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Sites de viagem americanos se unem contra o Google

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8 anos atrás

Práticas aparentemente anticompetitivas do Google são notícia novamente nos Estados Unidos. Por lá, um grupo de sites que oferecem passagens de avião e outros serviços relacionados a viagem reclamam publicamente do destaque que o buscador dá para seu próprio serviço de busca de voos em detrimento dos demais. Expedia, Priceline.com e Orbitz, serviços que comparam preços de viagens, sentem no bolso mais um movimento do gigante das buscas.

A reclamação tem a ver com a atualização aplicada à busca por voos na página inicial do Google. Até escrevi sobre o assunto: quando o usuário busca por “san francisco to new york” aparece automaticamente uma listagem dos voos indo de São Francisco para Nova Iorque, com direito às taxas cobradas pelas companhias aéreas.

Reportagem do Wall Street Journal afirma que o Google quer abocanhar um negócio de mais de US$ 100 bilhões anuais. Os outros players, como era de se esperar, estão chiando contra a ferramenta. Na Expedia, por exemplo, por volta de 15% do tráfego vem do Google. Se o painel de voos do Google aparece antes da Expedia em resultados de busca, pode-se presumir que internautas deixarão de entrar na página da Expedia. Menos dinheiro para eles e mais para o Google.

Com a ferramenta de busca de voos atual, o internauta cai diretamente no site da empresa de aviação. Alegria deles, que requisitavam do Google uma maneira de retomar acessos roubados pelos sites especializados em viagens e comparação de preços. Por sua vezes, esses sites cobram taxa das companhias aéreas para realizar a venda das passagens. Pulando o intermediário, American Airlines, Continental e congêneres garantem mais grana para si.

Publicidade seguida do painel de voos fornecido pelo Google

Em questão entra novamente a forma como o Google disponibiliza as informações. E eu uso “novamente” porque, na semana passada, o grupo brasileiro Buscapé anunciou ter entrado com uma representação contra o Google Brasil no Ministério da Justiça. O grupo reclama que o Google privilegia seus próprios produtos ao apresentar opções de compra, com direito a fotos, tratamento que nenhum concorrente recebe.

A discussão é boa e parece que não vai ter fim. Por um lado, o Google é o dono do site e pode fazer com ele o que bem quiser. Por outro, a ferramenta serve de mote para empresas que construíram negócios em cima desse fundamento e querem continuar competitivas mesmo com o Google lançando concorrentes diretos.

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