Izzy Nobre

Sobre

Izzy Nobre é o autor do HBD, mora no Canadá desde 2003 e adora gadgets. Ele pode ser encontrando floodando o twitter com mensagens sobre iPhones, videogames e a vida de um brasileiro no exterior.

Artigos de Izzy Nobre

O maior fracasso do mundo dos games: Daikatana

30/05/2012 às 17h31 por

Expectativa alta é algo extremamente perigoso. Embora curtir o hype ao redor de um lançamento faça parte da experiência (como comentei aqui), muitas vezes o sentimento de "Nossa, este jogo será incrível!" acaba nos tornando muito exigentes em relação ao jogo. Expectativas altas tem às vezes o poder de transformar pequenos defeitos de games excelentes em aparentes erros imperdoáveis. E o resultado é pior ainda quando há altíssima expecta

Cale a boca e tome o meu dinheiro

22/05/2012 às 16h15 por

Meu pai foi pastor evangélico por muitos anos. Volta e meia a igreja que ele liderava se envolvia em projetos de ajuda comunitária no bairro humilde onde a congregação ficava. Foi aí que eu aprendi a palavra "mutirão", que é o nome que se dá pra mobilização de um monte de gente com um objetivo em comum. O termo geralmente implica que o trabalho está sendo feito gratuitamente, o que, apesar de não ser exatamente adequado neste contexto, ainda acho que pode ser utilizado para explorar um assunto do qual não falei antes na minha coluna. Estou me referindo ao

A expectativa do lançamento de um grande jogo

17/05/2012 às 13h28 por

No momento em que escrevo estas linhas, uma boa parcela da comunidade gamer mundial comemora o lançamento do terceiro capítulo da franquia Diablo (alguns até já acumulam horas jogando). Dá até dor admitir isso, mas eu infelizmente fiquei de fora desse mega evento que é Diablo III -- ou, pelo menos, por algumas semanas. A culpada por isso é minha placa de vídeo, velha de guerra e moribunda, cuja operação provoca ruídos similares aos de um carro de Fórmula 1 acelerando numa reta. Além de fazer o gabinete inteiro zunir graças ao seu co

O esquecido gênero “galhofa” dos games

09/05/2012 às 16h45 por

Você já ouviu este argumento diversas vezes: "videogames são, mais do que nunca, uma forma de narrativa assim como cinema ou literatura". Ou "games podem tratam de assuntos maduros e não podem mais ser dispensados como simples passatempo pra criança". No geral, este discurso se condensa no já meio clichê "games também podem ser arte". Não que eu mesmo não defenda este ponto; já bati nessa tecla diversas vezes aqui no Tecnoblog. Essa "desculpa" de que games são uma forma de arte (que eu chamo de "desculpa" porque invariavelmente

Nintendo no vermelho pode ser ótimo para o futuro da Big N

02/05/2012 às 16h50 por

Minha relação com a Nintendo tem sido estranha nos últimos anos. Embora a Big N (quem inventou esse apelido, aliás?) tenha marcado a minha infância e me condicionado a ver o SNES, eternamente, como o melhor console produzido pela raça humana, minha postura crítica em relação a algumas decisões da empresa me rendeu a aparência de hater da Nintendo. Talvez por isso tantos amigos no Twitter tenham corrido pra me dar as "boas novas": pela primeira vez em mais de trinta anos, a Nintendo se viu anunciando prejuízo.

Parece que o modelo de jogos “freemium” decolou de vez

24/04/2012 às 16h00 por

Lá em 2010, escrevi aqui no Tecnoblog um texto sobre o modelo freemium. De lá pra cá, o formato de games gratuitos com microtransações aparentemente deu tão certo que se expandiu além dos joguinhos casuais de celulares e começaram a ser adotados por grandes marcas, como o mais recente simulador de vôo da Microsoft ou

O que deu errado com a pobre Sega?

17/04/2012 às 17h00 por

Quando você pensa na Sega, o que te vem à mente? Pra muitos, o nome da empresa evoca imediatamente a imagem do porco-espinho azul supersônico, que é efetivamente sinônimo visual da marca. Outros talvez lembrem do domínio que a empresa exercia no ramo de arcades (Ahh, muitas mesadas estouradas no House of the Dead!). Muitos lembrarão imediatamente do icônico jingle da marca, que precedia os jogos do tal porco-espinho azul. E pra muitos, a maior lembrança atrelada ao nome da Sega é o fato

Jogos na App Store brasileira: que bruxaria é essa?

10/04/2012 às 20h20 por

Desde que a App Store surgiu em 2008, gamers brasileiros (um grupo já acostumado a complicações e dificuldades arbitrárias) foram recepcionados com mais um empecilho: a loja tupiniquim de apps não oferecia games. O impasse, mal compreendido por muitos, obrigava nossos compatriotas a apelar para gambiarras como declarar-se argentino (!) e abrir uma conta na loja da App Store dos hermanos. E, em alguns outros casos (que levantem as mãos os infratores), isso servia como mais um pretexto pra piratear os games. Já não era mais uma questão de falta de dinheiro, argumentavam alguns: a cha

Brinquei com o PS Vita pela primeira vez e me decepcionei

20/03/2012 às 16h36 por

Se você é leitor constante desta coluna, deve saber que eu sou um arauto da tal "revolução gamer portátil". Pelo menos é assim que já fui chamado por alguns detratores mais gentis; as alcunhas que me dão são, na maioria das vezes, impublicáveis. Eu noto que há um sentimento de bastante má vontade dos gamers tradicionais em relação ao impacto de aparelhos celulares e tablets na indústria dos videogames. Creio que parte é a rejeição natural do que é novo (seres humanos são inerentemente reacionários a mudanças; os constantes redesigns do layout de qualquer rede social é

Desenhe algo com o Draw Something!

13/03/2012 às 16h20 por

Uma lembrança feliz dos meus tempos de infância eram as partidas de Imagem e Ação. Cresci vendo meus pais reunindo-se ao redor da mesa da sala de jantar, berrando ensandecidamente diretamente na cara dos amigos e rodopiando uma ampulheta cheia de um pó azul que eu acreditava ser Omo Multiação. Eu era muito novo quando meus pais jogavam Imagem e Ação com os amigos, mas a ideia de um jogo que revertia meus pais de sua condição magnânima de adultos sérios a uma cambada de crianças berrando umas com as outras me deixava intrigadíssimo. Só alguns anos

Sobre a boataria em torno do Steam Box (tal console da Valve)

06/03/2012 às 17h23 por

Ver empresas se aventurando no ramo dos consoles é algo relativamente raro. Talvez você não lembre (ou nunca tenha parado pra pensar nisso), mas faz mais de uma década desde a última vez que presenciamos um novato entrando na guerra dos consoles, quando Bill Gates surpreendeu os gamers revelando o primeiro Xbox na Game Developers Conference em 2000. [embed]http://www.youtube.com/watch?v=3uqzXKMlB6U[/embed] (Vídeo do YouTube)

Jogo de estratégia stealth tático, um estilo perdido

28/02/2012 às 14h52 por

Tal como no mundo do cinema e da música, na indústria de videogame também existem certas modinhas. Por exemplo, no cinema estamos presenciando o ressurgimento dos filmes em 3D, um método que fascinou o cinema americano nos anos 1950 e está passando por uma  renascença no momento. Games passam por modinhas. Há alguns anos todo jogo era obrigado legalmente a conter pelo menos um momento do chamado "quick time event", um método de cut scene interativa popularizado pela obra prima Shenmue e espalhado feito infecção genital por toda a indú

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