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Sky e Sunrise também arrematam 4G no leilão da Anatel

Saiba quem são e o que querem com o Brasil.

Lucas Braga
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Essa semana ocorreu o leilão das frequências para o 4G. O evento ocorrido da sede da Anatel, em Brasília, trouxe os holofotes para os valores bilionários pagos pelas operadoras pelo 4G e para a chegada de duas estreantes desconhecidas nessa área. Sky e o grupo Sunrise adquiriram licenças da banda U (para banda larga fixa). Qual é o interesse das duas empresas no Brasil? Descubra agora.

Sunrise

Sunrise: proprietária da SuperTV

A Sunrise já atua a algum tempo no Brasil como operadora de TV por Assinatura, a SuperTV. Com seu mercado consolidado em algumas cidades do interior de São Paulo, sobretudo entre os DDDs 12 e 19, a operadora é de propriedade do 22º homem mais rico do mundo, o húngaro-americano George Soros.

Ninguém sabe ao certo qual a estratégia da Sunrise, que já tem direito a operar em 4G por causa de sua licença de MMDS. A operadora só levou duas licenças, ambas com 10MHz+10MHz de espectro. Entretanto, a licença só pode atuar como operadora de banda larga fixa.

Vale lembrar que, até o momento, nenhum grupo ou empresário americano soube lidar com o mercado de telecom brasileira. Basta lembrar da Aeiou, do grupo Unicel, que fechou suas portas com menos de dois anos de operação.

Sky

Apesar de quase não divulgar, a Sky, operadora de TV por assinatura, já possui no Brasil operações em 4G LTE. Também na frequência de 2,5 GHz, a operadora comercializa seu serviço de banda larga fixa no Distrito Federal.

O serviço atualmente comercializado pela Sky é bem caro. A banda larga só possui velocidades de 2 Mbps e 4 Mbps, ao custo de R$ 79,90 e R$ 99,90, respectivamente. Em tempos onde é possível assinar uma conexão ADSL de 10 Mbps por menos de R$ 100, os preços da Sky Banda Larga não são nada acessíveis.

Entretanto, a operadora tem um trunfo. A Sky já planejava suas novas operações em LTE há algum tempo, e para isso foi bem estratégica ao sair com o carrinho de compras. A empresa adquiriu a ITSA e a ACOM, controladoras da antiga Mais TV e JET. As duas operadoras mantinham operações em mais de 40 cidades.

Com as novas licenças, a operadora planeja expandir seus serviços para outras cidades. Entretanto, o grupo Sky comprou poucas licenças: foram apenas 12 lotes, desembolsando R$ 90 milhões pelo direito de operação.

Lucas Braga

Autor especializado em telecom

Lucas Braga é analista de sistemas que flerta seriamente com o jornalismo de tecnologia. Com mais de 10 anos de experiência na cobertura de telecomunicações, lida com assuntos que envolvem as principais operadoras do Brasil e entidades regulatórias. Seu gosto por viagens o tornou especialista em acumular milhas aéreas.

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