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Quanto custa a mudança e a resposta da Bridgestone para a nova geração de pneus

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Air-Free Tyres, protótipo da nova geração de pneus da Bridgestone

Temos uma inclinação natural para achar que as coisas quando atingem um nível muito comum é porque não precisam mais de inovação. "Time que está ganhando…" só vale até o momento em que o comum começa a causar problemas. E é exatamente esse o momento para as boas e novas ideias.

Pneus, por exemplo. Se considerarmos o que circula em cima deles, mesmo sendo uma invenção tecnológica antiga e que não sofreu tantas modificações assim, podemos nos surpreender com o estrago que a falta deles faria no mundo hoje. A charada: um pneu velho de alguns reais "ainda" faz um FCV-R movido a células de hidrogênio da Toyota rodar.

Essa é uma característica comum à invenções extremamente funcionais — talvez por sua simplicidade e fácil multiplicação — e que nos força a geralmente estagnarmos diante de projetos inovadores.

É também este mesmo carácter simplista de aplicabilidade que acaba se sobrepondo aos possíveis impactos negativos que qualquer invenção pode provocar. É fácil ser complexo. Difícil é ser simples. E raramente simples quer dizer perfeito. 

Falando em transportes, por exemplo, pneus ainda são algo que se encaixam perfeitamente à máxima de "um mal necessário". Extremamente difíceis de serem reaproveitados, eles ainda figuram como algo com tudo para se tornar em uma fonte abundante de soluções criativas de reciclagem, mesmo diante do estrago que fazem ao mesmo tempo em que nos facilitam imensamente a vida.

Do ponto de vista tecnológico, pode-se presumir que eles já deveriam ter sumido e que só estão por aí porque ainda não descobrimos nada melhor para algo tão fundamental.

Ao que parece, quase ninguém tem aquela coragem (ou conhecimento) para apostar em algo realmente novo. No caso dos pneus, mesmo que isso hoje ainda signifique um impacto ecológico negativo após seu descarte e o fracasso de inúmeras tentativas de substitui-los. Por quê?

Matéria-prima, combustíveis, reciclagem de materiais… Tudo ainda faz parte de um cenário com incríveis inserções de modernização tecnológica, porém, não muitas inovações na mesma receita que seguimos a alguns séculos.

Isso quer dizer nesse exemplo simplório que mesmo que os carros tenham adições fantásticas de tecnologia, o modelo fundamental de chassis, quatro rodas e barra direção jamais foi amplamente inovado. Em outras palavras, a modernização é sempre muito mais fácil de se incorporar e aplicável que a inovação.


(Vídeo do YouTube)

Projetos bizarros como o TerraFugia, um carro legalmente capaz de rodar em auto-estradas e que também se converte em uma aeronave ainda persistem como uma provável alternativa, embora eu não me surpreenderia se você soltasse uma gargalhada ao imaginar uma cocota de Alphaville indo buscar os filhos no colégio e depois tentar 'escapar' do trânsito, voando para o cabelereiro.

Ou seja, ainda assim, o paradigma de re-invenções constantemente se sobrepondo à nítida falta de reais inovações, não apenas no transporte mas em tantas outras áreas, é um fator determinante para compreendermos porque invenções tão fundamentalmente básicas como o bom e velho pneu ainda fazem parte dessa fronteira entre o re-inventado e realmente novo.


(Vídeo do YouTube)

Quem dera fosse assim tão fácil como os infláveis da chinesa Gearfactor (acima). Confesso que o efeito é visualmente incrível. Ou então que tal seria se um legítimo Hoverboard como este (abaixo) criado pelo artista francês Nils Guadagnin em 2010 realmente funcionasse?


(Vídeo do Vimeo)

Até lá, qualquer transição além de tubos de Geissler em Y imitando o capacitor de fluxo mais famoso de todos os filmes está longe de ocorrer. Mas nem todos estão de braços cruzados ou apenas trabalhando em cima do que já existe.

A Bridgestone, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo, lançou ontem um protótipo (Air-Free Tyres) de uma nova geração de pneus que utiliza uma resina termoplástica como estrutura de suporte, ao invés de ar.

Segundo a empresa, esse novo tipo de pneus tornaria passado problemas como perfurações, checagem constante da pressão/calibragem, baixa durabilidade, alto preço de manufactura, custo ambiental e o próprio descarte de materiais para reciclagem.

Cada um deles tem uma capacidade inicial para suportar 50 kg de peso, embora a finalização de testes com outros materiais irá aumentar estes números caso o projeto avance. Os engenheiros asseguram que testaram cada pneu com pelo menos três vezes esse peso.

Outro fator bastante interessante é que o desenho dos 'raios' (spokes) permite que o modelo se dobre e se adeque à acidentes e obstáculos, como pneus comuns, porém sem provocar uma força horizontal. A princípio, pensa-se no protótipo como se aplicado apenas para novos produtos de mobilidade pessoal, como scooters e afins.

Mas você conhece os japoneses, perfeccionistas. De acordo com os seus criadores, o Air-Free ainda precisa de bastante trabalho, especialmente pelo fato de que objetos poderiam facilmente se alojar entre os raios e deformar sua estrutura, oferecendo riscos.

