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Comparativo: Xiaomi Mi Band 7 vs Mi Band 6; qual é a diferença?

Mi Band 7 tem tela maior e mais modos esportivos, mas se assemelha no design com formato de pílula e na presença do oxímetro

Bruno Gall De Blasi
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Xiaomi apresentou a sucessora da Mi Band 6 em junho de 2022. Conhecida como Mi Band 7, a pulseira fitness manteve o design característico da linha, com o formato de pílula, e o oxímetro de pulso. Mas o que muda entre as duas gerações? Descubra as semelhanças e diferenças entre os wearables no comparativo a seguir.

Comparativo: Xiaomi Mi Band 7 vs Mi Band 6; qual é a diferença? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Comparativo: Xiaomi Mi Band 7 vs Mi Band 6; qual é a diferença? (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Tela e design

A Mi Band é conhecida pelo seu formato de pílula. Afinal, desde a primeira geração, a Xiaomi adota o mesmo design. A diferença ficou pela tela que evoluiu com o lançamento de novas gerações.

Com a Mi Band 7 não foi diferente. A Xiaomi aumentou a tela em 25%, levando-a para 1,62 polegada. Além disso, o brilho do painel AMOLED subiu para 500 nits, o que ajuda na visualização em ambientes abertos, como foi ressaltado durante os testes do Tecnoblog.

Mi Band 6 possui tela de 1,56 polegada. O painel AMOLED é menor, mas isto não prejudica o usuário na usabilidade e também não justifica um upgrade obrigatório. Já o brilho máximo é de 450 nits, uma disparidade muito pequena que não chega a trazer diferenças no dia a dia, conforme observado no nosso review.

Xiaomi Mi Band 7 (foto) e Mi Band 6 têm pulseira que pode ser facilmente trocada (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 7 (foto) e Mi Band 6 têm pulseira que pode ser facilmente trocada (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Em comum, a dupla vem com uma pulseira de TPU que pode ser facilmente trocada. No caso da Mi Band 6, a correia é ajustável entre 155 mm e 219 mm. Já a versão mais recente tem um acessório que vai de 160 mm e 224 mm. O peso das duas gerações sem a pulseira é de 12,8 gramas e 13,5 gramas, respectivamente.

Confira as cores das pulseiras informadas pela Xiaomi Global:

  • Mi Band 6: amarelo, azul, bege, laranja, preto e verde;
  • Mi Band 7: azul, bege, laranja, preto, rosa e verde.

As smartbands também têm resistência à água de 5 ATM (50 metros). 

Xiaomi Mi Band 7 possui tela maior mas repetiu o design de sempre (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 7 possui tela maior mas repetiu o design de sempre (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Esporte e saúde

A dupla também oferece diversos sensores para monitorar exercícios e o condicionamento físico dos usuários. E há algumas semelhanças na dupla, como o oxímetro de pulso (SpO2) e o medidor de batimentos cardíacos. Além disso, os wearables acompanham o sono, estresse e o ciclo menstrual.

Apesar disso, a Mi Band 7 oferece mais modos esportivos. A Xiaomi informa que a pulseira oferece suporte a mais de 110 exercícios. Além disso, o wearable detecta as seguintes atividades físicas automaticamente: caminhada, corrida ao ar livre, elíptico, esteira e máquina de remo.

Mi Band 6, por sua vez, só acompanha trinta exercícios. É o caso das atividades citadas anteriormente, além de natação, yoga e mais. A pulseira ainda detecta os seguintes modos esportivos automaticamente: corrida ao ar livre, caminhada, ciclismo, esteira, elíptico e máquina de remo.

Xiaomi Mi Band 6 recebe notificações, aviso de mensagens e afins (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 6 recebe notificações, aviso de mensagens e afins (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Notificações, mensagens e mais recursos

As duas gerações também entregam aos usuários alguns recursos para facilitar o dia a dia. É o caso das notificações de ligações e mensagens, além de aplicativos. Os usuários ainda podem usar ferramentas como cronômetro, timer e verificar a previsão do tempo diretamente pelo pulso.

A dupla, no entanto, não possui Wi-Fi e GPS. Para se conectar ao celular, a Mi Band 7 e a Mi Band 6 trazem o Bluetooth 5.2 e Bluetooth 5.0, respectivamente, na ficha técnica. As pulseiras fitness da Xiaomi também não oferecem a função para fazer ligações diretamente do pulso.

Além disso, a Xiaomi até levou a Mi Band 6 para outros países, mas o NFC não chegou ao Brasil. A Mi Band 7 global também foi anunciada sem a função.

