Embora seu desenvolvimento esteja praticamente morto nas plataformas móveis, o Flash ainda sobrevive nos sistemas para desktop. E para provar isso a Adobe liberou um roteiro de desenvolvimento da plataforma (PDF), que mostra onde a empresa planeja investir. Esse roteiro revela alguns itens interessantes, incluindo o fato de que o Flash para Linux vai ser descontinuado.

Mas antes das más notícias, vamos às boas: jogos e vídeos serão as principais áreas em que a Adobe vai focar, em relação à correção de bugs e desenvolvimento do Flash. A Adobe diz que “jogos continuam a empurrar as barreiras tecnológicas” e o Flash acompanha essa área muito bem, diferenciando-se com aceleração de vídeo por hardware, suporte a renderização 3D, um rico ecossistema de desenvolvimento para jogos e vários outros.

Já sobre o vídeo, a Adobe diz que ele ainda está na sua infância. Aparentemente a empresa ignora o fato de que o Netflix e outras empresas já conseguem tirar um lucro bom com esses vídeos, embora elas usem Silverlight e não Flash. Essa plataforma da Microsoft conhecidamente oferece uma melhor proteção de conteúdo para vídeo na web, o que evita a pirataria. Curiosamente o roteiro diz que a proteção de conteúdi será um dos pontos a serem investidos, o que indica que a Adobe poderá tentar tirar uma lasquinha do mercado da Microsoft.

Todo esse foco em outros esforços de desenvolvimento deixa pouco tempo reservado para a sua versão para Linux. Por causa disso a Adobe vai deixar de hospedar os plugins para Flash desse sistema e, no lugar dele, vai direcionar usuários de Linux para o Chrome, que vem com suporte a playback de vídeos em Flash embutido. Então a empresa não está fingindo que usuários de Linux não existem, só está direcionando-os a um caminho diferente.

Esse abandono de plataforma só será efetivado com a chegada da versão 11.2 do Flash Player. E ainda assim, as empresa planeja liberar correções de segurança, no mesmo esquema que faz com o Android, durante cinco anos.

A versão 11.2 vai chegar ainda no primeiro trimestre desse ano e trará funcionalidades como o suporte ao clique do botão do meio do mouse (oooh!) e a aceleração de hardware em mais placas de vídeo. Depois dessa, a versão Cyril deve chegar no segundo semestre e Dolores chega no terceiro, ambas com foco em jogos.

O Trevix e a coluna de Joguinhos Viciantes da Semana agradecem os esforços da Adobe na área de jogos em Flash. 😀

Com informações: The Verge.

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Yuri da Silva
Unity tem o mesmo problema, é proprietário.
Fer
"Adobe: futuro do Flash está em jogos e vídeos (e passa longe do Linux)" Oh coitada... Nem a Apple, nem a Microsoft querem mais essa bosta no sistema delas, e também não teem problemas dquanto a games. Só o que sobra para o Flash e o AIR é o fracasso das distros!
~le Vinni
Amigo Rafael Silva, linha 15 (3º parágrafo, 15ª "palavra") Conteúdo*
~le Vinni
Por incrivel que possa parecer, eu já previa isso. O Flash está mesmo com os dias contatos em qualquer lugar que seja e a prova maior disso foi quando o AIR foi morto para os pinguins. Espero que o HTML 5 faça valer a nossa expectativa, pois estamos sem esperanças com relação a plugins multimidia (que o diga o supracitado AIR, o quase morto Silverlight e o ainda resistente Shockwave). Chrome ainda rodando o Flash, mas e o resto? Eu sou um 3F ~FireFoxFag~ e o que eu faço? Choro muito no twitter até alguem ter pena de mim? é o que me resta, eu acho.
Victor
Eu uso chrome e ligo muito para isto, pois prejudica a livre concorrência, o que leva a estagnação.
Rennan Alves
Eu diria que a Google está fazendo certo apenas para ela. O Youtube, felizmente ou infelizmente, ainda vai depender do flash por muito tempo. Afinal, seria um "tiro no pé" se ela ajudasse a matar o plugin que, praticamente, faz o site funcionar, além do fato dele ser o site de vídeos mais visitado do mundo. A Google só tem a ganhar, mantendo o flash no navegador (e talvez Android) todos os usuários do Youtube (e outros mais que usam flash) migram para os seus serviços, aumentando ainda mais o seu marketshare.
Rennan Alves
Ela esta prosperando, e muito. O que ocorre é que ela viu uma nova oportunidade de mercado ainda mais lucrativa e interessante. O próprio Adobe Edge, que está chegando no mercado, mostra o quanto a Adobe investe pesado nos padrões Web. De uma coisa eu tenho quase certeza, o flash não vai morrer. Ele provavelmente vai se transformar em um "Silverlight" por assim dizer, matando o plugin e reutilizando toda a plataforma para outros fins.
Nyappy!
Você usa Chrome, deve ser por isso que você nem liga, né?
Bruno Cabral
A Google está fazendo mais que certo, o usuário de Linux(e o de Mac também) é bem mais consciente de suas necessidades do que os de Windows.
Guilherme Macedo C.
É coisa da Google mesmo. Agora quem quer usar tecnologia Flash ou vai ter que usar o Chrome ou vai ter que esperar pra ver se a Mozilla e Opera integrem o Pepper em seus navegadores.
@EmanuelSchott
Já foi o Air, agora o Flash está indo embora.. Algo me diz que a MS está tramando algo por traz disso!!! Sem motivos, já que o Market Share do Linux Desktop é ínfimo.
Nyappy!
*que não existam muitos outros que permaneçam impunes.
Nyappy!
@Guilherme Já fiz isso há muito tempo, mas até agora não fizeram nada, a minha suspeita é que estejam subornando os fiscais e de qualquer forma eu não vou ficar me preocupando em ficar denunciando todos os dias, eu fiz minha parte, se eles não fazem a deles... @Victor Concordo, porém, o sistema legado deles pelo que eu saiba é totalmente em Delphi, mesmo se eles contratarem um desenvolvedor de verdade -- e não um code monkey -- eles vão ter que programar em Delphi de qualquer maneira. @Ramon Melo Eu também conheço "um punhado" de empresas que foram multadas severamente por pirataria, mas também conheço muitas outras que não são multadas, o fato de no Rio de Janeiro existir casos assim não significa que exista muitos outros que permaneçam impunes.
Yangm
Por enquanto. Eles querem fazer um futuro 100% sem flash o que é ridículo se for comparar o atual conteúdo em flash que nunca será/poderá ser traduzido para HTML5, como os JVS.
Guilherme Macedo C.
Isso é questão de definição, não de compatibilidade. Um padrão universal é compatível... universalmente. Formatos proprietários não são padrões universais.
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