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Google anuncia fim de vida de mais serviços pouco usados

Rafael Silva
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sem rabo preso

Um dos marcos da governança de Larry Page, que se tornou CEO do Google em janeiro desse ano, é o cancelamento de sites e serviços que não geraram tanta tração para a empresa. Essa atitude começou em setembro com o fechamento ou realocação de sete propriedades do Google e continuou em outubro com mais cinco delas recebendo uma pá de cal ou sendo integradas a outros serviços. Ontem o Google anunciou mais datas para descontinuação de diversos serviços, dando continuidade à limpeza.

O Gears, plugin que permitia o acesso offline a serviços do Google como o Gmail e Calendar, deixa de funcionar no próximo dia 1º de dezembro, por que o foco agora será em implementar essa funcionalidade com HTML5. O Friend Connect encerra suas atividades para sites que não são ligados ao Blogger a partir do dia 1º de março de 2012, o Bookmarks Lists falece de causas naturais no próximo 19 de dezembro (para quem usa o Google em inglês) e o Google Search Timeline bateu as botas ontem mesmo.

Google para Wave: "morre, deabo!"

Já o Wave vai se tornar um museu a partir do dia 31 de janeiro de 2012: essa é a data em que o serviço passa a ser apenas para leitura, com a eutanásia marcada para o dia 30 de abril do próximo ano. O Knol, site que permitia que experts em assuntos criassem artigos especializados sobre o que sabiam, se torna apenas leitura no dia 30 de abril do ano que vem e terá seus aparelhos de suporte à vida desligados em 1º de outubro de 2012.

Por ultimo mas não menos importante, a iniciativa de criar energia renovável mais barata do que usinas de carvão nos EUA também foi deixada de lado ontem. Mas o Google publicou os resultados de pesquisas na área e espera que outras empresas continuem trabalhando em prol dessa causa.

A quais conclusões cheguei depois dessa nova leva de cancelamentos? 1: Larry Page está mesmo levando a sério o realocamento de esforços dos seus funcionários. 2: eu preciso encontrar novos eufemismos para “bater as botas”.

Rafael Silva

Rafael Silva tem 27 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

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