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Smartphones com Ubuntu podem não aparecer antes de 2015

Emerson Alecrim
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A campanha que daria “vida” ao Ubuntu Edge fracassou, mas ao menos serviu para alimentar os anseios de muita gente em relação ao sistema operacional Ubuntu Touch. Mas, se este é o seu caso, é bom não alimentar muitas expectativas: segundo a Canonical, é pouco provável que vejamos um aparelho desenvolvido para a plataforma antes de 2015.

Ao perceber que a proposta do Ubuntu Edge não vingaria, a Canonical tratou de deixar claro que não desistiria do mundo mobile. Não é por menos que, em dezembro de 2013, Mark Shuttleworth, fundador da companhia, confirmou um acordo com um fabricante de nome não revelado para trazer os primeiros aparelhos Ubuntu Phone ao mercado.

O anúncio dava conta de que as primeira unidades surgiriam já em 2014, mas Jono Bacon, gerente de comunidades do Ubuntu, explicou em uma rodada de perguntas e respostas realizada nesta semana no Reddit que não é bem assim.

“No longo prazo, seria ótimo se os principais fabricantes e operadoras distribuíssem aparelhos com Ubuntu, mas este é um caminho extenso e com muitos pormenores, portanto, eu ficaria surpreso se algo neste sentido acontecesse antes de 2015”, disse.

Interface do Ubuntu Touch

Segundo o executivo, o problema é que, atualmente, somente fabricantes pequenos e que atendem a determinados nichos é que enxergam potencial no Ubuntu. Isso significa que alguma destas companhias pode até apostar em algum aparelho para 2014, mas, se o fizer, sua distribuição será substancialmente limitada.

Outra barreira – talvez mais grave – está na própria Canonical. Jono Bacon reconheceu que, a despeito dos diferenciais da plataforma (modo desktop e interface otimizada para toques, por exemplo), o Ubuntu Touch ainda está muito “cru”: a versão 1.0 foi finalizada em outubro do ano passado, mas com um número relativamente limitado de recursos.

A Canonical está diante de um desafio maior do que o estimado, pelo jeito. Não é preciso ser especialista no assunto para saber que o mercado de mobilidade é extremamente restrito no que diz respeito às plataformas, portanto, a chegada tardia da empresa no segmento pode complicar ainda mais os seus planos.

Em outras palavras, quanto mais tarde o Ubuntu Touch der as caras, maior será a “obrigação” da plataforma de se mostrar disruptiva e assim conseguir espaço significativo no mercado.

Com informações: ZDNet

Emerson Alecrim

Autor / repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais, negócios e transportes. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém um site chamado InfoWester.

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