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New York Times descobre o óbvio: Conteúdo pago não funciona na Internet

13 anos atrás

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Assim que inauguraram seus sites, a maioria dos jornais pensou que estava vendo uma nova mídia onde ainda valeriam seus velhos modelos, e tentaram replicar o que faziam offline no mundo online. Com o tempo os mais espertos perceberam que não é assim que a banda toca, o que funciona off não funciona necessariamente online. Veja o conteúdo exclusivo por exemplo.

No mundo off é perfeitamente normal você pagar para receber um conteúdo diferenciado, seja em termos de agilidade, seja em termos de exclusividade. Online o máximo que um usuário está disposto a fazer é preencher um cadastro e criar (mais) uma senha. Somente sites especializados conseguem cobrar por conteúdo. Imagine o MeioBit cobrando assinatura. Acho que nem o Leo pagaria. Não pelo site ser ruim, pelo contrário, mas apenas por ser irreal para a mente do usuário de Internet.

O New York Times durante anos manteve seções fechadas, com conteúdo exclusivo para assinantes, cobrando US$7,95 / mês. Agora decidiram cancelar esse serviço. Não vão tirar as colunas do ar, vão é liberar geral.

Não que as assinaturas não fossem interessantes, rendendo US$10 milhões por ano, já dá para abrir um sorriso, mas as projeções de crescimento de assinaturas eram baixas e as de publicidade online eram altas. Mais uma vez, business. Não se engane com esses número, US$10M não é nada diante do potencial de um site como o NYT. Só para dar uma ídéia, o Wall Street Journal fatura US$65 milhões / ano com assinaturas de seu site. Imaginem com publicidade e conteúdo aberto.

Bondade, generosidade, reconhecimento da derrota? Não, puro business. O New York Times descobriu que com 13 milhões de visitantes únicos por mês, ganham muito mais com os anúncios do Google do que com as assinaturas. Liberando essas áreas novas, estão acrescentando mais conteúdo a seu pool, sem nenhum esforço. Jogada de gênio.

Fonte: New York Times, oras.

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