Estudo diz que “cybervadiagem” nos intervalos do trabalho aumenta produtividade

Rafael Silva
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Um intervalo no meio do expediente pode ajudar funcionários a render mais, isso já foi comprovado por outros estudos. Mas dependendo da atividade que ele pratica durante esse intervalo, o resto do expediente pode ser mais ou menos produtivo. É o que indica um novo estudo chamado “O Impacto de Cybervadiagem no Engajamento Psicológico”. E sim, antes que perguntem, esse é o título verdadeiro.

A autoria do estudo é dos pesquisadores Don Chen e Vivien Lim, da Universidade Nacional de Singapura. Eles dividiram um grupo de 96 estudantes em três subgrupos e pediram que eles executassem a mesma tarefa de 20 minutos cada duas vezes, com intervalo de 10 minutos entre elas. O primeiro grupo não pode fazer nada durante o intervalo, o segundo podia fazer qualquer coisa menos navegar na web e o terceiro só poderia navegar na web.

"Quero produtividade! Larga esse telefone e entra no Facebook!"

A conclusão dos pesquisadores foi de que o terceiro grupo conseguiu realizar as tarefas de forma mais produtiva e eficaz do que os outros dois grupos. Eles também perceberam que os membros do terceiro grupo tinham menores níveis de exaustão, tédio e maiores níveis de engajamento do que os demais.

Mas essa descoberta não é exatamente novidade. A pesquisa de Chen e Lim corrobora uma outra liberada em abril desse ano e que concluiu que assistir vídeos engraçados ajudam na concentração dos funcionários.

Pronto, agora você já tem dois estudos de instituições diferentes para comprovar que não está perdendo tempo ao navegar na web, e sim ficando mais concentrado na sua tarefa e potencialmente mais produtivo. Mostre-os para seu chefe sempre que for necessário, ou seja, quando ele te pegar acessando o Twitter sem motivo.

Para ajudar ainda coloquei esse post na categoria “Ciência”. Pode me agradecer mais tarde.

Com informações: Slashdot, Wall Street Journal.

Rafael Silva

Ex-autor

Rafael Silva estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Como redator, produziu textos sobre smartphones, games, notícias e tecnologia, além de participar dos primeiros podcasts do Tecnoblog. Foi redator no B9 e atualmente é analista de redes sociais no Greenpeace, onde desenvolve estratégias de engajamento, produz roteiros e apresenta o podcast “As Árvores Somos Nozes”.

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