talvez apareça na frente do mais novo nos resultados de busca.

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Comentários

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Marcelo
hahahahahhahah frescor foi ótima!
Rodrigo Lago
Eu achava que o Google nunca pensaria nisso. Até que enfim!!!
Scott
Cara, na boa, dizer uma piada ruim é uma coisa. Insistir nela é burrice. :-P
Rafael
Esse terreno pode ser perigoso se dar lugar por exemplo aos novos domínios, ou torna-se necessário classificar constantemente os fóruns e domínios de armazenamento público de arquivos, como uma infinidade de sites com códigos maliciosos...
E tornar-se um buscador marcado por ser mais perigoso!
@marcosoliveira
Os apps "fresquinhos" são do São Paulo ou do Atlético-MG?
@marcosoliveira
Ou o São Paulo...
Turdin
Pois é, para notícias isso é bom, para outras coisas nem tanto =/
Rodrigo
Desculpa, mas buscar na Wikipedia não tem nada a ver com buscar no Google. Se eu quisesse lista de episódios, elenco e sinopses, a wiki é uma mão na roda. Mas se eu buscar pelo Google, além do site do Jimmy Wales em destaque, vou ter sites de notícias, informações do imdb, dos fórums, galerias de imagens, vídeos e, lógico, dezenas de torrents. Então, não há conflito nenhum. Muito pelo contrário.
@leozacche
"alguns anoSSSSSSS" - apesar da cacofonia.

Maldito teclado!
@leozacche
E garante mais alguns ano de sobrevida para vive disso.
@brunogdb
Isso pode ser uma boa e ainda mais para ver apps fresquinhos para meu iPhone. :P. Só tenho certo medo de que se procure o mais recente sempre e nao o com mais conteúdo.
@andrelinod
"Seguindo aquela ideia de indexar toda a informação disponível no mundo e torna-lá universalmente acessível [...]"

O Google precisa aprender mais sobre e deepweb, ou os sites que não são indexados por nenhum buscador. Ha estimativas que essa rede seja até 500x maior que a que o Google enxerga...
@rockdanx
Isso me lembra de quando eu pesquisava notícias sobre a greve dos correios e eu tinha que ir lá embaixo pra procurar a notícia mais recente, por que ela não estava tão rankeada quanto à de 10 dias antes.
Kowalski
De acordo com ordens de Mobilão, agora o "kafkiano" Thássius Veloso é o escriba oficial sobre assuntos do Google. :D :P
@CapJSheridan
Assim como a maioria, não vou à Wikipedia buscar algo, vou ao Google, porém, constantemente caio na Wikipedia.

Acontece com frequência o bastante para eu começar a me perguntar: "Seria mais rápido buscar isso no Google ou diretamente na Wikipedia?"

Se eu fosse o Google, estaria preocupado
bitFlaG
Acho que nesse caso entraria a questão de rankiamento da página. Talvez por ver que muitos que procuram tal tipo de assunto acessem a wikipedia pra ver do que se trata a série, ele traga isso mesclado as notícias atuais.
@tduarte
Pelo título achei que o Atlético-MG tinha comprado créditos para o AdWords.
Thássius Veloso
Por que o Google combateria a Wikipedia? Pra mim isso não faz muito sentido. O Google não tem nenhum concorrente para a enciclopédia livre, logo pra eles tanto faz exibir a Wiki em primeiro ou não.
@_onionhead
Isso muda totalmente o esquema das empresas que trabalham com SEO.
@CapJSheridan
Meio estranho isso. Se eu procurar por Two and a Half Men talvez ache as críticas do último episódio ou a notícia da saída do Charlie Sheen, mas a página que explica o que é a série não estaria entre as primeiras?

Me parece mais um combate discreto do Google à Wikipedia, que dominou os resultados das páginas de busca