Políticos suecos disputam o PolitikerStarCraft, torneio de StarCraft II

Renata Persicheto
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Se engana quem pensa que não existem governantes que apoiam os jogos de videogame no mundo. Apesar da cultura do eSport sofrer certa resistência em alguns países – até o momento, ainda existe muita gente recriminando torneios profissionais no Brasil, por exemplo -, em outros os games são inseridos até de forma política.

Prova disso é o PolitikerStarcraft, um torneio criado há quatro anos pelo Partido Pirata da Suécia e que consiste numa competição de StarCraft II, o RTS (Real-time Strategy ou Estratégia em Tempo Real) da Blizzard, entre os membros do partido ultracapitalista. Apesar de ser voltado meramente para o entretenimento, o vencedor da primeira edição do torneio, Mathias Sundin, também levou as eleições de 2010.

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A segunda edição, iniciada neste mês, está sendo disputada por candidatos esquerdistas, democratas, social-democratas, liberais, pacifistas e conservadores.

Segundo  Jonathan Rider Lundkvist, idealizador do projeto e político sueco, a intenção do PolitikerStarCraft (cujo nome é impossível de se soletrar sem consultar o Google) é a de introduzir as questões políticas nos círculos de jogadores do país. O que, indiretamente, acaba por introduzir também os jogos ao público.

Fundado em 2006, o Partido Pirata sueco tem como diretriz a proteção das mídias digitais no país, sendo contrário às leis de direitos autorais, patentes e a favor do respeito ao domínio público. Apesar da bandeira Ultracapitalista dos fundadores, quem levou o torneio de 2014 foi o time da Esquerda.

E por falar em StarCraft, vale lembrar que a WCS Europa está rolando atualmente, e que, pela primeira vez, o torneio está sendo narrado oficialmente em português, pelo youtuber Pedroca. Você pode acompanhar as qualificatórias diretamente no Twitch.tv da WCS Brasil.

Com informações: Polygon