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“RoboCop” poderá ajudar policiais e militares com deficiências

Giovana Penatti
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Um grupo de estudantes da Universidade Internacional da Flórida criou um robô que pretende “substituir” policiais e militares em suas atividades. Com o timing perfeito, que coincide com o lançamento do reboot de RoboCop, ele na verdade chama TeleBot e seu protótipo, chamado Hutch (inspirado em Starsky And Hutch) foi apresentado oficialmente nesta semana.

telebot

Com aparência humanoide bem mais simpática que que o robô policial dos filmes, ele tem 1,80 m de altura e pesa apenas 34 kg. Hutch funciona como uma espécie de remoto avatar do policial ou militar, que pode controlá-lo à distância com um joystick e observar o que acontece nas ruas pelas câmeras de alta definição que ficam nos olhos do TeleBot e produzem imagens em 3D em um óculos de realidade virtual. Assim, ele pode continuar no serviço, mesmo tendo sofrido algum acidente grave que tenha o impossibilitado de fazê-lo.

Na demonstração feita, ele replicou todos os movimentos feitos por alguém com sensores nos membros superiores. No estágio atual, o TeleBot funciona para quem perdeu os movimentos nas pernas ou as teve amputadas. Mas, nos planos da equipe, estão torná-lo acessível também para quem tem problemas nos braços, permitindo que o robô seja, de alguma forma, controlado pelas pernas.Também é esperado melhorar o design para que ele ande em vários terrenos.

telebot 02

O TeleBot ainda não tem uma estimativa de ir para as ruas e está em desenvolvimento há pouco tempo: o projeto começou em 2012, com uma doação de 20 mil dólares de um tenente da Marinha americana. Seus criadores são alunos da graduação, que conseguiram atingir resultados bem impressionantes em pouco tempo e com orçamento baixo. O protótipo custa cerca de 50 mil dólares.

Com informações: Miami Herald

Giovana Penatti

Ex-editora

Giovana Penatti é jornalista formada pela Unesp e foi editora no Tecnoblog entre 2013 e 2014. Escreveu sobre inovação, produtos, crowdfunding e cobriu eventos nacionais e internacionais. Em 2009, foi vencedora do prêmio Rumos do Jornalismo Cultural, do Itaú. É especialista em marketing de conteúdo e comunicação corporativa.

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