A Microsoft está prestes a mudar uma de suas políticas para Windows Azure, a plataforma para rodar aplicações na nuvem tirando o máximo proveito daquilo que se convencionou chamar de cloud computing. Segundo a Mary Jo Foley, jornalista especializada em cobrir o mundo das janelas, em breve os assinantes do serviço poderão rodar também o Linux dentro da plataforma.

Em fase de estudos está a liberação de máquinas virtuais persistentes capazes de rodar distribuição do Linux. Numa primeira olhada, a notícia pode trazer estranheza para os observadores da MSFT no mercado de TI. No entanto, não é de hoje que a companhia diz que investe no desenvolvimento do software livre e da comunidade no entorno do Linux.

Azure: pague (em dólar) pelo que usar

Está prevista para chegar durante o outono no Hemisfério Norte a primeira versão de testes da VM rodando Linux. De acoro com Mary Jo,  ideia da MSFT é desenvolver um ambiente no qual os clientes possam rodar suas aplicações de Linux sem ter de refazer parte do trabalho para que estejam de acordo com as especificações do Azure – a plataforma tem SDK e APIs próprias.

Quando a versão da VM estiver concluída, caberá aos usuários atualizarem de acordo com as suas necessidades. Por enquanto não há mais informações sobre o assunto, muito menos sobre o que exatamente do Linux a MSFT vai aproveitar no Azure e o que caberá ao cliente configurar de acordo com seu gosto. Não importa muito porque, uma vez que estamos falando de VMs persistentes, o computador estará permanentemente ajustado de acordo com aquilo que o cliente quiser.

Eu perguntei para o pessoal da Microsoft Brasil se era certo comparar o Windows Azure com o Amazon EC2, a plataforma da Amazon para rodar sistemas. Ainda não obtive uma resposta. Segundo Mary Jo, dá sim para comparar, e a Amazon está na frente em termos de recursos por permitir que os clientes rodem Windows, SQL Server ou Linux a partir da plataforma.

Falando em SQL Server, a tecnologia poderá rodar no Windows Azure, bem como o SharePoint, o servidor virtual da MSFT desenvolvido especialmente para aplicações corporativa. Hoje em dia, até onde sei, as empresas podem rodar o SharePoint em um servidor próprio ou na nuvem da Microsoft, porém em um ambiente controlado pela MSFT. Com Azure, o SharePoint ficaria na nuvem da MSFT, porém controlado pelo cliente.

O Windows Azure funciona no melhor esquema “pague pelo que usar”, o mesmo adotado recentemente pela Amazon com a chegada do Amazon AWS no Brasil. Os preços para o mercado brasileiro são apresentados em dólar.

Comentários

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Felipe Bento
Teu cu
Fernando Isnaldo Silva De Faria
Tudo da Microsoft é um lixo.
Lucas Meneses
positivado eternamente!!!!
@Cobalto
Sim, mas não no ambiente Azure.
Alberto Monteiro
Já existe cases de virtualização utilizando tec microsoft virtualizando linux, #hyper-v
Alberto Monteiro
Negativo. SQL Azure é o SQL Server na nuvem, a diferença é a quantidade de features de um para o outro, alem do limite de armazenamento de dados.
@oroshy
O Thássius tem razão, Sql Azure é uma coisa, e Sql Server é outra coisa. O Conceito de ultilização deles são um pouco diferentes.
@AntonioVeras
Minha VM de XP no Virtualbox, pelo Ubuntu, está com tela azul e não tem santo que faça funcionar. :(
Thássius Veloso
Estamos falando de dois produtos distintos, embora com propósitos bastante similares. O SQL Server e o SQL Azure têm o mesmo propósito de armazenar dados, mas o fazem de maneiras distintas. Recomendo dar uma lida nesse artigo publicado no site Linha de Código sobre as diferenças entre ambos os produtos. É antigo, de 2010, mas pelo que eu sei os conceitos ainda estão valendo. A entrada de SQL Azure na Wikipedia (EN) também aponta algumas diferenças entre as tecnologias.
@Cobalto
A Misfit tá investido no S+S, que é um pouco diferente do IaaS, mas é quase igual. Óbviamente, do ponto de vista dela (e como ela vai vender para os clientes) é melhor. O Azure tá no nível daquele serviço do Google que o pessoal faz uns sitezinhos loucos em python, só que pra uso de verdade [ / flame]
Marcos Jahn
huahuahuauhhuahuahuahua, isso @Cobalto!
@cobalto
Tá mais para uma VM completa. O que a misfit faria seria criar um hypervisor especifico pra integrar tudo do Azure e disponibilizar pro linux virtualizado. Falando na base do chutômetro também.
@Cobalto
Se fosse da AAPL, você quis dizer, né? :P
@Cobalto
Verdade, aí faz sentido. Rodar o SQL (o próprio SQL Azure) diretamente na VM persistente com o linux e tal.
GustavoUNQ
Sei disso! Achei estranha a cutucada no Thássius
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