Xiaomi Mi Band 7 possui recarga via carregador magnético (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 7 possui recarga via carregador magnético (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Bateria e carregamento

A Xiaomi promete uma bateria de longa duração nos dois wearables. Em comum, as duas pulseiras saem da caixa com a promessa de passar até 14 dias longe das tomadas com uso típico. Mas a capacidade do componente não é igual:

  • Mi Band 6: 125 mAh;
  • Mi Band 7: 180 mAh.

Durante a análise do Tecnoblog, não houve diferenças na duração da bateria com o always-on display habilitado ou desabilitado na Mi Band 7. Além disso, o wearable ficou cinco dias sem pedir recarga enquanto monitorava a saúde (incluindo noite de sono), treino e com todas as notificações ativadas. 

Nós também testamos a Mi Band 6. Na nossa análise, a pulseira passou seis dias longe das tomadas ao deixar todos os recursos ativados, registrando treinos e exibindo todas as notificações

Os dois wearables têm recarga via carregador magnético.

Xiaomi Mi Band 6 monitora batimentos cardíacos e mais (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)
Xiaomi Mi Band 6 monitora batimentos cardíacos e mais (Imagem: Darlan Helder/Tecnoblog)

Preço e custo-benefício: vale a pena trocar?

A Mi Band 7 é a versão mais recente da pulseira fitness. A edição global foi lançada em junho de 2022 no exterior por 49,99 euros (cerca de R$ 280 em conversão direta). Na China, o wearable custa a partir de 249 iuanes (por volta de R$ 200).

Por ora, não há previsão de lançamento da pulseira no Brasil.

Já a Mi Band 6 é de um ano antes. O dispositivo chegou ao Brasil em junho de 2021 por R$ 700. A cargo de comparação, o wearable estava à venda no exterior por 44,99 euros (aproximadamente R$ 250).

Bacana! Mas e aí, qual pulseira eu devo comprar?

Bem, se você tem uma Mi Band 6, o upgrade não chega a ser tão interessante. A principal diferença gira em torno da tela maior, pois a dupla oferece basicamente os mesmos recursos. A troca seria adequada, talvez, pela maior quantidade de exercícios – mas a expansão da lista é muito específica para justificar a atualização a todos.

A mudança para a geração mais nova tem mais sentido se você possui um modelo anterior. O mesmo é dito para quem não tem uma pulseira da Xiaomi: é melhor apostar na Mi Band 7. Afinal, apesar das semelhanças, a variante mais nova tem tela maior, mais modos esportivos e repete sucessos da Mi Band 6, como o oxímetro.

Mi Band 7 vs Mi Band 6

Mi Band 7‌Mi Band 6
TelaAMOLED de 1,62 polegada com resolução de 192 x 490 pixels e brilho de até 500 nitsAMOLED de 1,56 polegada com resolução de 152 x 486 pixels e brilho de até 450 nits
Saúdebatimentos cardíacos, oxímetro (SpO2), estresse, sono e ciclo menstrualbatimentos cardíacos, oxímetro (SpO2), estresse, sono e ciclo menstrual
Exercíciosmais de 110 modalidades30 modalidades
Recursos extrasnotificações do celular, alarme, cronômetro, timer, controle de música, previsão do tempo e maisnotificações do celular, alarme, cronômetro, timer, controle de música, previsão do tempo e mais
Bateria180 mAh, até 14 dias (uso típico)125 mAh, até 14 dias (uso típico)
Tempo de recargacerca de 2 horascerca de 2 horas
‌ConectividadeBluetooth 5.2 (LE)Bluetooth 5.0
Sistema operacional (compatibilidade)Android 6.0 e iOS 10 ou mais recenteAndroid 5.0 e iOS 10 ou mais recente
Resistência à água5 ATM5 ATM
Dimensões (sem pulseira)46,5 x 20,7 x 12,25 mm47,4 × 18,6 × 12,7 mm
Peso (sem pulseira)13,5 gramas12,8 gramas
Cores (pulseira)azul, bege, laranja, preto, rosa e verdeamarelo, azul, bege, laranja, preto e verde
Bruno Gall De Blasi

Bruno Gall De Blasi é jornalista e cobre tecnologia desde 2016. Sua paixão pelo assunto começou ainda na infância, quando descobriu "acidentalmente" que "FORMAT C:" apagava tudo. Antes de seguir carreira em comunicação, fez Ensino Médio Técnico em Mecatrônica com o sonho de virar engenheiro. Entrou para o Tecnoblog em 2020 e também escreveu para o TechTudo e iHelpBR.

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