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Financie isso: Navdy projeta informações do smartphone no para-brisa do carro – ou quase

Emerson Alecrim
Por

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Exibir imagens no para-brisa do carro não é uma ideia nova, mas as tecnologias propostas até agora se destinam a modelos luxuosos. Isso quando não passam de conceitos. O Navdy surge como meio termo: o dispositivo promete projetar informações do smartphone à frente do motorista, mas em tela própria. Assim, dá para utilizá-lo em praticamente qualquer automóvel.

Navdy no carro

O foco do projeto é a segurança. O uso do celular durante a condução do veículo é causa crescente de acidentes no mundo todo. Com o Navdy, o motorista pode realizar uma série de tarefas no smartphone sem desviar os olhos do trânsito ou tocar na tela do aparelho.

Já há sistemas por comando de voz que viabilizam o uso do smartphone pelo condutor, mas o Navdy parece fazê-lo com maestria. Além de projetar informações no campo visual do motorista, o dispositivo reconhece ordens faladas e gestuais.

Com esta combinação de funcionalidades, dá para atender ligações, responder mensagens, trocar de música, verificar o caminho indicado no GPS, medir distâncias percorridas e assim por diante.

YouTube video

Pelas imagens, você deve ter percebido o que faz o Navdy ser compatível com praticamente qualquer carro: o dispositivo foi desenhado para ser encaixado no painel do veículo e a sua tela, por ser transparente (HUD – Head-Up Display), não bloqueia o para-brisa. Em etapa posterior, o dispositivo até poderá exibir informações diretamente no vidro do automóvel, mas esta opção ainda não funciona bem.

A tela tem 5,1 polegadas. Completam as especificações do Navdy processador dual-core (modelo não revelado), projetor de imagens, acelerômetro, alto-falante, microfone com redutor de ruídos, sensor de iluminação, bússola, Wi-Fi 802.11n, Bluetooth 4.0 LE, porta micro-USB e câmera infravermelha para detecção dos gestos.

Para a alimentação elétrica, deve-se conectar o Navdy à porta OBD II do veículo. Além de prover energia, este tipo de conexão repassa informações como velocidade, marcha atual e existência de problemas mecânicos. Os projetistas pretendem oferecer um adaptador para ser usado em carros que não contam com OBD II.

Como sistema operacional, o dispositivo roda uma versão modificada do Android 4.4, mas não são só smartphones baseados nesta plataforma que são compatíveis com ele: o iPhone também é.

O Navdy está em pré-venda em seu próprio site. Apesar de não ser promovido em serviços como Indiegogo e Kickstarter, este é um projeto de crowdfunding. A equipe começará a enviá-lo aos compradores a partir de 2015, desde que a arrecadação supere US$ 60 mil.

Navdy

É claro que um projeto como este tem lá seus questionamentos. A fixação necessita ser forte o suficiente para o aparelho não se desprender em caso de colisão, o reconhecimento de gestos deve ser ágil para que não haja movimentos demorados por parte do usuário e as imagens projetadas precisam ser nítidas para o motorista não se distrair tentando compreendê-las.

O mais importante é o bom senso: mesmo com o Navdy permitindo ao usuário responder a um tweet, por exemplo, sempre será mais prudente fazê-lo longe do volante.

Por que é legal? Funcionando como uma espécie de “Google Glass para carros”, o Navdy facilita bastante o uso de recursos do smartphone durante a condução do veículo.

Porque é inovador? Porque a novidade é baseada em tecnologias já disponíveis, como HUD, sensor de movimento e Bluetooth.

Por que é vanguarda? O Navdy pode ser utilizado em praticamente qualquer carro, ainda que um adaptador seja necessário nos modelos que não possuem OBD II.

Vale o investimento? Para quem sonha com este tipo de tecnologia, vale. No estágio atual, o dispositivo está sendo oferecido por US$ 299 mais US$ 20 para envio. Depois da fase de pré-venda, o Navdy deverá custar US$ 499.

Emerson Alecrim

Repórter

Emerson Alecrim cobre tecnologia desde 2001 e entrou para o Tecnoblog em 2013, se especializando na cobertura de temas como hardware, sistemas operacionais, negócios e transportes. Formado em ciência da computação, seguiu carreira em comunicação, sempre mantendo a tecnologia como base. Participa do Tecnocast, já passou pelo TechTudo e mantém um site chamado Infowester.

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