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Oculus Rift pode usar Android no futuro e ficar independente de computadores para funcionar

Renata Persicheto
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Você já está cansado de ouvir falar do Oculus Rift, as lentes de realidade virtual que nem mesmo foram lançadas oficialmente e já vêm tomando uma popularidade mundial. Sabe-se, também, da popularidade que o Android está ganhando como sistema operacional em microconsoles, como o OUYA e o M.O.J.O..

Pois bem, por que não atender à tendência e unir ambos em prol de uma tecnologia ainda mais avançada? É o que (aparentemente) acontecerá no futuro. John Carmack, o mito dos joguinhos que virou chefe de tecnologia da empresa responsável pelo Oculus, revelou em uma entrevista recente ao Engadget que um novo kit para desenvolvedores está sendo produzido para o dispositivo e que, possivelmente, o aparelho venha a ter o sistema operacional do Google como uma de suas bases.

oculus
Segundo Carmack, há a chance de que futuramente o Oculus Rift se torne um periférico forte e independente baseado em Android a partir de um SoC, circuito integrado semelhante ao dos smartphones atuais.

E o que isso mudaria na sensacionalidade do aparelho? Bem, se acontecer, o display deixará de necessitar de um computador para funcionar, diminuindo bastante a quantidade de fios a que precisamos estar ligados para brincar com o dispositivo atualmente e ganhando um leque maior de possibilidades para ele, que tornaria mais do que um mero visor.

Outra de suas intenções é a de que os óculos consigam reproduzir a resolução 4K num futuro não muito distante. No entanto, o maior problema no desenvolvimento do aparelho, até o momento, vem sendo o rastreamento de movimentos de cabeça, diz Carmack. Por aqui, nós o conhecemos como motion sickness, aquela vertigem nada amigável que alguns dos que estão testando o Oculus vêm sentindo.

O responsável pelo dispositivo se mostrou bastante consciente sobre o problema, admitindo que este é um dos jeitos mais fáceis de deixar os usuários nauseados: “Olhe para o chão e balance para os lados. Parece que o mundo todo está como um pêndulo embaixo de você. A parte do rastreamento é algo em que estamos trabalhando freneticamente, porque é quem apresenta problemas realmente grandes. Mas nós esperamos que já no próximo kit de desenvolvimento tenhamos uma alta resolução e que o rastreamento de posição resolva alguns desses problemas significantes”, conclui.

Renata Persicheto

Ex-redatora

Renata Persicheto é formada em marketing pela Anhembi Morumbi e trabalhou no Tecnoblog como redatora entre 2013 e 2015. Durante sua passagem, escreveu sobre jogos, inovação e tecnologia. Já fez parte da redação do portal Arena IG e também tem experiência como analista de inteligência de dados.

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