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Capacitor de fluxo: cientistas transformam água “suja” em eletricidade

Cientistas melhoram modelo anterior de extração de energia a partir de água 'suja'.

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6 anos atrás
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Tem coisa mais em voga do que combustíveis renováveis e tecnologias auto-sustentáveis? Em contraponto, além da apatia aparente da indústria do setor em modificar a matriz energética, praticamente todas as boas invenções com grande potencial ficam relegadas à grande academia ou então a eventos obesos para angariar fundos de pesquisa que dificilmente passam do status de… bem, pesquisa.

Mas nem tudo está perdido. Pesquisadores da Michigan State University (EUA) parecem estar dispostos a vencer quaisquer barreiras para possam transformar a ideia de Dr. Emmett Brown em realidade.

Capacitor de Fluxo. Pronto, agora só me falta o meu DeLorean...

Eles conseguiram finalmente dar forma ao que qualquer nerd que se preze chamaria de “o nosso próprio capacitor de fluxo”. Trata-se de uma técnica que faz uso de uma solução de bicarbonato de amônia (NH4HCO3) e a produção controlada de bactérias que se alimentam de detritos encontrados em água suja.

O bicarbonato de amônia tem a capacidade de se autogerar por meio de sucessivas cargas leves de calor, tal qual aquele que é espontaneamente criado quando a água suja é tratada para virar água limpa novamente.

Com a técnica aplicada pelos cientistas —  publicaram outro estudo no qual conseguiam gerar energia a partir de água salinizada — a eletricidade é diretamente gerada pelas bactérias na água “podre” e novas voltagens vão sendo adicionadas a partir do incremento de coeficientes de salinidade.

A técnica, quando aperfeiçoada, pode nos conduzir a uma das alternativas mais profícuas para fontes abundantes de energia, a custos extremamente baixos.

Mas os resultados numéricos não poderiam ser melhores: cada quilograma de material orgânico que é processado pelo sistema produz 0,94 kilowatt-hora de energia, onde 35% do material orgânico é removido.

Além disso, evidências foram coletadas mostrando que o restante do material ainda permanece na água. As tais bactérias no sistema proposto se alimentam do material orgânico, limpando a água utilizada, que pode ser usada posteriormente para gerar metano de maneira limpa, barata e prática.

Ainda não dá para jogar casca de bananas dentro para viajar no tempo, mas dá para ouvir Doc Brown sorrindo de dentro daquela sua fita cassete toda empoeirada…

Ele aprova

Com informações: PNAS (Academia Nacional de Ciências dos EUA).