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EUA e Egito podem proibir pornografia na internet

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7 anos e meio atrás

O chamado “Conselho Supremo das Forças Armadas”, no comando do Egito desde a queda do ditador Hosni Mubarak em fevereiro de 2011, está executando um plano de bloquear completamente o acesso à pornografia online aos navegantes do país. Mohamed Salem, ministro das telecomunicações e informações tecnológicas (hein?) do país, anunciou seu plano na semana passada. De acordo com o governante, em breve irá se reunir com a Autoridade Nacional de Regulamentação das Telecomunicações para “expor os métodos eletrônicos necessários para controlar o acesso a sites adultos”. Ou seja, censura.

A limitação aos sites adultos também está em debate no parlamento egípcio, que terá representantes na comissão formada para discutir o caso. O bloqueio aos sites adultos também será apresentado na assembleia constituinte formada para redesenhar as leis do país depois da queda de seu ditador, que, vale lembrar, caiu graças a uma boa ajuda de uma internet livre. “O parlamento será representado na comissão. Esta questão está se tornando persistente e preocupante para as famílias”, afirmou Salem a um jornal local chamado Egypt Independent.

E nem adianta ativar o modo porn... digo, anônimo do Chrome.

Em todo caso, é bom lembrar que o Egito não é o único país em que o acesso a sites pornográficos pode ser afetado num futuro próximo. Um dos candidatos ao governo de uma pequena república conhecida como — deixe-me ver — Estados Unidos da América também anda preocupado com a questão.

Rick Santorum, que disputa as prévias do Partido Republicano, promete levar sua obsessão com pornografia à Casa Branca caso seja eleito. “A pornografia causa uma pandemia de danos aos EUA. Muitas pesquisas mostram que a exposição a pornografia causam danos permanentes em crianças e adultos, resultando em amplas sequelas negativas. (…) A pornografia é tóxica para casamentos, relacionamentos e contribui para violência sexual contra mulheres” tem pregado o candidato, que tem planos de “enrijecer (ui) as leis antipornografia” em seu (suposto) mandato.

Com informações: Opposing News.

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