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Netflix vai ampliar suas produções originais com documentários e stand-up comedy

Giovana Penatti
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Com o sucesso de suas produções originais, inclusive a indicação delas ao Emmy, o Netflix descobriu que há um nicho a ser explorado e que pode render muito dinheiro. Com sua terceira produção original recém-lançada, Orange Is The New Black, recebendo boas críticas (no Metacritic, está com nota 79/100), é hora de ampliar os horizontes. E é isso que a empresa vai fazer.

Depois de investir em seriados, o Netflix vai investir em outra área de vídeo: documentários e shows de stand-up produzidos exclusivamente para serem exibidos pelo serviço de streaming.

Já tem um especial de comédia desses no ar: Ragnarok, de John Hodgman, estreou no mês passado na programação.

O primeiro especial de comédia do Netflix; vem outros por aí

O primeiro especial de comédia do Netflix; vem outros por aí

Segundo a carta que anuncia os próximos passos do serviço de streaming para seus investidores, “o Netflix virou o principal destino para fãs desses gêneros muito amados e normalmente pouco divulgados”. Acho que o que aconteceu com Arrested Development serve como exemplo disso: foi cancelado na TV aberta e retomado no Netflix anos depois, com uma base considerável de fãs que tiveram de ir para o serviço de streaming para assistir à nova temporada. Ainda assim, a série não causou muita diferença no total de assinaturas.

Diversificar suas produções originais de excelente qualidade é uma boa opção para trazer mais assinantes, já que o Netflix fechou esse trimestre com um número de novos usuários baixo: 630 mil contra 2 milhões nos últimos dois trimestres nos EUA; entre os assinantes internacionais, a situação é semelhante: 610 mil neste trimestre, contra 2,8 milhões nos dois últimos trimestres. Ainda assim, os números são maiores que o mesmo período no ano passado, o que não deixa de ser um crescimento.

Com informações: The Verge, Mashable

Giovana Penatti

Ex-editora

Giovana Penatti é jornalista formada pela Unesp e foi editora no Tecnoblog entre 2013 e 2014. Escreveu sobre inovação, produtos, crowdfunding e cobriu eventos nacionais e internacionais. Em 2009, foi vencedora do prêmio Rumos do Jornalismo Cultural, do Itaú. É especialista em marketing de conteúdo e comunicação corporativa.

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