Você já deve ter ouvido falar no serviço de streaming de jogos OnLive. Hoje foi lançado o aplicativo do serviço para tablets rodando Android e iPads, tornando possível jogar títulos de console e de computador através do seu dispositivo móvel.

O serviço OnLive disponibiliza jogos de consoles e computador para você jogar através de streaming. Ou seja, seu jogo é processado em um servidor e enviado para você como vídeo. Seria como utilizar a Netflix, mas com a interação do jogador. O OnLive já estava disponível para PC e através de um console próprio. Agora chega a aplicação que dá suporte a tablets e smartphones.

L.A. Noire no seu iPad 2? Agora é possível.

O aplicativo é de graça, você só precisa se inscrever em um plano do serviço, que pode ser como mensalidade – com alguns jogos disponíveis – ou o sistema a la carte, no qual você compra os jogos que deseja jogar.

Nos dispositivos com Android (download no Android Market) é possível comprar os jogos através do próprio aplicativo, mas se você usar o iPad da Apple, terá que recorrer ao computador para comprar títulos. Também é possível adquirir um controle que se conecta ao tablet por meio de Bluetooth, e deixar a experiência ainda mais parecida com a de um videogame. Alguns jogos até sofreram mudanças de interface para se adaptar aos controles touch.

O Gus Fune, analista de games aqui do TB, jogou no OnLive durante a E3 desse ano. Abaixo vai a opinião dele sobre o assunto à época do teste:

“Eu cheguei a jogar o OnLive em junho e posso dizer que se botassem um desses e um Xbox lado a lado, eu não saberia dizer qual era streaming. Mas era numa conexão de mais de 1 Gbps para o evento inteiro. Na época, o cliente de iPad já era esperado, mas sem previsão de lançamento. Cheguei a ver só o player, que permitia acessar sua conta e asssitir replays salvos, mas sem o principal: jogar.

A grande questão do OnLive é a distância do datacenter. Hoje eles possuem dois: um na região de San Francisco (Valley Area) e outro na Inglaterra. Parece que com conexão mínima de 1 Mbps e distância de 400 km a 800 km do datacentes a experiência é totalmente sem lag. Mais do que isso, a tendência é que fique lagado. Tantoque o principal desafio para a popularização do OnLive é a distribuição dos datacenters, pois o resto é impecável.”

A qualidade do serviço, no entanto, depende da sua conexão com a internet. No Brasil o serviço ainda é precário, já que eles não possuem servidores em solo nacional, então mesmo que você possua uma conexão estupidamente rápida, ainda poderá sentir uma demora nas respostas dos controles. Mas saber que existe a possibilidade de jogar games de última geração através de um dispositivo móvel é bem animador.

