Pesquisadores americanos da Universidade da Califórnia em São Diego anunciaram recentemente a criação de uma tela diferente da que estamos acostumados. Enquanto que a grande maioria delas usa LCD, LED, OLED, AMOLED (ou alguma das outras dezenas de siglas que as empresas inventam) e mostram suas resoluções em pixels, a tela criada por eles é feita de bactérias. E o conjunto delas é chamado de biopixels.

Antes que você ache que esse tipo de tela vai estar em TVs, monitores e notebooks no futuro, permita-me parar sua imaginação aí mesmo: o objetivo dela é detectar metais pesados. Segundo os cientistas, os sensores desse tipo atualmente só podem ser usados uma só vez, precisando ser descartado após o uso. Com essa tela, seria possível monitorar os ambientes de forma contínua.

Veja uma demonstração de como isso acontece no vídeo abaixo.


(Vídeo no YouTube)

A bactéria criada por eles é geneticamente modificada para brilhar quando detecta certos tipos de elementos, como arsênio e outros tipos de materiais perigosos. O conjunto de cada 500 dessas bactérias são chamados de biopixels e cada tela pode ter por volta de 13 mil deles.

A expectativa do líder de desenvolvimento desse sensor, o professor Jeff Hasty, é de que dentro de cinco anos os sensores já vão estar prontos para serem fabricados e devem ser mais baratos e durar muito mais do que os atuais.

Com informações: CNET.

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Andre Marques
que doido
Walter Hugo Nishida Xavier da Silva
Claro, isso ocorre todos os dias.
elanio
tenho é medo disso, esse povo fica modificando essas bactérias aia ai
Rafael
Não que eu esteja "apoiando" mas isso só é valido até um ser mais complexo que você aparecer e querer fazer o mesmo né humano?
@rodrigorsena
Já estou vendo crianças fazendo isso!
RClemente
CUIDADO: Não lamber a tela.
@LBKatan
Isso é desumano! Elas são gente como nós! #freebacterias
Ronaldo Gogoni
O legal é saber qual bactéria eles utilizaram: nossa velha amiga E. coli.
@emanueu
Ética com bactérias é dose, hein.
Thiago Leite
Dependendo do que a empregada passa na tela, ela mata o seu monitor! kkkk
Rodrigo Fante
Exato, movimento #freebacterias, pobrezinhas.
@maia_uendry
Não sei se gosto desse tipo de tecnologia. Existem milhares de perguntas: São bactérias vivas, creio eu. Então, elas vivem para sempre? Vão ser geneticamente modificadas para viverem [se possível fosse]? Como elas vão se alimentar, são bactérias ou cianobactérias? Existem coisas muito mais importantes e até eticamente mais corretas que esse tipo de experimento...
Douglas
I see dead biopixels.
Carlos
Levedura geneticamente modificada... Quanto tempo até criarem uma cerveja que brilha no escuro? :D
@rogerio0991
Corrigindo, Na Universidade de Campinas, é utilizado um tipo de levedura geneticamente modificada para determinar a quantidade de interferentes endócrinos (hormônios femininos, na maioria). De acordo com o post, somente a forma com que é disposta as bactérias são inovadoras, e não a sua bioluminescência.
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