Proibiram os franceses de dizer “Twitter” e “Facebook” na TV

João Brunelli Moreno
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O CSA, órgão responsável pela regulamentação das comunicações audiovisuais na França, lançou uma determinação nesta semana que proíbe que os termos “Twitter” e “Facebook” sejam ditos na programação das televisões ou rádios do país, salvo nas ocasiões em que as empresas estiverem sendo alvo de alguma matéria.

No entendimento do órgão, a menção às companhias nas programações seria publicidade oculta, prática que vai de encontro a um decreto de 1992 que regula a propaganda nas terras de Napoleão. Na prática, isso fará com que os apresentadores substituam frases como “Nos sigam no Twitter” ou “Nos curta no Facebook” por alguma coisa como “Nos acompanhe nas redes sociais”.

“A promoção de uma rede social que gera bilhões em receita, como o Facebook, e não de empresas menores que estão lutando por um lugar ao sol é injusta. Há o Myspace, Bebo, Skyblog (…) Dar preferência a uma rede é uma distorção da concorrência”, disse Christine Kelly, assessora do órgão agência AFP.

De qualquer maneira, Kelly diz que a situação é apenas um mal entendido: “Recomendamos o uso da expressão ‘redes sociais’, mas não existe uma proibição aos termos”, disse. Já um representante não-identificado das empresas de mídia do país rebate: “A CSA determinou que dizer ‘Facebook’ ou ‘Twitter’ é ilegal, e somos obrigados a cumprir a lei”, comentou.

“O CSA não entende que apesar de serem marcas registradas, Twitter e Facebook são espaços públicos em que mais de 25% dos franceses discutem e trocam milhões de informações diariamente” afirmou o jornalista Nenoit Raphael ao jornal L’Express.

Como lembra o periódico, a publicidade é altamente regulamentada na França e que durante as reuniões do CSA um representante do órgão teria argumentado que “se dermos direito de que o Facebook e Twitter sejam citados, abriremos a caixa de Pandora, e todas as outras marcas também irão querer ter mesmo direito”.

Com informações: L’Express, Mashable.

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