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Chip A6 do iPhone 5 foi dissecado: 1,02 GHz e dual-core

Rafael Silva
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O iPhone 5 ainda não está a venda, então tecnicamente ninguém pegou o aparelho em mãos ainda além da imprensa americana no dia do anúncio. Mesmo assim o seu novo processador, o Apple A6, já foi praticamente dissecado e detalhado como se tivesse sido completamente aberto. E tudo graças ao número de série exibido no processador durante a apresentação do novo aparelho.

Segundo o Anandteh, que pegou esse número e pesquisou a base de dados de processadores fabricados pela Samsung, esse chip tem 1 GB de memória RAM (2 de 512) com clock de 1066 MHz. Curiosamente, por mais que ele seja um novo processador, a velocidade de acesso à memória ainda é menor do que o do novo iPad – algo que pode ser atribuído à sua resolução de tela monstruosa.

Phil Schiller apresenta o processador | Crédito: The Verge

O Geekbench, um site/benchmark que registra dados de testes em processadores, confirma os dados do Anandtech e revela mais. Segundo os resultados de um teste feito no iPhone 5, disponível aqui, o processador tem 1,02 GHz, é dual-core e tem 1024 KB de cache L2. A pontuação que o A6 conseguiu nesse benchmark foi de 1601 e em comparação com a média de aparelhos Android, ele ainda fica abaixo do Galaxy S III (que tem 1688 pontos). Mas vale lembrar que o que está sendo comparado aqui é um teste do iPhone 5 contra dezenas de testes do Galaxy S III, então o cenário pode ou não mudar no futuro.

Diferente do que a Apple fez com os chips A5 e A5X, que foram extremamente baseados no desenho do processador Cortex A9 da ARM, o novo A6 foi quase que inteiramente criado pela própria Apple. Isso acontece porque a ARM fornece dois tipos de licença, uma que permite que uma empresa fabrique chips e outra que dá direito de uso apenas das instruções dos processadores. O que a Apple fez com o A5 e A5X foi a primeira licença, mas no A6, a gigante da maçã escolheu a segunda rota e criou o seu próprio SoC (system on a chip) baseada nas instruções ARMv7.

Não é muita surpresa que a Apple esteja personalizando ainda mais os seus processadores de dispositivos móveis, já que as concorrentes fazem o mesmo para obter mais performance sem sacrificar autonomia de bateria. Mas a empresa raramente revela dados técnicos sobre tais chips.

Rafael Silva

Rafael Silva tem 27 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

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