Izzy Nobre

Sobre

Izzy Nobre é o autor do HBD, mora no Canadá desde 2003 e adora gadgets. Ele pode ser encontrando floodando o twitter com mensagens sobre iPhones, videogames e a vida de um brasileiro no exterior.

Artigos de Izzy Nobre

Como os videogames contemporâneos serão vistos daqui a cem anos?

13/09/2012 às 14h01 por

Eu sou um grande apologista da ideia de que videogames podem (à essa altura, devem) ser considerados uma obra de arte e eu suspeito que a você acham o mesmo. Também, pudera: mais do que nosso hobby favorito, videogames são praticamente parte da nossa identidade pessoal. Aliás, acho que seria difícil encontrar um entusiasta de games que não categorize o entretenimento eletrônico como meio artístico. Entretanto, saia um pouco do círculo nerd gamer e você verá que essa opinião não é compartilhada pelo mundo em geral.  Se você tentar argum

E quando videogames te inspiram a seguir uma determinada carreira?

23/08/2012 às 15h40 por

Há uma anedota antiga na internet (que, depois de alguma pesquisa, descobri ser de crédito do humorista inglês Marcus Brigstocke) que você já deve ter ouvido. Ela diz que se Pac-Man (aqui servindo como uma metáfora para games em geral) afetassem a vida da molecada, estas estariam hoje perambulando por ambientes escuros, ouvindo música eletrônica repetitiva e pondo pílulas estranhas na boca. Uma outra versão desta piada emprega The Sims como agente de influência, ironizando

Nenhum final de jogo me irritou tanto quanto o de The Dig

15/08/2012 às 14h51 por

Eu já sei o que você talvez esteja pensando. "Não, não é possível. Como assim, este maluco se decepcionou com o que é, sem discussão, um dos melhores e mais memoráveis games de ficção científica de sua época? E esse cara se diz nerd...?" Aliás, é curioso como alguns de nós reagimos com animosidade ao ouvir que alguém não gosta daquilo que a gente gosta, né? Mas é verdade. A intercessão "jogo" e "ficção científica" em que The Dig habita faz com que ele tenha tudo pra ser, em minha perspectiva, um dos melhores jogos de todos os tempos.

HEY, LISTEN! Usando expressões dos games na vida real

08/08/2012 às 16h55 por

Toda subcultura (a "Veja" dos anos 90 chamaria de "tribo", sem dúvida) costuma ter seu dialeto característico. Os hippies dos tempos de meus pais gostavam dos seus "falou e disse" e "é uma brasa" (creio que posso culpar o Roberto Carlos por isso), surfistas têm o "cabuloso", presidiários cunharam o "adeva". Às vezes as gírias se tornam tão características do grupo como um todo que acabam encapsulando a imagem completa deles. Vou dar um exemplo aqui: dá pra imaginar a frase "Morô, aí!" sendo dita por alguém senão um hippie bem Raul Seixas-style, co

Street Chaves, um clássico do absurdo e do nonsense

01/08/2012 às 16h36 por

Tive algumas fases em minha carreira gamer. Entre 2009 e 2011, por exemplo, eu fiquei completamente fissurado por games portáteis (em particular, games das plataformas iOS). Por outro lado, lá pelo finzinho dos anos 1990 eu era gamer de lanhouse: um intrépido desbravador de madrugadas em corujões com os amigos. E no começo dos anos 2000, eu caçava tudo quanto era joguinhos freeware. Eu tinha uma certa tara por jogos freeware (de preferência com multiplayer online) e, como toda tara, não dá pra explicar. Aliás, agora que paro para pensar, dá sim: est

Alley Cat fez parte da minha infância (talvez da sua também)

26/07/2012 às 17h11 por

De certa forma eu estava destinado a ser um nerd gamer. Meu pai, como talvez seja o caso de muitos de vocês, trabalhou como técnico de informática nos anos 1980 e 1990. Isso fez com que nossa casa estivesse sempre abarrotada de computadores e componentes -- um fator da minha infância, acabo de perceber, que se repete em minha casa atual. Na minha visão periférica jazem dois gabinetes de PCs antigos, além de algumas placas de vídeo falecidas e HDs velhos com mais vírus que as tais maçanetas e corrimãos dos quais o "Fantástico" e a "Superinteressante" tanto alertavam.

Console de 99 dólares com jogos grátis: será que agora vai?

19/07/2012 às 15h18 por

Minha personalidade virtual tem duas características distintas, creio. Uma delas é meu fanatismo por toda a iconografia do bigodudo italiano que é essencialmente a face dos videogames.  A outra é um desgosto pela plataforma Android. Embora muitos de vocês saibam que as brincadeira às custas da plataforma e seus usuários sejam apenas uma piada, imagino que uma grande porcentagem de quem me acompanha na internet acredita que eu realmente odeio o sistema operacional e desejo uma morte dolorosa a aparelhos que o usam. Para estes leitores, o post a seguir talvez venha como uma surpresa,

Voe ao redor do mundo com Pocket Planes

27/06/2012 às 16h23 por

Sou um de muitos gamers (e alguns nem tão gamers assim) que tiveram a produtividade completamente aniquilada esta semana por mais um joguinho "grátis" da Nimblebit,  a turma que nos deu Tiny Tower no ano passado. Quando chegou a hora de escrever essa coluna, não consegui pensar em outra coisa pra discutir que não fosse o bendito jogo.  

Três lições que aprendi com Snake

19/06/2012 às 13h57 por

Vivemos uma época em que celulares estão pouco abaixo de computadores propriamente ditos. De fato, meu celular é um "computador" incrivelmente superior ao que eu usava dez anos atrás, um avanço que eu jamais teria imaginado. Sim, porque hoje é trivial imaginar que os smartphones de 2022 terão hardware que fará o seu computador atual morrer de vergonha. Naquela época, no entanto, a gente simplesmente não via celulares se movendo nessa direção. Eu vibrei quando vi o primeiro celular com tela colorida. Jamais imaginei que um dia eu teria um celular com

A magia por trás dos jogos “solitários”

12/06/2012 às 10h30 por

Eu tenho um viés meio antissocial. Trabalhei durante a madrugada em duas ocasiões. Havia algo meio terapêutico naquela silenciosa solidão de horas do meu expediente. Quando comentava isso com meus amigos, eles me davam um olhar equivalente a se eu tivesse acabado de confessar ser um serial killer. A maioria das pessoas abomina solidão; eu, por outro lado, a abraço. Não sempre, claro: tenho a natural necessidade do convívio social também. É que ficar sozinho para mim é um momento de colocar os pensamentos em ordem. Chegar em casa e encontra-la vazia é um dos pequenos pr

Seria Space Invaders o maior ícone gamer de todos os tempos?

05/06/2012 às 16h44 por

Há mais ou menos dois anos, me vi diante de um belo impasse que me levou a uma epifania sobre qual seria o ícone máximo dos videogames. Como muitos outros sujeitos com a minha idade, eu vivia prometendo a mim mesmo que um dia criaria a coragem pra me tatuar. Um dia finalmente adquiri a disposição para tal (impulsionado em parte por minha patroa, cujo corpo é adornado por um sem-número de tatuagens). Já no estúdio de tatuagem, prestes a marcar permanentemente meu corpo, veio a dúvida: o que tatuar? Sim, por mais absurdo que pareça, eu tomei a deci

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