Cientistas recriam jogos clássicos com organismos vivos

João Brunelli Moreno
Por

Um grupo de estudantes de bioengenharia da universidade de Stanford, nos EUA, desenvolveu uma versão do clássico game oitentista Pac-Man. Só que na versão deles do game, o jogador troca o velho e bom personagem digital amarelo por uma bactéria de verdade, que é guiada por um labirinto enquanto come bolinhas microscópicas.

Chamado de Pac-Mecium – em homenagem à célula usada no jogo, o paramécio – o experimento foi desenvolvido pela equipe do professor Ingmar Riedel-Kruze, que colocou o pobre ser unicelular numa pequena porção de fluído, enquanto seus movimentos são controlados através de um joystick que libera impulsos elétricos que o fazem mover na direção escolhida. Como o jogo é transmitido para a tela de um computador por meio de a uma câmera ligada a um microscópio, os cientistas também conseguem manter um ranking com as melhores performances no jogo.


(YouTube)

“Esperamos que ao brincarem com algo que envolve a biologia numa escala tão pequena que não é possível ser vista a olho nu, as pessoas notem como eles processos são incríveis e se interessem mais pelo assunto”, afirmou o professor Riedel-Kruze ao site The Register.

Aos que estão preocupados com possíveis sinais de crueldade no experimento, o professor lembra que os paramécios “são formas primitivas de vida incapazes de sentirem dor”. “Estamos falando de um jogo feito com eles microscópios. Não faremos nada parecido com organismos maiores”, diz.

Com informações: The Register.

Relacionados

Relacionados