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Vendas de músicas digitais superaram mídias físicas em 2011

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A querida (só que ao contrário) RIAA anunciou segunda-feira que, depois de registrar consecutivas perdas em seus balanços financeiros por quase uma década, a indústria fonográfica fechou 2011 no azul. Pela primeira vez desde 2004 o setor registrou um aumento real na venda de músicas, encerrando o ano com um notável crescimento de 0,2%.

De acordo com o órgão, no ano passado as vendas de músicas chegaram a US$ 7 bilhões, e metade desta quantia veio de meios digitais. As vendas de discos, singles e assinaturas de serviços como Spotify ou Rdio representaram 50% das vendas totais de músicas em 2011.

Desempenho em 2011: se você pagar, a RIAA não te odeia.

Os serviços de streaming foram o grande destaque e aumentaram em 18% seu número de clientes e 13,5% sua arrecadação, que chegou a US$ 241 milhões. As gravadoras também comemoram que pela primeira vez as vendas de música digital arrecadaram US$ 1 bilhão.

Ainda que qualquer crescimento seja motivo de festa, há pouco o que comemorar. Atualmente a indústria fonográfica tem apenas metade do tamanho de 1999, antes das trocas de arquivos na rede se tornarem populares. Aliás, os números do órgão mostram que a internet foi a responsável pelos únicos números positivos do setor em 2011, já que outros mercados, como licenciamentos e vendas diretas, continuaram em sua habitual trajetória de queda. Em tempo, a única mídia física que viu suas vendas crescerem em 2011 foram os LPs, que dobraram sua participação no mercado. Coisa de hipster.

Em todo caso, a RIAA não comentou se irá continuar a homenagear a importância da web em seus negócios movendo processos judiciais contra estudantes e velhinhos.

Com informações RIAA, CNET.

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