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Telefónica nega que esteja preparando oferta conjunta para comprar TIM Brasil

Paulo Higa
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A Telefónica, empresa que controla a Vivo no Brasil, negou nesta segunda-feira (6) que esteja envolvida em uma negociação para comprar a TIM Brasil em conjunto com Claro e Oi. O rumor vinha do Il Sole 24 Ore, um dos principais jornais italianos, que publicou na semana passada uma matéria afirmando que a negociação para dividir a TIM Brasil estava em fase avançada e poderia ser revelada publicamente até o final de janeiro.

No segundo semestre de 2013, a Telefónica aumentou sua participação na Telecom Itália. Isso fez com que a espanhola, além de ser dona da Vivo, tenha participação de cerca de 10% na TIM Brasil. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não permitiu que a Telefónica controlasse duas grandes operadoras no país e determinou, em dezembro, que a empresa vendesse sua fatia na TIM Brasil ou procurasse um novo sócio para a Vivo, algo pouco provável.

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Na autoridade reguladora do mercado de ações da Espanha, a Telefónica publicou um comunicado afirmando que “não faz parte de qualquer tipo de veículo e não tem detalhes de qualquer tipo de transação potencial para divulgar ao público para a avaliação de mercado”.

Se o negócio especulado pelo Il Sole 24 Ore se concretizar, a TIM Brasil acabaria e os equipamentos e clientes da operadora seriam divididos entre Vivo, Claro e Oi. Segundo a Folha de São Paulo, os bancos de investimento avaliam a TIM Brasil entre R$ 29 bilhões e R$ 36 bilhões. Vivo e Claro não poderiam comprar, sozinhas, 100% da TIM Brasil, uma vez que elas teriam mais que 50% dos clientes em diversas regiões do país. A única que poderia comprar a totalidade da TIM Brasil seria a Oi, mas a operadora está bastante endividada.

Ainda não sabemos o que a Telefónica fará para solucionar o problema. De acordo com a Reuters, a espanhola está pensando em tomar medidas legais contra as soluções “não razoáveis” do Cade. Como dissemos anteriormente, uma divisão da TIM entre as outras três grandes operadoras brasileiras não seria boa para o consumidor, já que a concorrência diminuiria ainda mais e, consequentemente, as promoções também.

Com informações: Reuters.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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