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Brasil sai da lista dos 10 países que mais enviam spam

País chegou a ficar em primeiro lugar no final de 2009.
Operadoras bloquearam porta 25 dos usuários domésticos para diminuir spam.

Paulo Higa
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Desde o dia 1º de janeiro, as operadoras brasileiras estão cumprindo uma regra do Comitê Gestor da Internet que consiste em bloquear a porta 25 das conexões domésticas. A medida tinha como objetivo diminuir a quantidade de spam enviada por computadores brasileiros e parece estar dando muito certo: caímos da sexta para a 12ª posição na lista dos países que mais enviam spam.

O anúncio foi feito pelo NIC.br com base nas informações do Composite Blocking List (CBL), uma lista com diversas estatísticas sobre o spam no mundo. No ranking dos países que mais enviam spam, a melhoria do Brasil foi notável. Estávamos em primeiro lugar até o 1º trimestre de 2010, ficamos em segundo lugar por dois anos e, a partir do 3º trimestre de 2012, houve uma queda brusca até chegarmos na 12ª colocação.

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A queda no número de IPs spammers é considerável. Em 2009, mais de um milhão de IPs brasileiros estavam registrados no CBL, o que correspondia a 17% da lista. Agora? São menos de 200 mil IPs, o que representa apenas 2% do total. Claro, ainda podemos melhorar, mas já demos um passo significativo.

O coordenador do Projeto da Gerência de Porta 25, Henrique Faulhaber, comenta que “nos últimos seis meses a evolução foi muito boa, claramente influenciada pela fase final da adoção da medida” e espera que o Brasil caia ainda mais no ranking. O diretor-executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, diz que “a contribuição das prestadoras de telecomunicações foi determinante [para a redução no spam]”.

Segundo a CBL, a líder no envio de spams é a China, com 3,2 milhões de IPs spammers (35%). Em seguida, aparecem Índia, Vietnã, Rússia, Bielorrússia, Irã e Estados Unidos.

Dica do leitor Helio Loureiro. Obrigado!

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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