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Cientistas criam técnica que vai permitir aprender à la Matrix

Rafael Silva
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Como um fã de Matrix, dos irmãos Wachowski, eu sempre fui fascinado pelo mundo retratado no filme. Tirando, claro, a aniquilação eminente da humanidade, a tecnologia mostrada em Matrix sempre me deixou boquiaberto e querendo que o futuro chegasse logo. Se depender de cientistas americanos e japoneses, tal futuro está mais perto do que imaginávamos: eles conseguiram criar uma técnica que vai permitir aprender ao estilo Matrix.

Para os jovens leitores que ainda não viram o filme, eis um spoiler que é demonstrado no vídeo abaixo: no mundo de Matrix as pessoas aprendem coisas por meio de download de informações diretamente no cérebro. Felizmente a técnica criada pelo grupo de cientistas da Universidade de Boston, nos EUA, e da Universidade de Kyoto, no Japão, não exige fincar um pedaço de metal na massa cinzenta.


(Vídeo no YouTube)

Em uma tradução livre, a técnica se chama “Aprendizado Perceptual Induzido por Neurofeedback de um fMRI Decodificado Sem Apresentação de Estímulo”. Ou APINFDSAE, se você quiser usar a sigla traduzida que eu acabei de inventar.

O artigo que descreve essa técnica foi publicado na revista Science da semana passada e basicamente usa uma máquina de ressonância magnética para estimular a criação de padrões já pré-conhecidos dentro do cérebro. Seria possível, por exemplo, gravar um padrão de alguém que é bom em natação e implantar esse padrão em outras pessoas que não saibam nadar, fazendo com que elas aprendessem essa útil habilidade.

Com a criação da técnica, no entanto, veio um dilema: como ela permite implantar esse tipo de padrão sem a necessidade de um estímulo visual, poderíamos em teoria implantar padrões em cérebros de pessoas sem que elas soubessem. Por isso os cientistas estão cautelosos com o desenvolvimento dessa técnica, para impedir que elas caiam nas mãos erradas e sejam usados com fins menos do que legítimos.

Para ser sincero, acho que a questão da ética é um ponto interessante e que deve ser debatido. Mas quero saber mesmo é onde me voluntário para ser cobaia desse experimento.

Com informações: iO9.

Rafael Silva

Rafael Silva tem 27 anos, estudou Tecnologia de Redes de Computadores e mora em São Paulo. Tem uma queda pela Apple na área de dispositivos móveis, mas sempre usou Windows em todos os seus notebooks e desktops. Vez ou outra fala alguma coisa interessante no Twitter: @rafacst. [Envie um email]

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