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Pinterest compra Instapaper

Aplicativo de leitura foi criado em 2008 e tem algoritmo de recomendação de leituras

Paulo Higa
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O Pinterest anunciou nesta terça-feira (23) que comprou o Instapaper, meu aplicativo de leitura preferido. Concorrente do Pocket, o Instapaper permite salvar artigos para ler depois e já trocou de comando duas vezes. O serviço foi criado em 2008 por Marco Arment, também conhecido por ter ajudado a fundar o Tumblr. Há três anos, o Instapaper havia sido vendido para a Betaworks.

O Instapaper é gratuito, mas vende assinaturas que liberam recursos extras. Custando US$ 2,99 por mês ou US$ 29,99 por ano, o Instapaper Premium traz busca de artigos, anotações ilimitadas e envio de artigos sob demanda para o Kindle. O plano pago entrega ainda um botão de leitura dinâmica e listas de reprodução com TTS — seus artigos em texto viram quase um podcast.

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Não está claro como o Pinterest pretende aproveitar a compra do Instapaper. Aparentemente, a rede social está interessada nos algoritmos de popularidade e recomendações de leitura do Instapaper, que “podem melhorar ainda mais a forma como indexamos e recomendamos conteúdo recente e evergreen no Pinterest”, diz a empresa ao Recode.

O valor da compra não foi revelado, nem o número de usuários do Instapaper. Uma porta-voz do Pinterest informou ao Wall Street Journal somente que a maioria dos usuários do Instapaper é do sexo masculino, em contraste com a rede social de fotos, frequentada principalmente por mulheres.

Os funcionários do Instapaper serão transferidos para os escritórios do Pinterest, em San Francisco. Para os usuários do Instapaper, “nada muda”, segundo a rede social. Ele continuará disponível como um aplicativo de leitura separado, em modelo freemium, para Android e iOS.

Paulo Higa

Editor-executivo

Paulo Higa é jornalista, com MBA em Gestão pela FGV e uma década de experiência na cobertura de tecnologia. Trabalha no Tecnoblog desde 2012, viajou para mais de 10 países para acompanhar eventos da indústria e já publicou 400 reviews de celulares, TVs e computadores. É coapresentador do Tecnocast e usa a desculpa de ser maratonista para testar wearables que ainda nem chegaram ao Brasil.

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