Com informações: Business Insider

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fernando2111200
o meu roda normalmente a onlive e muito bom
Eduardo Alves
Jogo em c Ksa com 10 megas de velocidade e sem duvida e espetacular poucos bugs. Nao trava
@lulucianog
eu tinha 15 mb ( GVT ) e rodava de boa manow jogava sem lag com os graficos bonzinhos. deve ser sua net q esteja com pro.
@fmaranda
Estou jogando no meu Mac e está demais, funcionando super bem com NET 10MB. Eu consegui assinar o serviço, estou muito contente.
Rodolfo
gente eu consegui rodar tranquilo aqui em casa net de 10mb velox eu joguei um pouco de batman pois so tinha 30 minutos free e estou tentando jogar no meu ipad agora
DaumComm
Eu já testei na minha conexão GVT 10Mbps e funcionou bem, no que se refere a acessibilidade do serviço da Onlive. Mas a latência é sempre mais alta que qualquer outro processo similar rodando na própria plataforma dos jogadores de games, seja PC ou consoles. E para ser realista, apesar da novidade de 'games nas nuvens' se bastante interessante, o modelo de tecnologia da Onlive e de outras empresas do setor não tem futuro. Ocorre que, queiram ou não, consciente ou inconscientemente, o mercado consumidor sempre preferirá que as suas próprias máquinas executem e processem os games, ao em vez de um servidor remoto fazê-lo. E isso mostra-se uma regra quase que 'biológia' inserida nas pessoas. Sempre leio em fóruns gringos um monte de reclamações de usuários da Onlive por exemplo (obs.: alguns afirmam morar no bairro onde ficam os servidores do serviço da empresa). Reclamações diversas sobre: atraso nos comandos, gráficos pixelados, entre muitas outras. E quase a maioria desses usuário prefere ver os investimentos feitos em seus PCs 'high-end', bem como consoles de videogame, mostrarem trabalho. Até porque eles sabem que processamento remoto sempre apresenta baixa qualidade, o que é crítico quando se trata de games; cloud computing é útil sim para empresas que necessitam da infraestrutura de um parque de TI dinâmico, estável e eficiente para então eles poderem focar na verdadeira razão social de seus negócios. Já quando cloud computing é oferecido para usuários domésticos, além de ser totalmente inútil, é também potencialmente perigoso para o mercado de semicondutores e a evolução dos jogos eletrônicos. Os perigos a que me refiro e que se escondem por trás das empresas de 'games nas nuvens', como Onlive, Gaikai e Otoy, são bem óbvios. Pensem por um instante, se porventura o modelo de mercado de 'cloud gaming' se tornar padrão, ou seja, não houver outra forma de jogar games senão via 'streaming', os fabricantes de semicondutores como Intel, AMD, ATI e Nvidia sofrerão um duro golpe nas suas vendas quando perderão o mercado global de seus produtos mais elaborados, sejam esses processadores e placas de vídeo mais potentes para jogos. Sim, pois afinal de contas os 'games nas nuvens' tal como são oferecidos aos consumidores hoje, por definição não utilizam o poder de processamento da máquina do usuário, nesse modelo de negócio os jogos são sempre processados nos servidores da provedora dos serviços que, por sua vez, entregam apenas o sinal de vídeo dos jogos ou qualquer outra aplicação para os clientes. Como essa seria uma situação irreversível, as fabricantes de semicondutores teriam as poucas empresas de 'games nas nuvens' atuando no mercado como seus únicos e principais clientes de seus produtos mais elaborados. Mas posso garantir que as empresas de 'games via streaming' não têm um pingo de interesse em oferecer games pesados aos seus clientes, já que isso demanda muito poder de processamento exigindo servidores cada vez mais potentes, o que por sua vez tornaria financeiramente inviável o negócio de Onlive, Gaikai, Otoy e outras. Outra coisa é que, nesse desanimador cenário, as empresas desenvolvedoras de jogos se sentiriam totalmente desestimuladas a criarem games mais complexos que exigiriam muito poder de processamento; mas já que as empresas de games nas nuvens jamais irão permitir que games pesados sobrecarreguem seus servidores, os games então não precisariam ter “gráficos bonitos” nem “física realista”, só para citar. Ou seja, o mercado de desenvolvimento de games ficaria estagnado ou quase isso. Em escala menor isso já acontece agora mesmo e é igualmente prejudicial à criação intelectual. Os consoles da atual 7ª geração, sejam Playstation 3, Xbox 360 e até mesmo o futuro Wii U (cuja especificações não foram feitas para competir com “PS4” ou “720”, segundo a própria Nintendo afirmou recentemente)... pois bem, todos esses hardwares utilizam a API DirectX 9.0c ou similar de mesmo nível, no caso do PS3 e Wii U. Portanto, quando um game é lançado para múltiplas plataformas incluindo o PC, o mais prejudicado acaba sempre sendo... ele mesmo …o PC!! Ora, sim. Não sabia disso? PCs com Vista ou 7 trabalham com DirectX 11 (ou versões mais recentes da concorrente OpenGL) que são APIs muito, MUITO mais elaboradas do que a velha DX9.0c do Windows XP. E como para as empresas que lançam games multiplataformas sairia caro dividir a equipe em duas, seja uma para criar as “versões consoles” e outra a “versão PC” de seus games, o que praticamente dobraria os custos, elas preferem sacrificar justamente a “versão PC” dos games multiplataformas e portanto os PCs por sua vez acabam sempre apresentando qualidade gráfica e outros atributos no mesmo nível do que é possível e limitado fazer nos consoles, sendo que PCs são muito, MUITO mais potentes (assistam na Internet o vídeo da demo intitulada “Samaritan” rodando a Unreal Engine 3 e “forçando a biela” de um PC high-end). Vejam um exemplo clássico: olhem o primeiro game Crysis e Crysis Warhead (DX10) e comparem-nos com Crysis 2 (DX9.0c). Ah, e não se enganem! Aquele patch “DX11” para Crysis 2 é conversa fiada. Games desenvolvido numa API não pode simplesmente ser “exportado” para outra, nem inferior e tampouco superior. No máximo esse patchzinho citado apenas “força” algumas texturas mas AINDA SOBRE O DX9; agora, reparam como o mesmo patchzinho não faz absolutamente NADA pela quantidade e qualidade dos polígonos, que é justamente o grande apelo das APIs DX 10 e DX11 em relação à velha DX9, tanto quanto gráficos... Atualmente (e meio tardio, é verdade) ocorrem diversas acusações de usuários da Onlive fazem contra a empresa por ela fazer uma série de ajustes gráficos nos jogos, sem o consentimento dos clientes, para torná-los mais leves... Diminuindo efeitos gráficos, sombras, reflexos, simulação de partículas e fluídos, e assim por diante. Segundo a Onlive ela lança mão desses ajustes (para baixo) nos jogos para poder manter a fluidez da experiência dos jogadores. Uhum, sei... a "fluidez de custos para ela própria", isso sim! Acordem, pessoal, não vamos permitir que estas empresas insistam em seus planos e acabem por fim com a nossa diversão. Eu quero poder jogar games em DX12, 13, 15 bem como OpenGP 5, 6, 7... Por acaso vocês não, hein? Abraço a todos.
dogivalfer
Moro em Natal/RN e consigo me conectar com a internet de 10Mbps, mas com um pequeno lag (dependendo do horário). Ah, o provedor é a OI/Velox
Tchones
Se não roda nem com 15 Mega da GVT, imagina querer rodar numa conexão do Speedy ou Velox... nada feito!
Raph4
Claro, porque um bom computador pra jogar só precisa de VGA. Fora que dependendo do jogo, nem com 200 obamas você brinca direito.
Turdin
Show de bola isso, imagino daqui a um tempo rodando isso de todos os celulares!
Raphael
Desculpa minha ignorancia! Mais e o brasileiro que tem o PS3 + iPad + Controle, ele pode jogar? Quer dizer da certo? E esse controle ele é especial?
robson
Já tinha visto isso a muito tempo e ainda fico pensando em como não tem lag? Se as Tvs de LCD costumam ter lag, imagina um jogo por streaming. Mesmo se tiver, alguns determinados jogos ainda seria muito bacanas.
Marcelo
boa!!! enfim algo bom mesmo!
Yangm
Pagar 200 dilmas em uma placa de vídeo provavelmente é melhor que pagar mensalidade em um serviço que nem funciona direito no Brasil.
Yangm
Não me referi ao preço dos jogos, apenas ao serviço. Tenho muitos jogos legais na Steam, não preciso disso ;)
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