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Mais um serviço de streaming de músicas: Rhapsody chega ao Brasil em parceria com o Terra, sob o nome Napster

Assinantes do Sonora serão migrados para o Napster em novembro.
Plano mais barato do Napster no Brasil custa R$ 8,90 por mês.

Paulo Higa
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Mais um serviço de streaming de músicas chegou ao Brasil. O Terra fez hoje de manhã uma coletiva de imprensa em São Paulo para anunciar oficialmente o lançamento do Napster, resultado de um acordo entre a Telefónica Digital e a Rhapsody, empresa que detém os direitos da famosa marca Napster desde 2011. Ele substituirá o Sonora a partir de 1º de novembro, quando os assinantes do serviço do Terra serão migrados para o Napster.

O Napster, que nos EUA se chama Rhapsody, chega ao Brasil com acervo de mais de 10 milhões de músicas. O número é menor que os divulgados pelos concorrentes, mas eles esperam expandir o catálogo rapidamente: segundo Tiago Ramazzini, vice-presidente do Napster para a América Latina, a previsão é que o Napster chegue a mais de 18 milhões de músicas no Brasil até dezembro.

Tiago Ramazzini, VP do Napster para a América Latina, comanda o serviço no Brasil

Tiago Ramazzini, VP do Napster para a América Latina, comanda o serviço no Brasil

O Terra não divulga o número de assinantes do Sonora, mas diz que espera aumentar a base em 30% com a migração para o Napster. A migração, aliás, deverá acontecer de forma natural para os atuais usuários do Sonora: playlists, por exemplo, serão transferidas para o novo serviço. Algo entre 97% e 99% do conteúdo do Sonora também está presente no Napster, então os usuários não deverão ter maiores problemas com a mudança.

Diferente do que foi noticiado anteriormente, o Napster oferecerá dois planos no Brasil, não apenas um. O mais barato é o Napster Web, que custa R$ 8,90 por mês e dá acesso ilimitado ao catálogo de 10 milhões de músicas, mas apenas no computador. Para ouvir músicas em até três dispositivos móveis diferentes, inclusive offline, é necessário assinar o Napster Premium, por R$ 14,90 mensais. Há aplicativos compatíveis com Android e iOS, ambos com interface adaptada para tablets.

Infelizmente, não há um plano gratuito. O período de degustação para o Napster Premium é de sete dias. Além dos planos avulsos, o Terra promete oferecer pacotes com o Napster em conjunto com outros serviços da empresa.

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Nós gostamos bastante de serviços de streaming de músicas: eles são uma boa opção para ouvir músicas legalmente sem gastar muito dinheiro comprando álbuns físicos ou digitais. Com um valor fixo mensal, é possível ter acesso a um acervo com milhões de músicas. Representantes das gravadoras Sony, Universal e Som Livre, que estavam na coletiva, concordam, citando que o conceito de “propriedade” de música foi perdendo relevância com o tempo, especialmente entre os mais jovens. Não há mais tanta vontade de “ter” a música, como antigamente.

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Mas, com tantos serviços de streaming disponíveis no Brasil e a chegada iminente do Spotify, que deve aparecer nos próximos dias, será que o Napster tem espaço por aqui? É difícil: não há nenhum grande diferencial em relação aos concorrentes. No entanto, o Terra usará sua força no país (são milhões de assinantes no Brasil) e aproveitará sua equipe de criação de conteúdo para oferecer não apenas músicas no Napster, mas também conteúdo editorial, como informações sobre os artistas.

Disponível há alguns dias no Brasil, o Napster já pode ser assinado no site oficial. É necessário ter um cartão de crédito internacional: a página do Napster está mostrando os valores em dólares (o Napster Premium custa US$ 6,85, o equivalente a R$ 14,90), provavelmente devido às recentes restrições dos bancos com transações internacionais feitas em reais.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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