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NSA tem o direito de saber a localização exata de cada cidadão norte-americano (só não faz isso pelo custo)

NSA só não sabe a localização exata de cada norte-americano por um detalhe: custo. Apple faz comentário público sobre o PRISM.

8 anos e meio atrás

Não quero viver num mundo onde tudo o que faço e tudo o que eu digo é registrado.” — Edward Snowden, ex-assistente técnico da CIA.

A Agência de Segurança Nacional (NSA) divulgou no final de semana que ainda não exercita o direito de coletar os dados exatos da localização de todos os cidadãos norte-americanos, embora vasculhe diariamente informações sigilosas específicas entre milhões de celulares e vários outros meios de comunicação (internet) sob ordens judiciais secretas.

Uma matéria do Wall Street Journal cita um comunicado do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), onde descreve que o programa de vigilância da NSA não recolhe quaisquer informações de localização exata dos telefones celulares no presente momento.

A justificativa, segundo um funcionário que preferiu se manter anônimo, é a de que tais dados particulares ainda não forneceriam relevância suficiente para justificar a quantidade de recursos que seriam necessários para classificá-los em tempo real.

Na declaração feita no final de semana, fornecida ao Congresso norte-americano e divulgada pelo Comitê de Inteligência do Senado, os funcionários da NSA descreveram outros aspectos dos programas de vigilância:

Menos de 300 registros de ligações telefônicas de cidadãos norte-americanos foram revisados pela agência no ano passado (2012) e tal monitoramento foi limitado àqueles cidadãos suspeitos de associação com organizações terroristas estrangeiras específicas.”

Mesmo simples consultas rotineiras ao banco de dados com tais investigações são detalhadamente documentadas e auditadas: apenas um ‘pequeno número’ de funcionários treinados podem acessar as informações dos suspeitos..”

O Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira analisa em segredo tal programa de vigilância a cada 90 dias e todos os dados são destruídos após cinco anos.”

Bom lembrar que as revelações vindas de pessoas como ex-empregado da CIA atualmente refugiado em Hong Kong, Edward Snowden, apontam para a existência de aparelhos de vigilância muito maiores do que havíamos imaginado, o que pode ser bem preocupante no que toca aos direitos constitucionais e privacidade de todos os cidadãos do país mais rico do mundo.

Precisamos determinar onde a América do Norte deve traçar a linha entre a segurança nacional e a privacidade de nossos cidadãos, além de termos uma discussão honesta sobre se este programa de vigilância está realmente fazendo o que é suposto: nos proteger dos terroristas.” — Mark Udall, senador pelo Colorado.

Enquanto rola a discussão sobre o tamanho do grampo telefônico, a real eficácia do programa de vigilância tende a ser desconhecida pelo povo, mesmo com o diretor da NSA afirmando de pés juntos que dezenas de ataques terroristas foram evitados com o uso das informações vindas de algumas das ligações telefônicas efetuadas através da Verizon e aqueles outros metadados fornecidos pelas grandes empresas de tecnologia.

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Pelo menos segundo a Apple, nenhuma agência do governo tem acesso direto aos dados dos clientes e cada mandado judicial que exija dados confidenciais dos usuários é avaliado pela equipe de advogados da empresa para determinar se há legitimidade na reivindicação.
Um exemplo citado pela maçã do Steve Jobs: as conversas que ocorrem no iMessage e FaceTime são protegidos por um tipo de criptografia que impediria a própria empresa de interceptar o que o emissor e o receptor podem ver ou ler em seus aparelhos iOS / OS X.

O tio Laguna também acredita que outras empresas de tecnologia apenas atendam aos pedidos judiciais da NSA e da CIA, sendo no máximo cúmplices do PRISM por coerção.

O inimigo agora é outro”, já dizia o Capitão Nascimento.

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