Arquivo Jogos

Criador de Space Invaders admite ser péssimo no jogo: “gostaria de ter feito algo mais fácil”

Renata Persicheto
Por

As melhores ofertas,
sem rabo preso

Nos tempos em que quanto mais polígonos e dimensões um jogo tiver, quanto mais profundo e emocional seu roteiro for e quanto maior o orçamento em sua produção for utilizado, melhor ele se classifica nas listas de games do ano, a gente quase se esquece de que, um dia, os maiores sucessos da indústria de videogames foram aqueles com tão poucos pixels e nada de cores.

Space Invaders, lançado em 1978 para arcades, não tinha história, gráficos impressionantes e tampouco ganhou muito marketing em torno de seu lançamento. De qualquer forma, ele se espalhou mais rápido que chuchu em cerca e até hoje encontramos algumas estações para jogá-lo naqueles parques de diversões eletrônicas em shoppings, e não duvidamos que você tenha alguma versão dele em seu celular. O diferencial do jogo continua sendo o desafio proposto por ele (ô negócio difícil!).

space_invaders

Mas se engana quem pensa que era pra ter sido assim. Tomohiro Nishikado, responsável por dar origem o clássico, deu uma entrevista ao The New Yorker em que admite ser péssimo em sua própria criação (o pobrezinho mal consegue passar do primeiro nível do jogo) e que gostaria mesmo era de ter feito algo mais fácil. De acordo com ele, o balanceamento do game foi feito baseado no feedback de seus parceiros de trabalho. Se fosse depender só dele, as coisas teriam sido muito mais simples.

E o mais curioso: Nishikado, que se formou em eletrônica na Tokyo Denki University e nunca teve planos para ser um game designer, diz ser ruim em videogames num geral, e não apenas por sua idade: aos 69 anos, ele garante ter sido péssimo nisso durante toda a vida. Talvez tenha sido esse o motivo de tamanho espanto ao perceber o sucesso de seu feito. O criador se disse chocado ao perceber tanta gente jogando Space Invaders: “Tudo o que eu podia pensar era como seria terrível se uma falha crítica aparecesse”.

É mole? A entrevista completa, com mais daqueles trechos que nos fazem acreditar que um dia criaremos algo detestável que se tornará um fenômeno mundial, pode ser lida, em inglês, aqui.

Renata Persicheto

Ex-redatora

Renata Persicheto é formada em marketing pela Anhembi Morumbi e trabalhou no Tecnoblog como redatora entre 2013 e 2015. Durante sua passagem, escreveu sobre jogos, inovação e tecnologia. Já fez parte da redação do portal Arena IG e também tem experiência como analista de inteligência de dados.

Mais Populares

Responde

Relacionados

Em destaque