Eles alegam já estarem próximos de algumas soluções aplicáveis para resolver o problema e confiantes de que o novo modelo possa avançar no caminho de inovar de verdade frente a alternativa atual.


(Vídeo do YouTube)

Você conhece algum outro projeto ou conceito inovador em áreas relacionadas à transportes e materiais? Comente! Cheers.

Com informações da DigiInfo

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San Picciarelli
Opa.
Arthur Novello
Também vi alguma coisa similar, mas não tenho certeza se era a água (H2O) ou só o Hidrogenio.
@jaisoncarvalho
Inclusive, se for realmente air-less tem que mudar de nome, o "pneu" vem do fato de utilizar-se de ar :)
EDI LOPES
Pode parecer teoria da conspiração mas eu conheço um projeto de carro movido a agua, Um professor do RJ, fez algumas modificacoes no motor do seu Monza, o resultado final era que o carro era abastecido com agua. O mais interessante eh que esse professor sumiu da face da terra. Eu achei que eu deveria ter ficado louco ou coisa assim mas estes dias encontrei uma pessoa que comentou isso comigo e dai pude constatar que eu nao estava doido ( ou pelo menos um doido sozinho rsrsrs). Mas depois de parar pra pensar vi que o Petroleo, assim como o pneu, é um mal necessario para que o mundo ande bem. Os mercados ficariam incontrolaveis se de repente se anunciasse que a agua pode ser o combustivel do novo mundo. So para constar a agua eh feito de duas moleculas ALTAMENTE EXPLOSIVAS. VOu procurar alguns links sobre esse professor
Turdin
Mas valeu a ~~nota no comentário~~, auxiliou a complementar o texto =]
San Picciarelli
Interessante a nota Alexandre. Eu vi vários outros projetos de pneus air-less quando apurava para este texto, inclusive para motos e bicicletas, também o Tweel da Michelin e o ERW (Energy Return Wheel) da www.energyreturnwheel.com de 2008 que acabou não vingando também. O que considerei um factor de base é a diferença entre modernização e inovação. A maioria dos projetos anteriores, apesar de focarem na mesma receita de um cilindro flexível como roda, são apenas modernizações do pneu convencional, não inovações de design. Tanto que a maioria deles apenas trocou o ar por spokes (raios) com desenhos diferentes, mas ainda utilizava a mesma borracha, sustentando o mesmo problema, etc. Algumas montadoras automobilísticas, na pessoa de seus engenheiros e ex-engenheiros, chegaram até a dizer que não gastariam milhões de dólares com tecnologia de amortecimento e design para colocar seus carros sobre "rodas que deixavam os carros tão suaves quanto um veículo dos Flintstones". Aí foi o que eu acho que acabou "resetando" a idéia. Um dos outros motivos para eu citar o Air-Less foi o facto dele utilizar a tal fibra termoplástica como material de base. Ele e todos os outros ainda lidam com o problema de objetos se alojando entre os raios e segurança, embora olhando mais a fundo esse último projeto, eu acredite que apenas um novo desenho dos spokes pode resolver o problema. De qualquer forma, acho que poderia ter mencionado outros projetos e esse também que você citou. Peço que compreenda que a decisão de não mencionar foi apenas para não transformar um texto já grande em um brutamontes obeso, embora valesse sim a nota. Cheers.
San Picciarelli
Cheers Vinicius.
Vinicius Kinas
Poxa, dessa vez vou elogiar de verdade, rs. Parabéns. Um artigo que sai da zona de conforto do blog ao dar uma notícia - normalmente é introdução, informação e piada/reflexão. Entendo que nem todas as notícias possam ser dadas assim, já que ficaria maçante. Mas gostei que algumas notícias sejam mais elaboradas. Essa pareceu uma história que coloca um pouco de fé na idéia de que a humanidade ainda pode achar um desenvolvimento sustentável. huahuahua [meme] TODOS CURTE. [/meme]
Vinicius Kinas
Testosterona feelings... uhahuahua
@Ruanmaskote
Só percebi que o carro era um balao depois que eu reli todo o texto
AyslanDielf
Dessa vez eu vi uma noticia pendurar tanto até chegar ao foco dela.....
Alexandre
Bemm legal esse conceito. Quem sabe daqui uns 200 anos a gnte veja isso nos carros. PS: Autor do post, "revisar eh preciso"
Alexandre Alberto
Essa "invenção" da Bridgestone está 5 anos atrasada. Este conceito já foi explorado pela Michelin e se chama Tweel. Busquem por Tweel no Youtube e verão vídeos de 5 anos atrás explicando o conceito. Detalhe, o da Michelin aguenta até explosivos, além de rodarem e altíssimas velocidades como num Audi A6. Vejam os exemplos: http://www.youtube.com/watch?v=fqRJ9GfIJtI http://youtu.be/pcdmH_hVWBY. Nada se cria, tudo se copia né Srs Japoneses?!?
@rodrigorsena
Quando eu visualizei a noticia no Facebook, não tinha lido o título ai pensei "Santo Deus, a Bridgestone tá lançando Coolers para PC?" Parece um Cooler isso!
San Picciarelli
HaHaHaHaHaHaHaHaHaHaHa !
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